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Chico Buarque utilizou-se, na letra da canção, de um recurso a que chamamos licença poéti ca. A licença poética pode ser de�nida como uma permissão para ignorar a norma culta da língua, tolerando até mesmo desvios das regras gramaticais.
Dos versos apresentados a seguir, assinale aquele em que ocorreu o desvio da norma cul ta, e a justi�cativa que de�ne adequadamente o porquê de tal irregularidade.
A “O velho sem conselhos" - aqui constatamos um erro ortográ�co, o vocábulo sublinhado foi grafado incorretamente.
B “A vida inteira, diz que se guardou” - nesse verso, temos um problema na pontuação, pois a vírgula não deve ser colocada após o sujeito da oração.
C “Me diga agora" - a colocação pronominal não está de acordo com a norma culta, pois a frase se iniciou com a próclise.
D “O que é que eu digo ao povo” - o correto, aqui, seria “o que eu digo para o povo” e não “ao povo".
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GramáticaEmFoco

há 20 horas

Respostas

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há 20 horas

Vamos analisar cada alternativa: A) “O velho sem conselhos" - não há erro ortográfico na palavra "conselhos". Está correta. B) “A vida inteira, diz que se guardou” - a vírgula após o sujeito "A vida inteira" é facultativa, mas não configura erro grave de pontuação. C) “Me diga agora" - a colocação pronominal "Me diga" inicia a frase com próclise, que não é a forma padrão na norma culta para imperativos afirmativos; o correto seria "Diga-me agora". D) “O que é que eu digo ao povo” - a preposição "ao povo" está correta; "dizer algo a alguém" é a regência adequada. Portanto, a alternativa correta é: C) “Me diga agora" - a colocação pronominal não está de acordo com a norma culta, pois a frase se iniciou com a próclise.

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