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1 – INTRODUÇÃO O avanço das tecnologias digitais e a popularização da internet transformaram significativamente a maneira como as pessoas se comunicam, estudam, trabalham e estabelecem relações sociais. Nesse contexto, as redes sociais, como Instagram, TikTok, Facebook e outras plataformas digitais, passaram a fazer parte do cotidiano de milhões de pessoas, especialmente dos adolescentes. Essas ferramentas possibilitam a interação entre amigos, o compartilhamento de informações, o entretenimento e o acesso ao conhecimento. Entretanto, quando utilizadas de maneira excessiva, podem estar associadas a consequências negativas para a saúde mental e o bem-estar dos jovens. A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais, psicológicas e sociais. Durante esse período, os indivíduos estão desenvolvendo sua identidade, sua autoestima e suas habilidades de relacionamento. Por esse motivo, a opinião dos outros, a necessidade de aceitação social e a comparação com outras pessoas podem exercer uma influência significativa sobre seus sentimentos e comportamentos. Nas redes sociais, a exposição constante a imagens idealizadas, comentários, curtidas e padrões de beleza pode contribuir para sentimentos de sentimentos de inadequação, insegurança e preocupação excessiva. O uso excessivo das redes sociais tem despertado o interesse de pesquisadores e profissionais da área da saúde, principalmente devido à sua possível relação com sintomas de ansiedade em adolescentes. Entre esses sintomas, destacam-se a preocupação frequente, a irritabilidade, a dificuldade de concentração, a inquietação e as alterações no sono. É importante ressaltar, entretanto, que nem todo adolescente que utiliza as redes sociais com frequência apresenta ansiedade, e que essa relação pode envolver diferentes fatores, como o ambiente familiar, as relações escolares, as condições emocionais e as experiências individuais. Diante dessa realidade, o presente trabalho tem como ideia central investigar de que maneira o uso excessivo das redes sociais pode estar relacionado ao aparecimento ou à intensificação de sintomas de ansiedade em adolescentes. O estudo será delimitado à análise dos possíveis efeitos do tempo de utilização das plataformas digitais, da comparação social, da busca por aprovação virtual e da necessidade constante de acompanhar publicações e notificações sobre o bem-estar emocional dos jovens. À escolha do tema justifica-se pela crescente presença das redes sociais na vida dos adolescentes e pela importância de compreender os desafios que o ambiente digital pode representar para a saúde mental. O interesse pela temática também está relacionado à necessidade de promover a conscientização sobre o uso equilibrado das tecnologias, incentivando hábitos digitais mais saudáveis e o desenvolvimento de estratégias de prevenção de problemas emocionais. No contexto geral da área da saúde, da educação e da psicologia, esta pesquisa busca contribuir para a compreensão da relação entre comportamento digital e saúde mental na adolescência. Dessa forma, o objeto de análise será a possível associação entre o uso excessivo das redes sociais e a presença de sintomas de ansiedade em adolescentes, considerando os fatores que podem contribuir
para essa relação e as possibilidades de prevenção. Assim, pretende-se ampliar o conhecimento sobre o tema e destacar a importância da participação da família, da escola e dos profissionais de saúde na orientação dos adolescentes para uma utilização consciente, segura e equilibrada das redes sociais.
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Rita de Cassia Souza

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O uso excessivo das redes sociais pode estar relacionado ao aumento de sintomas de ansiedade em adolescentes devido a fatores como comparação social, busca por aprovação virtual e necessidade constante de acompanhar publicações e notificações. Esses elementos influenciam negativamente a autoestima e o bem-estar emocional dos jovens, especialmente durante a fase de desenvolvimento da identidade. No entanto, essa relação é complexa e envolve também o ambiente familiar, escolar e as experiências individuais. Para minimizar os impactos negativos, é fundamental promover o uso equilibrado das tecnologias, com a participação ativa da família, escola e profissionais de saúde, visando orientar os adolescentes para uma utilização consciente, segura e saudável das redes sociais.

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