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João Carlos Ferreira, comerciante, residente em Fortaleza/CE, procurou atendimento jurídico afirmando que, em 12 de fevereiro de 2026, adquiriu um veículo seminovo modelo Toyota Corolla, ano 2020, pelo valor de R$ 92.000,00, junto à empresa Prime Veículos Multimarcas Ltda., localizada na cidade de Fortaleza/CE. O pagamento ocorreu mediante entrada de R$ 30.000,00 e financiamento do restante junto ao Banco Alfa S/A. Segundo relata, no momento da venda, o vendedor informou que o automóvel estava em “perfeito estado de conservação”, sem qualquer histórico de colisão ou defeito mecânico relevante. Após aproximadamente quinze dias de uso, o veículo começou a apresentar superaquecimento constante do motor, perda de potência e falhas no sistema de freios. Diante disso, João levou o carro a uma oficina especializada, onde recebeu laudo técnico indicando que o automóvel havia sofrido grave colisão estrutural anteriormente, possuindo danos no sistema de arrefecimento e reparos inadequados na parte dianteira do veículo. O orçamento para reparo ultrapassou R$ 28.000,00. Além disso, o mecânico informou que o veículo apresentava risco à segurança do condutor e passageiros, recomendando sua imediata paralisação. João retornou a loja buscando solução amigável. contudo foi informado de que o veiculo havia sido vendido no estado em que se encontrava e que a empesa não se responsabilizaria pelos defeitos apontados joao o consumidor afirma que jamais foi informado acerca do historico de colisão ou da existencia de vicios ocultos. Em razao da impossibilidade de utilizar o automovel, joao passou a a utilizar rasporte por aplicaitivo para deslocamento ao trabalho e compromissos pessoais acumulando cusots de 3.500,00 nos ultmos meses, afirama ainda que continua pagando regularmente as parcelas do financiamento bancarios atualmente no valor de 2.180,00 mensais. apos novas tentaivas extrajudicias frustadas joao procurou voce como adnovagdo
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Ailson Duarte

semana passada

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semana passada

João Carlos pode buscar a proteção dos seus direitos como consumidor com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Passo a passo: 1. Vício oculto: O veículo apresenta defeitos graves não informados no momento da compra, caracterizando vício oculto, que é um defeito não aparente que torna o produto impróprio para uso ou diminui seu valor. 2. Responsabilidade do vendedor: Segundo o CDC, o fornecedor responde pelos vícios ocultos, mesmo que o produto seja usado, e deve reparar, substituir ou devolver o valor pago. 3. Direitos de João: Ele pode exigir a reparação dos danos, a substituição do veículo por outro em perfeito estado, a devolução do valor pago (com eventual abatimento pelo uso), ou abatimento proporcional do preço. 4. Custos adicionais: Os custos com transporte por aplicativo (R$ 3.500,00) e os pagamentos do financiamento (R$ 2.180,00 mensais) podem ser considerados danos emergentes e lucros cessantes, passíveis de indenização. 5. Ação judicial: Como as tentativas extrajudiciais falharam, João pode ingressar com ação judicial para garantir seus direitos, pedindo a inversão do ônus da prova (com base no CDC), perícia técnica e indenização pelos prejuízos. 6. Prazo: O prazo para reclamar vícios ocultos em bens móveis usados é de 90 dias a partir da constatação do defeito, mas pode ser discutido judicialmente. Em resumo, João tem direito à reparação dos vícios ocultos, podendo exigir a troca, o conserto, a devolução do valor pago e indenização pelos prejuízos decorrentes, com base no Código de Defesa do Consumidor.

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