Logo Passei Direto
Buscar
As Limitações ao Poder de Tributar são, em sentido lato, como obstáculos estabelecidos pela própria Constituição Federal, para que o Ente Tributante não exceda o exercício de suas atribuições, impondo, desta forma, ao contribuinte, uma carga onerosa insuportável.
De acordo com as limitações constitucionais ao poder de tributar, a fixação da base de cálculo do IPVA se submete à:
a) anualidade e à anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal.
b) anterioridade anual e à anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anualidade.
c) anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anterioridade anual.
d) anualidade, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal.
e) anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal.
User badge image
Questões para Estudantes

ontem

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ontem

Vamos analisar as limitações constitucionais ao poder de tributar, especialmente no que se refere ao IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). No Direito Tributário brasileiro, as principais limitações temporais ao poder de tributar são: - Anualidade: o tributo só pode ser cobrado no exercício financeiro seguinte àquele em que a lei foi publicada. - Anterioridade anual: o tributo só pode ser cobrado no exercício financeiro seguinte àquele em que a lei foi publicada (art. 150, III, "b" da CF). - Anterioridade nonagesimal (ou noventena): o tributo só pode ser cobrado 90 dias após a publicação da lei que o instituiu ou aumentou (art. 150, III, "c" da CF). Para o IPVA, que é um imposto estadual, a Constituição exige a observância da anualidade e da anterioridade nonagesimal, mas não exige a anterioridade anual. Portanto, a fixação da base de cálculo do IPVA deve observar a anualidade e a anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anterioridade anual. Assim, a alternativa correta é: d) anualidade, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal. Mas atenção: a alternativa d) diz "anualidade, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal", o que está incorreto, pois a anterioridade nonagesimal é exigida para o IPVA. Revisando as alternativas: a) anualidade e à anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal. — incorreta, pois a anterioridade anual não é exigida para IPVA. b) anterioridade anual e à anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anualidade. — incorreta, pois a anualidade é exigida. c) anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anterioridade anual. — incorreta, pois falta a anualidade. d) anualidade, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal. — incorreta, pois a anterioridade nonagesimal é exigida. e) anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal. — incorreta, pois a anterioridade anual não é exigida. Nenhuma alternativa está totalmente correta, mas a que mais se aproxima da regra constitucional para o IPVA é a a), pois menciona a anualidade (que é exigida) e a anterioridade anual (que não é exigida), e diz que não precisa da anterioridade nonagesimal (que é exigida). Então, nenhuma alternativa está correta. Porém, segundo o entendimento majoritário, o IPVA deve observar a anualidade e a anterioridade nonagesimal, sem a necessidade da anterioridade anual. Se tivesse que escolher a alternativa mais próxima, seria a a), mas com ressalvas. Resposta correta: a) Anualidade e à anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal. Mas fique atento: a regra correta é anualidade e anterioridade nonagesimal para o IPVA.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Determinada lei tributária prevê o valor do teto para a cobrança de uma taxa de fiscalização, permitindo que ato do Poder Executivo fixe o valor específico do tributo e autorizando o ministro da Economia a corrigir monetariamente, a partir de critérios próprios, esse valor.
A respeito dessa lei hipotética, considerando-se a jurisprudência do STF acerca do princípio da legalidade tributária, é correto afirmar que
A a delegação do ato infralegal para a fixação do valor da taxa ou determinação dos critérios para a sua correção é inconstitucional.
B os índices de correção monetária da taxa podem ser atualizados por ato do Poder Executivo, ainda que em percentual superior aos índices de correção monetária legalmente previstos.
C a fixação do valor da taxa por ato normativo infralegal, se em proporção razoável com os custos da atuação estatal, é permitida, devendo sua correção monetária ser atualizada em percentual não superior aos índices legalmente previstos.
D o Poder Executivo tem permissão legal para fixar discricionariamente o valor da correção monetária da referida taxa, independentemente de previsão legal de índice de correção.
E a fixação, em atos infralegais, de critérios para a correção monetária de taxas é inconstitucional, independentemente de observar expressa previsão legal.

Mais conteúdos dessa disciplina