Carlos, extensionista rural, está em diálogo com Cátia, enfermeira na vigilância em saúde, para identificar fontes de contaminação por agrotóxicos em um território. Eles percebem que a atenção inicial se concentra nas lavouras, mas há outras situações que podem expor a população, inclusive em áreas urbanas, como o uso de produtos químicos dentro de casa ou em ações de combate a arboviroses. Cátia já atendeu uma criança com lesão de pele após brincar próxima a uma área pulverizada, e Carlos sabe que embalagens de agrotóxicos, muitas vezes, são descartadas incorretamente. Para uma atuação mais eficaz da Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA), que vá além da aplicação direta em lavouras e considere a complexidade das exposições e a proteção das populações vulneráveis, qual das abordagens, a seguir, seria mais completa para Carlos e Cátia identificarem as diversas fontes de contaminação em seu território? Concentrar-se apenas nos casos de intoxicação aguda registrados, pois a exposição crônica é difícil de comprovar e suas fontes são mais dispersas e menos prioritárias para a intervenção. Focar exclusivamente nas grandes lavouras e nos trabalhadores rurais que aplicam agrotóxicos, pois são os mais diretamente expostos e representam a maior fonte de contaminação. Investigar o descarte incorreto de embalagens em rios e córregos, monitorar a pulverização aérea próxima a escolas e comunidades e incluir a cadeia produtiva (produção, transporte e comercialização) como potenciais fontes, com atenção especial a crianças, gestantes e idosos. Promover campanhas de uso de EPI para trabalhadores rurais e divulgar informações a respeito de sintomas de intoxicação, sem necessidade de expandir a investigação para outras fontes, já que o foco principal é o uso seguro.