Ed
anteontem
Vamos analisar o caso passo a passo: - Fulano sofreu acidente e ficou paraplégico, com diminuição da capacidade laborativa. - Foi arbitrada pensão considerando expectativa de vida, mas o pagamento foi feito em parcela única, conforme Art. 950, parágrafo único, do Código Civil. - Fulano recebeu a indenização integral e, pouco depois, faleceu por causa não relacionada ao acidente. - A questão é se há enriquecimento sem causa, considerando a antecipação do pagamento da pensão vitalícia. Segundo a jurisprudência do STJ, o pagamento em parcela única previsto no Art. 950, parágrafo único, é uma faculdade do credor, que pode optar por receber a indenização de uma só vez, antecipando o valor correspondente à expectativa de vida. Isso não configura enriquecimento sem causa, pois o valor pago corresponde à reparação integral da perda da capacidade laborativa projetada. Portanto, mesmo com o falecimento precoce, não há devolução do valor, pois a indenização foi calculada com base na expectativa de vida e na perda da capacidade, respeitando o princípio da reparação integral. Assim, a alternativa correta é: C) apesar de a norma do Art. 950 do Código Civil não ser direito absoluto, muito menos se coadunar com a vitaliciedade própria do pensionamento imposto, não se cogita de enriquecimento sem causa, na medida em que só se antecipou o pagamento de indenização que, de todo modo, seria devida pela perda da capacidade produtiva projetada pela expectativa de vida (princípio da reparação integral).
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