Na adolescência, a alimentação assume significados que extrapolam sua função nutricional, passando a integrar processos emocionais e de construção identitária. As experiências alimentares dos adolescentes são moduladas por sentimentos, conflitos internos e interações sociais, sendo frequentemente utilizadas como estratégias de enfrentamento emocional. Diante dessa complexidade, o nutricionista deve adotar uma abordagem sensível, que considere as dinâmicas subjetivas envolvidas. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir. I. O comportamento alimentar do adolescente pode ser uma resposta a pressões emocionais e sociais, refletindo mecanismos de enfrentamento diante de experiências como isolamento e julgamento corporal. II. Ferramentas como o comer intuitivo e o mindfulness alimentar são indicadas para promover a reconexão do adolescente com suas sensações físicas e emocionais relacionadas à alimentação. III. Estratégias clínicas que focam no controle rígido das porções e metas de peso são fundamentais para que o adolescente desenvolva disciplina alimentar e melhore sua autoestima. IV. A escuta ativa e o acolhimento das narrativas alimentares do adolescente, sem julgamentos, são práticas terapêuticas importantes na