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Uma mulher de 42 anos, G3P3 (partos vaginais), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de aumento progressivo do fluxo menstrual há cerca de 1 ano. Relata que o sangramento dura 8 a 10 dias, com presença de coágulos e necessidade de troca de absorventes a cada 2 horas nos primeiros dias. Queixa-se também de dor pélvica tipo "peso" e dismenorreia secundária. Ao exame físico: paciente descorada (+/4+); abdome com útero palpável a cerca de 3 cm acima da sínfise púbica. Ao toque bimanual: útero aumentado de volume (compatível com 12 semanas), contornos irregulares e consistência endurecida. O exame especular mostra colo sem lesões, com sangramento ativo pelo orifício externo. O teste de gravidez (Beta-hCG) é negativo. Considerando as causas estruturais de SUA,
qual é a principal hipótese diagnóstica e o achado esperado na ultrassonografia transvaginal?
(A) Adenomiose; presença de útero de formato globular, com áreas císticas miometrais e espessamento assimétrico das paredes uterinas (zona juncional > 12 mm).
(B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos hipoecoicos bem delimitados, sendo os de localização submucosa os mais prováveis responsáveis pelo quadro hemorrágico.
(C) Pólipo Endometrial; imagem de espessamento endometrial focal, hiperecogênica, com pedículo vascular visível ao Doppler colorido.
(D) Hiperplasia Endometrial; espessamento endometrial difuso e heterogêneo, sendo obrigatória a realização de biópsia para excluir atipias celulares ou malignidade.
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CuriosidadesGerais

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Analisando o caso clínico: - Mulher de 42 anos com aumento progressivo do fluxo menstrual (menorragia) há 1 ano. - Sangramento intenso, duração prolongada, presença de coágulos. - Dor pélvica tipo peso e dismenorreia secundária. - Útero aumentado, palpável 3 cm acima da sínfise púbica, com contornos irregulares e consistência endurecida. - Beta-hCG negativo. Esses sinais são típicos de leiomiomatose uterina (miomas), que causa aumento do útero, sangramento intenso e dor. Agora, analisando as alternativas e os achados ultrassonográficos: (A) Adenomiose: útero globular, espessamento assimétrico da zona juncional >12 mm, áreas císticas. Geralmente causa dor e menorragia, mas o útero costuma ser aumentado de forma difusa, não com nódulos. (B) Leiomiomatose uterina: nódulos hipoecoicos bem delimitados, especialmente submucosos, que causam sangramento. Corresponde ao quadro clínico e exame físico. (C) Pólipo endometrial: espessamento focal hiperecogênico, geralmente não causa aumento uterino palpável. (D) Hiperplasia endometrial: espessamento difuso do endométrio, sem aumento uterino palpável. Resposta correta: (B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos hipoecoicos bem delimitados, sendo os de localização submucosa os mais prováveis responsáveis pelo quadro hemorrágico.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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