A compreensão da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) e da cultura surda passou por transformações profundas ao longo da história. Durante séculos, as línguas de sinais foram deslegitimadas, especialmente após o Congresso de Milão (1880), que instituiu o oralismo como método dominante na educação de surdos e proibiu o uso de sinais em muitos países. Esse período gerou impactos duradouros na educação e na identidade cultural das pessoas surdas. A partir da década de 1960, no entanto, estudos linguísticos, especialmente os conduzidos por William Stokoe e outros pesquisadores, demonstraram que as línguas de sinais possuem estrutura gramatical própria, complexidade linguística e capacidade plena de expressão, equivalentes às línguas orais. Esse reconhecimento impulsionou movimentos sociais e acadêmicos que passaram a defender o surdo não como alguém “deficiente a ser corrigido”, mas como sujeito pertencente a uma minoria linguística e cultural. No Brasil, esse avanço resultou no reconhecimento legal da LIBRAS, consolidando uma mudança de paradigma do modelo médico-reabilitador para o modelo sociocultural e de direitos, com impactos diretos nas políticas públicas de educação, cultura e acessibilidade. Diante desse contexto histórico, linguístico e cultural, assinale a afirmativa CORRETA: A) O movimento surdo busca a adaptação completa do surdo à cultura ouvinte hegemônica. B) A partir da década de 1960, estudos comprovaram que a Língua de Sinais é uma língua completa e não prejudica a aprendizagem, levando à sua reabilitação educacional. C) O Congresso de Milão (1880) foi um evento que valorizou as Línguas de Sinais globalmente. D) A LIBRAS é uma linguagem gestual simplificada do português, sem gramática própria. E) No Brasil, a LIBRAS foi reconhecida como segunda língua oficial somente em 2005.