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Texto I

"Trata-se de uma ação coletiva que tutela interesse transindividual. Constitui-se, pois, em um instrumento, decorrente do regime político adotado pelo Brasil – democracia semidireta (CF, art. 1º, parágrafo único –, em que o povo exerce o poder por meio de representantes eleitos ou diretamente. O inciso em estudo revela uma forma da participação direta do cidadão na condução da coisa pública, alçada ao status de cláusula pétrea. Neste sentido é que se afirma que todo cidadão é um fiscal do Poder Público."

Fonte: VASCONCELOS, Clever. Curso de Direito Constitucional. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. p. 1.058-1.059.

Texto II

EMENTA Direito Constitucional e Processual Civil. Ação popular. Condições da ação. Ajuizamento para combater ato lesivo à moralidade administrativa. Possibilidade. Acórdão que manteve sentença que julgou extinto o processo, sem resolução do mérito, por entender que é condição da ação popular a demonstração de concomitante lesão ao patrimônio público material. Desnecessidade. Conteúdo do art. 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal. Reafirmação de jurisprudência. Repercussão geral reconhecida. 1. O entendimento sufragado no acórdão recorrido de que, para o cabimento de ação popular, é exigível a menção na exordial e a prova de prejuízo material aos cofres públicos, diverge do entendimento sufragado pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A decisão objurgada ofende o art. 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, que tem como objetos a serem defendidos pelo cidadão, separadamente, qualquer ato lesivo ao patrimônio material público ou de entidade de que o Estado participe, ao patrimônio moral, ao cultural e ao histórico. 3. Agravo e recurso extraordinário providos. 4. Repercussão geral reconhecida com reafirmação da jurisprudência.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:

I. A ação popular não poderá ser proposta por pessoa jurídica, muito menos pelo Ministério Público.

II. Conquanto seja desnecessário demonstrar efetivo prejuízo material, a interposição da ação popular depende da constatação do binômio lesividade/ilegalidade.

III. A ação será ajuizada em face do “agente que praticou o ato, a entidade lesada e os beneficiários do ato ou contrato lesivo ao patrimônio público.

IV. A legitimidade ativa para a ação popular decorre do vínculo jurídico-político que o cidadão ostenta perante o Brasil, excluindo-se os apátridas, estrangeiros e pessoas jurídicas desse permissivo constitucional.

Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
I. A ação popular não poderá ser proposta por pessoa jurídica, muito menos pelo Ministério Público.
II. Conquanto seja desnecessário demonstrar efetivo prejuízo material, a interposição da ação popular depende da constatação do binômio lesividade/ilegalidade.
III. A ação será ajuizada em face do “agente que praticou o ato, a entidade lesada e os beneficiários do ato ou contrato lesivo ao patrimônio público.
IV. A legitimidade ativa para a ação popular decorre do vínculo jurídico-político que o cidadão ostenta perante o Brasil, excluindo-se os apátridas, estrangeiros e pessoas jurídicas desse permissivo constitucional.
a. I, II, III e IV.
b. II e IV, apenas.
c. I, II e IV, apenas.
d. I e III, apenas.
e. I, II e III, apenas.
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Questões Para a Compreensão

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

Vamos analisar cada afirmativa: I. A ação popular não poderá ser proposta por pessoa jurídica, muito menos pelo Ministério Público. Correto. A ação popular é um instrumento de controle social que pode ser proposto apenas por cidadãos brasileiros, não por pessoas jurídicas ou pelo Ministério Público. II. Conquanto seja desnecessário demonstrar efetivo prejuízo material, a interposição da ação popular depende da constatação do binômio lesividade/ilegalidade. Correto. Não é necessário provar prejuízo material concreto, mas deve haver a demonstração de que o ato é lesivo e ilegal. III. A ação será ajuizada em face do “agente que praticou o ato, a entidade lesada e os beneficiários do ato ou contrato lesivo ao patrimônio público. Incorreto. A ação popular é ajuizada contra o ato lesivo, geralmente contra o agente público ou autoridade responsável, mas não necessariamente contra todos os beneficiários ou a entidade lesada. IV. A legitimidade ativa para a ação popular decorre do vínculo jurídico-político que o cidadão ostenta perante o Brasil, excluindo-se os apátridas, estrangeiros e pessoas jurídicas desse permissivo constitucional. Correto. Somente cidadãos brasileiros têm legitimidade para propor ação popular. Portanto, os itens corretos são: I, II e IV. Alternativa correta: c) I, II e IV, apenas.

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Texto

"A garantia constitucional do habeas data, regulamentada pela Lei n. 9.507, de 12.11.1997, destina-se a disciplinar o direito de acesso a informações, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, para conhecimento ou retificação (tanto informações erradas como imprecisas, ou, apesar de corretas e verdadeiras, desatualizadas), todas referentes a dados pessoais, concernentes à pessoa do impetrante. Essa garantia não se confunde com o direito de obter certidões (art. 5.º, XXXIV, “b”), ou informações de interesse particular, coletivo ou geral (art. 5.º, XXXIII). Havendo recusa no fornecimento de certidões (para a defesa de direitos ou esclarecimento de situações de interesse pessoal, próprio ou de terceiros), ou informações de terceiros, o remédio próprio é o mandado de segurança, e não o habeas data."

Fonte: LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 26. ed. São Paulo: Saraiva, 2022, p. 3273.
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.

( ) De acordo com a Lei 9.507 e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, é prescindível obter recusa administrativa para o ajuizamento do habeas data.

( ) Cabe impetrar habeas data para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado falso mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.

( ) No habeas data o provimento requerido pelo autor poderá ser mandamental ou constitutivo.

( ) Para fins de impetração de habeas data, as informações do impetrante podem estar registradas tanto em banco de dados de entidades governamentais, como privadas de cunho público.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
De acordo com a Lei 9.507 e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, é prescindível obter recusa administrativa para o ajuizamento do habeas data.
Cabe impetrar habeas data para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado falso mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.
No habeas data o provimento requerido pelo autor poderá ser mandamental ou constitutivo.
Para fins de impetração de habeas data, as informações do impetrante podem estar registradas tanto em banco de dados de entidades governamentais, como privadas de cunho público.
a. I e III, apenas.
b. I, II e III, apenas.
c. I, II, III e IV.
d. I, II e IV, apenas.
e. II e IV, apenas.

Texto I

"Admite-se expressamente o uso de mandado de segurança por partido político com representação no Congresso Nacional, organização sindical, entidade de classe ou por associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos direitos da totalidade ou parte de seus membros ou associados, (CF, art. 5º, LXX, “a” e “b”, e Lei n. 12.016/2009, arts. 21 e seguintes.). A ação constitucional de mandado de segurança, portanto, está destinada tanto à proteção de direitos individuais como à tutela de direitos coletivos. O mandado de segurança coletivo deverá ser impetrado na defesa de interesse de uma categoria, classe ou grupo, independentemente da autorização dos associados (art. 21, Lei n. 12.016/2009)."

Fonte: MENDES, Gilmar Ferreira; BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Curso de Direito Constitucional. 17. ed. São Paulo: Saraiva, 2022, p.1159.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:

I. De acordo com o entendimento atual do Pretório Excelso, é inconstitucional o condicionamento da liminar em sede de “writ” coletivo à exigência de oitiva prévia do representante da autoridade coatora por restringir indevidamente o poder geral de cautela do magistrado.

II. O Mandado de Segurança Coletivo é um remédio visa proteger direitos coletivos. Os direitos coletivos se subdividem em difusos, coletivos stricto sensu e individuais homogêneos.

III. O Ministério Público de Contas tem legitimidade para impetrar mandado de segurança em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua.

IV. Para a impetração do mandado de segurança coletivo pelas associações, entidades de classe e organizações sindicais, exige-se a pertinência temática entre os direitos comuns dos componentes destas entidades e os respectivos fins institucionais.

Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
I. De acordo com o entendimento atual do Pretório Excelso, é inconstitucional o condicionamento da liminar em sede de “writ” coletivo à exigência de oitiva prévia do representante da autoridade coatora por restringir indevidamente o poder geral de cautela do magistrado.
II. O Mandado de Segurança Coletivo é um remédio visa proteger direitos coletivos. Os direitos coletivos se subdividem em difusos, coletivos stricto sensu e individuais homogêneos.
III. O Ministério Público de Contas tem legitimidade para impetrar mandado de segurança em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua.
IV. Para a impetração do mandado de segurança coletivo pelas associações, entidades de classe e organizações sindicais, exige-se a pertinência temática entre os direitos comuns dos componentes destas entidades e os respectivos fins institucionais.
a. II e IV, apenas.
b. I, II e III, apenas.
c. I, II e IV, apenas.
d. I, III e IV, apenas.
e. I, II, III e IV.

Texto I

“Destacam-se no tema da “defesa do Estado e das instituições democráticas” dois grupos: a) instrumentos (medidas excepcionais) para manter ou restabelecer a ordem nos momentos de anormalidades constitucionais, instituindo o sistema constitucional de crises, composto pelo estado de defesa e pelo estado de sítio (legalidade extraordinária); b) defesa do País ou sociedade, através das Forças Armadas e da segurança pública. [...] "Celso de Mello, por sua vez, observa que “esse sistema de legalidade extraordinária investe o Presidente da República no exercício dos poderes de crise (definido anteriormente pelo autor como ‘limitações constitucionais às liberdades públicas’), taxativamente enumerados no texto constitucional”. Diante das crises, portanto, existem mecanismos constitucionais para o restabelecimento da normalidade, quais sejam, a possibilidade de decretação do estado de defesa, do estado de sítio e o papel das Forças Armadas e das forças de segurança pública (Título V da CF/88). Referidos mecanismos devem, contudo, como apontou Aricê Amaral Santos, respeitar o princípio da necessidade, sob pena de configurar arbítrio e verdadeiro golpe de estado, bem como o princípio da temporariedade, sob pena de configurar verdadeira ditadura."
Neste caso, que tipos de situações poderiam desencadear a decretação dessas medidas excepcionais? Pode se dizer que será aplicado em caso de
a. crises políticas, desastres naturais e situação de guerra declarada/decretada.
b. desastres naturais no caso estado de sítio.
c. de crises políticas apenas.
d. situação de guerra declarada/decretada no caso de estado de defesa.
e. crises políticas e desastres naturais, apenas.

Texto I

“As normas constitucionais que permitem o ajuizamento do mandado de injunção assemelham-se às da ação direta de inconstitucionalidade por omissão e não decorrem de todas as espécies de omissões do Poder Público, mas tão só em relação às normas constitucionais de eficácia limitada de princípio institutivo de caráter impositivo e das normas programáticas vinculadas ao princípio da legalidade, por dependerem de atuação normativa ulterior para garantir sua aplicabilidade.”

Fonte: MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 29. ed. São Paulo: Atlas, 2013, p. 177

Texto II

Mandado de injunção. Renda básica de cidadania. Lei 10.835/2004. Art. 2º. Omissão do Poder Executivo Federal em fixar o valor do benefício. 2. Colmatação da inconstitucionalidade omissiva. Equilíbrio entre o indeclinável dever de tutela dos direitos e liberdades constitucionais (CF, art. 5º, XXXV) e o princípio da divisão funcional dos poderes (CF, art. 2º), além da observância às regras fiscal-orçamentárias. Precedentes. 3. A falta de norma disciplinadora enseja o conhecimento do writ apenas quanto à implementação de renda básica para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica (pobreza e extrema pobreza), na linha dos arts. 3º, III; 6º; e 23, X, da Constituição Federal. 4. O Fundo Federal de Combate à Pobreza possui receitas próprias e prioriza o atendimento de famílias situadas abaixo da linha da pobreza. Art. 81, caput e §1º, do ADCT c/c arts. 1º e 3º, I, da Lei Complementar 111/2001. 5. Bolsa Família. Lei 10.836/2004. De 2014 a 2017, milhões de concidadãos retornaram à extrema pobreza. Inexistência de atualização adequada do valor limite para fins de enquadramento e também da quantia desembolsada pelo Poder Público. Política pública que necessita de atualização ou repaginação de valores. Proteção insuficiente de combate à pobreza. 6. Lei 10.835/2004 e suas variáveis sociais, econômicas e jurídicas. Risco de grave despesa anual. Realidade fiscal, econômica e social, na quadra atualmente vivenciada e agravada pelas consequências da pandemia em curso. 7. Determinação para que o Poder Executivo Federal implemente, no exercício fiscal seguinte ao da conclusão do julgamento do mérito (2022), a fixação do valor disposto no art. 2º da Lei 10.835/2004 para o estrato da população brasileira em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Art. 8º, I, da Lei 13.300/2016. 8. Apelo aos Poderes Legislativo e Executivo para que adotem as medidas administrativas e/ou legislativas necessárias à atualização dos valores dos benefícios básicos e variáveis do programa Bolsa Família (Lei 10.836/2004), isolada ou conjuntamente, e, ainda, para que aprimorem os programas sociais de transferência de renda atualmente em vigor, mormente a Lei 10.835/2004, unificando-os, se possível. 9. Concessão parcial da ordem injuncional.

Fonte: MI 7300, Relator(a): MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 27/04/2021, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-167 DIVULG 20-08-2021 PUBLIC 23-08-2021
Considerando o objeto do mandado de injunção e a sua relevância dentro de nossa ordem constitucional, assinale a alternativa correta.
a. A norma regulamentadora que não foi criada deverá tornar inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade e a cidadania, apenas.
b. Caberá Mandado de Injunção se inexistir óbice normativo para o seu manejo visando a alteração de lei já existente ou exigir determinada interpretação que seja mais favorável ao impetrante.
c. Será cabível sua impetração visando garantir direito previsto apenas em ato normativo infralegal.
d. Se não houver norma regulamentadora, será plenamente viável a impetração de Mandado de Injunção para concretizar, por exemplo, o mandamento constitucional de combate à pobreza (artigo 3, inciso III, CRFB/88) e assegurar o direito fundamental à assistência aos desamparados (artigo 6, CRFB/88). Eis que, estamos diante de matéria de cidadania.
e. Caberá mandado de injunção quando faltar norma regulamentadora, mesmo que viável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania

Texto I

Ementa: CONSTITUCIONAL. GARANTIA DA SEGURANÇA INTERNA, ORDEM PÚBLICA E PAZ SOCIAL. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DOS ART.
9º, § 1º, ART. 37, VII, E ART. 144, DA CF. VEDAÇÃO ABSOLUTA AO EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE AOS SERVIDORES PÚBLICOS
INTEGRANTES DAS CARREIRAS DE SEGURANÇA PÚBLICA. 1. A atividade policial é carreira de Estado imprescindível à manutenção da normalidade
democrática, sendo impossível sua complementação ou substituição pela atividade privada. A carreira policial é o braço armado do Estado, responsável
pela garantia da segurança interna, ordem pública e paz social. E o Estado não faz greve. O Estado em greve é anárquico. A Constituição Federal não
permite. 2.Aparente colisão de direitos. Prevalência do interesse público e social na manutenção da segurança interna, da ordem pública e da paz social
sobre o interesse individual de determinada categoria de servidores públicos. Impossibilidade absoluta do exercício do direito de greve às carreiras policiais.
Interpretação teleológica do texto constitucional, em especial dos artigos 9º, § 1º, 37, VII e 144. 3.Recurso provido, com afirmação de tese de repercussão
geral: “1 - O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem
diretamente na área de segurança pública. 2 - É obrigatória a participação do Poder Público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras
de segurança pública, nos termos do art. 165 do Código de Processo Civil, para vocalização dos interesses da categoria.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:

I. A polícia federal não é órgão permanente e estruturado em carreira. Dentre suas funções, podemos elencar: a apuração de infrações penais contra a
ordem política e social, ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas

II. A polícia civil é responsável pela investigação das infrações penais, isto é, função de polícia judiciária no âmbito estadual. 

III. A polícia rodoviária federal também não se trata de órgão permanente e mantido pela União, e tem como função primordial o patrulhamento ostensivo
das rodovias federais. 

IV. A polícia militar é responsável pela preservação da ordem pública e polícia ostensiva (administrativa).

Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
a. F – F – V – V.
b. V – V – V – F.
c. V – V – F – F.
d. V – F – V – F.
e. V – F – V – V.

Texto

Pela própria definição constitucional, o mandado de segurança tem utilização ampla, abrangente de todo e qualquer direito subjetivo público sem proteção
específica, desde que se logre caracterizar a liquidez e certeza do direito, materializada na inquestionabilidade de sua existência, na precisa definição de
sua extensão e aptidão para ser exercido no momento da impetração. Embora destinado à defesa de direitos contra atos de autoridade, a doutrina e a
jurisprudência consideram legítima a utilização do mandado de segurança contra ato praticado por particular no exercício de atividade delegada pelo Poder
Público. De outro lado, são equiparados pela lei, à autoridade pública, os representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades
autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder político.
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas.

( ) No caso do habeas corpus é possível a sua impetração por qualquer pessoa, advogado ou não, em seu favor ou mesmo em favor de outro.
( ) A Lei 12.016 (do mandado de segurança) prevê expressamente a vedação ao manuseio do mandado de segurança contra atos de gestão comercial
praticados por empresas estatais ou concessionárias, cuja constitucionalidade foi chancelada pelo Pretório Excelso.
( ) É defeso impetrar mandado de segurança contra decisão já transitada em julgada, salvo quando o manejo do mandado de segurança for anterior à
ocorrência do referido desfecho processual definitivo, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
( ) Ainda que a CRFB/88 e a Lei 12.016 (do mandado de segurança) veiculem a terminologia de direito líquido e certo, por ser um preceito assecuratório
revestido de índole fundamental, porquanto inserido no Artigo 5 da CF/88, o mandado de segurança dispensa a dilação probatória conforme os ditames do
devido processo legal.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
b. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
c. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.
d. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1.
e. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.

Texto I

"A advocacia pode ser subdividida em: (i) advocacia pública; e (ii) advocacia privada.
A Constituição de 1988 abriu uma seção específica para a chamada advocacia pública. Nela estão incorporadas: (i) a Advocacia-Geral da União; (ii) a
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional; e (iii) as procuradorias dos Estados e do Distrito Federal."
De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B.

Coluna A Coluna B

I. É instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos
interesses sociais e individuais indisponíveis.

II. É instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático,
fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos
humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos
direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos
necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição
Federal.

III. É indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus
atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. IV. Conforme determinado pela legislação, para exercer a advocacia, o
bacharel em Direito precisa estar devidamente inscrito nos registros.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3.
b. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1.
c. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2.
d. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3.
e. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4.

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