Ed
semana passada
João Carlos pode buscar a proteção dos seus direitos como consumidor com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Passo a passo: 1. Vício oculto: O veículo apresenta defeitos graves não informados no momento da compra, caracterizando vício oculto, que é um defeito não aparente que torna o produto impróprio para uso ou diminui seu valor. 2. Responsabilidade do vendedor: Segundo o CDC, o fornecedor responde pelos vícios ocultos, mesmo que o produto seja usado, e deve reparar, substituir ou devolver o valor pago. 3. Direitos de João: Ele pode exigir a reparação dos danos, a substituição do veículo por outro em perfeito estado, a devolução do valor pago (com eventual abatimento pelo uso), ou abatimento proporcional do preço. 4. Custos adicionais: Os custos com transporte por aplicativo (R$ 3.500,00) e os pagamentos do financiamento (R$ 2.180,00 mensais) podem ser considerados danos emergentes e lucros cessantes, passíveis de indenização. 5. Ação judicial: Como as tentativas extrajudiciais falharam, João pode ingressar com ação judicial para garantir seus direitos, pedindo a inversão do ônus da prova (com base no CDC), perícia técnica e indenização pelos prejuízos. 6. Prazo: O prazo para reclamar vícios ocultos em bens móveis usados é de 90 dias a partir da constatação do defeito, mas pode ser discutido judicialmente. Em resumo, João tem direito à reparação dos vícios ocultos, podendo exigir a troca, o conserto, a devolução do valor pago e indenização pelos prejuízos decorrentes, com base no Código de Defesa do Consumidor.
Cadastre-se ou realize login