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Leia o texto a seguir:

Método não é algo abstrato. Método é ato vivo, concreto, que se revela nas nossas ações, na nossa organização e no desenvolvimento do trabalho de pesquisa, na maneira como olhamos as coisas do mundo […]. O método nasce do embate de ideias, perspectivas, teorias, com a prática. Ele não é somente um conjunto de regras que ditam um caminho. É também um conjunto de crenças, valores e atitudes. Há que se considerar o aspecto interiorizado do método, seu lado intersubjetivo, e, até em parte personalizado pelas mediações do investigador. Ou seja, o método, para além da lógica, é vivência do próprio pesquisador com o pesquisado. Não é externo, independente de quem lhe dá existência no ato de praticá-lo […]. O método de trabalho precisa ser vivenciado em toda a sua extensão, pela experiência continuada, pelas trocas, pelos tropeços, pelas críticas, pela sua integração mediada pelo próprio modo de ser do pesquisador enquanto pessoa […]. Sem as condições referidas acima, falta aquele toque que traz a marca de quem cria, e cria porque integra subjetivamente e criticamente o que uma tradição em certa área de investigação produziu historicamente.
Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I. A neutralidade da/na produção científica pode ser questionada, na medida em que o pesquisador produz e participa do estudo por meio das decisões tomadas ao longo do processo, métodos desenvolvidos, interpretações elaboradas, além de sua intencionalidade na proposta e formas de realização.

PORQUE

II. A base teórico-metodológica, elemento essencial no estudo, fornecerá ao pesquisador olhares possíveis aos caminhos trilhados, recursos para coleta e análise de dados, e subsidiará o pesquisador quanto à fundamentação das reflexões elaboradas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I.
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Perguntas sobre Metodologia Científica

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar as asserções: I. A neutralidade na produção científica pode ser questionada porque o pesquisador participa ativamente do estudo, tomando decisões, desenvolvendo métodos, interpretando dados e influenciando o processo com sua intencionalidade. Isso é verdadeiro, pois o texto destaca o papel ativo e subjetivo do pesquisador no método. II. A base teórico-metodológica é essencial, pois oferece ao pesquisador diferentes perspectivas, recursos para coleta e análise de dados, e fundamenta as reflexões. Isso também é verdadeiro, conforme o texto. Agora, a relação entre elas: a asserção II explica por que a neutralidade pode ser questionada, pois a base teórico-metodológica influencia os caminhos e interpretações do pesquisador, reforçando a ideia da participação ativa e subjetiva. Portanto, as asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II justifica corretamente a asserção I. Resposta correta: As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I.

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Conhecimento científico, tal como compreendemos na atualidade, foi construído ao longo do tempo, especialmente a partir dos séculos 15 e 16. Desde então, as suas possíveis definições e procedimentos têm sido debatidos, inclusive visando a adequação a cada uma das áreas dos saberes e das pesquisas, não havendo, porém, unanimidade nessas discussões. Entretanto, há um certo consenso sobre algumas concepções que são entendidas, geralmente, como bases da produção do conhecimento científico. Dentre algumas, é aceito nas várias áreas que uma pesquisa científica deve partir de hipóteses que, ao serem formulada e testadas, buscam fortalecer e ampliar o conhecimento teórico, oferecendo respostas confiáveis e verificáveis, inclusive questionando as teorias norteadoras, sempre através de procedimentos e métodos muito bem organizados e explicitados, os quais permitem a transparência e a confiabilidade nos resultados alcançados.
Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas: I - Uma metodologia de pesquisa é um dos elementos que distinguem o conhecimento científico das outras modalidades de conhecimento existentes. PORQUE II - Uma teoria é a base da formulação de hipóteses de pesquisa e deve ser amplamente questionada para ser verificada. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a I é uma justificativa da II.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a I não é uma justificativa da II.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.

Há, sobretudo, duas inquietações que atormentam os mestrandos e outros alunos que embarcam na revisão da literatura para os seus trabalhos académicos. Uma é saber exactamente em que consiste e que utilidade tem a revisão da literatura e outra é saber quando se deve concluir, ou seja, quando se sabe que já se tem o suficiente [...]. A revisão da literatura é uma parte vital do processo de investigação. Aquela envolve localizar, analisar, sintetizar e interpretar a investigação prévia (revistas cientificas, livros, actas de congressos, resumos etc.) relacionada com a sua área de estudo; é, então, uma análise bibliográfica pormenorizada, referente aos trabalhos já publicados sobre o tema.

Fonte: BENTO, A. Como fazer uma revisão da literatura: Considerações teóricas e práticas. [Associação AcadémicaRevista JA da Universidade da Madeira] nº 65, a. VII, pp. 42-44, mai. 2012.

Considerando as informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta
I. As inquietações que atormentam os alunos que realizam pesquisa voltam-se ao questionamento sobre a necessidade de realizar ou não a revisão de literatura durante o processo de pesquisa.
PORQUE
II. A revisão de literatura é, muitas vezes, desnecessária no processo de pesquisa, tornando-se dispensável a depender do tema ou campo que se estuda.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I.
As asserções I e II são proposições falsas.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.

A condição socioeconômica está associada ao nível de atividade física das pessoas, ou seja, o quanto elas se exercitam em seu tempo livre, em casa, no trabalho ou como forma de deslocamento. Os mais pobres se exercitam menos em seu tempo livre e executam mais tarefas ocupacionais, como trabalhos domésticos, levantamento de cargas e deslocamento. Pesquisa feita pela USP, que entrevistou moradores do distrito de Ermelino Matarazzo, região de baixo nível socioeconômico da zona leste de São Paulo, propõe ações educativas e de prática de exercícios físicos para modificar este quadro.

Fazer atividade física por lazer resulta em mais saúde física e mental – redução de problemas cardiovasculares e sintomas de depressão e ansiedade. Já a atividade ocupacional (carregar e descarregar carga de um caminhão, por exemplo), ao longo do tempo, pode ocasionar problemas físicos, como desgaste das articulações, afirma Evelyn Helena Corgosinho Ribeiro, autora da pesquisa. Em 2006, um estudo feito pelo Ministério da Saúde revelou que 48,5% dos 54 mil entrevistados eram responsáveis pela maior parte da limpeza pesada da casa e que 42,8% carregavam peso/carga pesada ou caminhavam bastante para ir ao trabalho. Desses, somente 14,8% praticavam pelo menos 30 minutos de atividades físicas de intensidade moderada no lazer em cinco ou mais dias da semana.

Outro inquérito de base domiciliar feito pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Epidemiológicas em Atividade Física e Saúde (Gepaf), da Escola de Artes, Ciências e Humanidade (EACH) da USP, mostrou que 70% dos adultos do distrito de Ermelino Matarazzo não praticavam nenhuma atividade física no tempo de lazer e que 47,1% dos adultos não faziam, pelo menos, 150 minutos de atividade física no tempo de lazer ou como forma de deslocamento.

Com base nesses dados, Evelyn se propôs a buscar formas para avaliar a eficácia de ações de promoção de atividade física voltadas para a população de baixa renda daquela região. Participaram da pesquisa 157 adultos, homens e mulheres maiores de 18 anos, que frequentavam Unidades Básicas de Saúde. O estudo durou 18 meses.

As pessoas foram subdivididas em três grupos: o primeiro grupo obteve orientação supervisionada, com três sessões semanais de exercícios cardiorrespiratórios, de força e de flexibilidade. O segundo participou de sessões de discussões presenciais, orientação individual por telefone e recebeu material educativo impresso, além de mensagens semanais de incentivo à prática regular de atividades físicas e de vivências, buscando o desenvolvimento de autonomia para a prática de atividade física. Neste grupo, a principal estratégia foi a orientação. Não tiveram exercícios estruturados. Faziam algumas vivências de prática de alongamento ou caminhada. O terceiro grupo (controle) não recebeu intervenção alguma. As avaliações foram feitas no início do estudo, depois de 12 meses de intervenção e seis meses depois de encerrado o período de intervenção.

Ao final, os resultados mostraram que as pessoas de ambos os grupos de intervenção obtiveram sucesso, aumentando significativamente a sua atividade física no tempo livre. Porém, seis meses após este período, quando o trabalho de intervenção foi cessado, o ganho foi mantido apenas para o grupo que recebeu orientação de conscientização sobre a importância da prática de atividade física.

Desta forma, o estudo indicou que as ações que “possibilitaram a construção do conhecimento a partir de discussões em grupo e de vivências práticas se mostraram mais eficazes como proposta de estímulos para a prática de atividade física”. A partir destes resultados, Evelyn propõe a criação de mais ações educativas em regiões de menor poder socioeconômico e sugere que os programas sejam implantados em horários mais amplos para que as pessoas que trabalham fora de casa possam também participar.

A pesquisa "Avaliação da efetividade de intervenções de atividade física em adultos saudáveis usuários do Sistema único de Saúde em uma região de baixo nível socioeconômico" foi defendida por Evelyn Helena Corgosinho Ribeiro sob orientação do professor Alex Antonio Florindo, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Fonte: . Disponível em: Jornal USP https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/pessoas-com-baixa-renda-fazem-pouco-exercicio-no-tempo-livre/ (https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/pessoas-com-baixa-renda-fazem-pouco-exercicio-no-tempo-livre/) ). Acesso em: 12 jul. 2019.
Analise as afirmações a seguir:
I. É possível considerar que a condição socioeconômica está associada ao nível de atividade física realizada, pois a população investigada realiza mais tarefas ocupacionais e domésticas, com utilização de força física.
II. É possível considerar que a intervenção junto ao grupo de orientação supervisionada teve maior eficácia também pela característica do trabalho grupal, configurando-se como mais estimulante para os participantes.
III. É possível considerar que ações educativas são mais efetivas do que ações informativas e incentivadas à distância.
I, II e III.
I e II, apenas.
II, apenas.
I, apenas.
II e III, apenas.

Os humanos são os únicos seres da natureza que produzem conhecimento visando solucionar os vários tipos de problemas e situações da vida cotidiana, sempre buscando melhores condições em tudo. Ao longo da História do mundo, assim como ao longo da vida de cada um, os conhecimentos produzidos têm finalidades e usos diferentes, como também estruturas e métodos diferentes. Podemos dizer que não há conhecimento mais importante que outro. Entretanto, pode-se classificar os tipos de conhecimentos conforme a possibilidade de verificação e confrontação de cada um.

Considerando as informações apresentadas as categorias de conhecimento que podemos encontrar na sociedade contemporânea, analise as afirmações a seguir:
É correto apenas o que se afirma em:
I - O conhecimento popular, também conhecido como senso comum, é de extrema importância para a sobrevivência dos grupos e geralmente está ligado às tradições.
II - O conhecimento filosófico, também chamado de conhecimento científico, é caracterizado pela utilização de métodos rigorosos e teorias de análise que o torna plenamente verificável.
III - O conhecimento religioso desenvolve explicações para o funcionamento do mundo, assim como o pensamento filosófico, mas o religioso se baseia em critérios da fé do divino que não são verificáveis.
IV - O conhecimento científico, tal qual o conhecemos na atualidade, é identificado pelo método empírico, como passou a ser caracterizado a partir das mudanças do século 16.
I e III.
I, III e IV.
II e IV.
II, III e IV.
I, II e III.

A partir interpretação do esquema apresentado, analise as afirmativas a seguir:
Estão corretas apenas as afirmativas:
I - As pesquisas científicas podem ser classificadas quanto à sua natureza; aos objetivos básicos e aos procedimentos.
II - Quando se trata das finalidades, na pesquisa básica não são imediatas, pois gera conhecimentos.
III - Uma das diferenças entre a pesquisa básica e a pesquisa aplicada é que esta última é imediata e gera produtos.
IV - Pesquisa-Ação, Estudo de Caso e Pesquisa Participante são exemplos de objetivos de pesquisa científica.
I e II.
I, II e III.
III e IV.
I, II e IV.
I e III.

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