A inteligência artificial representa um fenômeno tecnológico que redefine estruturas sociais, econômicas e jurídicas contemporâneas. Sistemas algorítmicos permeiam decisões judiciais, diagnósticos médicos, concessões creditícias e políticas públicas, alterando substancialmente a relação entre Estado, mercado e cidadãos. Diante dessa transformação, emerge um questionamento central sobre a adequação do ordenamento jurídico brasileiro em regular tecnologias que operam com autonomia decisória crescente. A resposta a essa indagação exige compreensão aprofundada das tensões entre inovação tecnológica e proteção de direitos fundamentais. Conforme apontado na literatura, o mapeamento normativo brasileiro sobre o tema revela uma fragmentação regulatória e a ausência de um marco legal unificado que discipline as aplicações algorítmicas à luz dos direitos fundamentais, expondo fragilidades institucionais que comprometem a segurança jurídica e a eficácia das garantias constitucionais.
Ao analisar a situação regulatória da Inteligência Artificial (IA) no Brasil, conforme descrita no texto base, e assinale a alternativa que identifica corretamente a principal característica do atual cenário normativo nacional:
Alternativas
Alternativa 1:
Existência de um marco regulatório abrangente e consolidado que antecipa os riscos tecnológicos.
Alternativa 2:
Harmonização plena entre o ritmo da inovação tecnológica e a produção de normas legislativas.
Alternativa 3:
Predomínio de uma governança centralizada que impede a reprodução de vieses discriminatórios.
Alternativa 4:
Fragmentação regulatória e falta de um marco legal unificado que proteja direitos fundamentais.
Alternativa 5:
Suficiência das ferramentas jurídicas tradicionais para lidar com a autonomia dos sistemas inteligentes.
Ed
semana passada
A alternativa correta é a 4: Fragmentação regulatória e falta de um marco legal unificado que proteja direitos fundamentais. Explicação: O texto destaca que o ordenamento jurídico brasileiro apresenta uma fragmentação regulatória e não possui um marco legal consolidado para regular a inteligência artificial, o que gera fragilidades institucionais e compromete a segurança jurídica e a proteção dos direitos fundamentais.
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