Uma equipe da Atenção Primária à Saúde (APS) recebe um paciente com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) descompensado, com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) resistente, com transtorno de Ansiedade, além de baixa adesão aos tratamentos, dificuldade de acesso à serviços e vulnerabilidade social.
Na reunião de equipe, decide-se elaborar um plano integrado. Considerando práticas de coordenação do cuidado, estratificação de risco, interprofissionalidade, e gestão de casos complexos, qual das ações abaixo melhor representa uma estratégia robusta e efetiva para condução desse caso na APS?
a) Definir metas clínicas padronizadas baseadas em parâmetros laboratoriais e transferir o acompanhamento para a rede especializada.
b) Registrar o caso como de alta complexidade e aguardar que o paciente retorne, espontaneamente, após a realização de consultas.
c) Encaminhar o paciente simultaneamente para endocrinologista, cardiologista, psiquiatra e profissional de Serviço Social, para acelerar o acesso à rede especializada.
d) Realizar discussão interprofissional do caso, aplicar ferramenta de estratificação de risco, analisar determinantes sociais, pactuar responsabilidades entre equipe, paciente e família, acionar apoio matricial (quando necessário) e estruturar um plano de cuidado compartilhado com monitoramento contínuo.
e) Focar em orientações educativas individuais e reforçar o autocuidado, utilizando um protocolo clínico geral para todos os pacientes com DM2 e HAS.
Ed
há 4 semanas
Analisando o caso, temos um paciente com DM2 descompensado, HAS resistente, transtorno de ansiedade, baixa adesão ao tratamento, dificuldade de acesso e vulnerabilidade social. Isso indica um caso complexo que exige uma abordagem integrada e coordenada na Atenção Primária à Saúde (APS). Vamos analisar as alternativas: a) Definir metas clínicas padronizadas e transferir para a rede especializada — não é ideal, pois a APS deve coordenar o cuidado e não simplesmente transferir o paciente. b) Registrar como alta complexidade e aguardar retorno espontâneo — passivo e não garante acompanhamento adequado. c) Encaminhar simultaneamente para vários especialistas — pode fragmentar o cuidado e não aproveita a coordenação da APS. d) Realizar discussão interprofissional, aplicar estratificação de risco, analisar determinantes sociais, pactuar responsabilidades, acionar apoio matricial e estruturar plano compartilhado com monitoramento contínuo — essa é a abordagem mais completa, integrada e alinhada com as práticas de coordenação do cuidado na APS. e) Focar apenas em orientações educativas e protocolo geral — insuficiente para um caso complexo e com múltiplas necessidades. Portanto, a alternativa correta é: d) Realizar discussão interprofissional do caso, aplicar ferramenta de estratificação de risco, analisar determinantes sociais, pactuar responsabilidades entre equipe, paciente e família, acionar apoio matricial (quando necessário) e estruturar um plano de cuidado compartilhado com monitoramento contínuo.
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