A emergência de uma multiplicidade de lideranças, legítimas ou não, contraditórias, desencontradas, por vezes, permitiu a hegemonia de um grupo que, investindo-se de legitimidade, passou a ver como inimigos antigos companheiros de luta. Assumindo o poder, os vitoriosos passaram a falar em nome dos ‘revolucionários’, cristalizando sua palavra numa peça institucional, a Constituição de 1917. Fonte: CORRÊA, Anna Maria Martinez. A Revolução Mexicana (1910–1917). São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 8. Iniciada em 1910, a Revolução Mexicana foi responsável por grandes transformações no México, caracterizando-se por ser um movimento de cunho popular, anti-imperialista e antilatifundiário. Assim, com base nestas informações, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. Em 1914, o novo porfirismo foi desbaratado, ou seja, dissipado, pela forte participação das massas trabalhadoras, tanto camponesas quanto operárias, descontentes com o regime político de então. Carranza passou a comandar as forças federais e deu início a um processo de constitucionalização do país. Com essa atitude, objetivava finalizar as lutas armadas e delegar à Assembleia Constituinte a responsabilidade pelos rumos que o país tomaria. PORQUE II. O processo de constitucionalização do país seria fazer uma constituição. Então, em 1917 a nova Constituição havia sido implantada. Era o resultado das demandas das revoluções populares de Villa e Zapata. Dentre as suas principais propostas, havia a expropriação de terras da Igreja e a restrição de seu exército. Além disso, a Carta Magna de 1917 determinava que a utilização da terra devesse considerar o interesse público e permitia a distribuição de terras às comunidades e cidadãos. Tal Constituição garantiu ainda alguns direitos trabalhistas, como o descanso semanal remunerado, a jornada máxima de trabalho, o direito de greve, o salário-mínimo e a regulamentação do trabalho feminino e infantil. Tais características demonstram que esse documento foi a concretização dos anseios de setor