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Quais são os sujeitos de direito internacional publico? Explique cada um deles.

Descrição

Cite e Exemplifique cada um dos sujeitos de direito internacional publico. 


4 resposta(s)

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Estudante

Há mais de um mês

São todos os entes ou entidades que estão previstos no Direito Internacional Público. São os Estados Estrangeiros/Soberanos, Organizações Internacionais, e as pessoas regidas pelo Direito Internacional Público.

Podem ser:

-Primários: Os Estados.

-Secundários ou Derivados: os reconhecidos pelos Primários.

ex: organizações internacionais, a cruz-vermelha, os beligerantes, etc.

São todos os entes ou entidades que estão previstos no Direito Internacional Público. São os Estados Estrangeiros/Soberanos, Organizações Internacionais, e as pessoas regidas pelo Direito Internacional Público.

Podem ser:

-Primários: Os Estados.

-Secundários ou Derivados: os reconhecidos pelos Primários.

ex: organizações internacionais, a cruz-vermelha, os beligerantes, etc.

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Marina

Há mais de um mês

Os Sujeitos são: Os Estados(soberano), as Organizações Internacionais ( ONU,OEA,OMC...), as Ong's(Greenpeace), a Santa Sé e as pessoas físicas e jurídicas. Algumas doutrinas classificam como sujeitos principais os Estados e as Organizaçõe Internacionais, e determinam os outros sujeitos de atores internacionais. De qualquer forma todos são sujeitos do D.I e isso são apenas classificações que variam de autor pra autor.

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Rodrigus

Há mais de um mês

Teorias da determinação dos sujeitos

            1a) Clássica – atribui apenas aos Estados a personalidade jurídica

– para os países de tradição socialista, os Estados continuam a ser os únicos sujeitos do direito internacional. Os direitos e deveres de natureza internacional desfrutados pelas Organizações Internacionais decorrem exclusivamente da vontade dos Estados

2ª.) Individualista – para esta corrente, sujeitos do DIP são os indivíduos e as empresas, considerados destinatários do DI. Essa corrente assim o afirma porque as normas internacionais criam direitos para as pessoas comuns, ou lhes impõem deveres. É importante lembrar, no entanto, que os indivíduos e as empresas não se envolvem na produção do conjunto de normas internacionais.

O Rezek ainda menciona: a flora e a fauna também são destinatários do DIP, nem por isso considerados sujeitos.

E mais: “Para que a idéia da personalidade jurídica do indivíduo em DIP pudesse fazer algum sentido, seria necessário que ele dispusesse da prerrogativa ampla de reclamar, nos foros internacionais, a garantia de seus direitos, e que tal qualidade resultasse de norma geral. Isso não sucede. Os raríssimos foros internacionais acessíveis aos indivíduos – ou mesmo a empresas – são-no em virtude de um compromisso estatal típico, e esse quadro pressupõe a existência, entre o particular e o Estado co-patrocinador do for, de um vínculo jurídico de sujeição, em regra o vínculo de nacionalidade.

Celso Mello é de posição contrária:

 

3ª.) Moderna – O Estado , os Indivíduos e as Organizações Internacionais

 

            “A conclusão a que podemos chegar é a melhor posição que defende serem sujeitos de Direito Internacional os Estados, as organizações internacionais, o homem etc., isto é, todo ente que possuir direitos e deveres perante a ordem jurídica internacional. É a corrente que filia maior número de doutrinadores nos dias de hoje. Em favor da posição adotada, podemos acrescentar que, mesmo naqueles casos em que o homem recebe direitos e deveres que lhe são impostos através de tratados, ele não deixa de ser pessoa internacional. Se realmente os direitos do homem são obrigações impostas aos Estados, no sentido de que devem concedê-los e respeitá-los já na parte referente aos deveres o homem surge independentemente da figura estatal. Diante do exposto, não se pode negar a personalidade internacional do indivíduo. Admiti-la é se enquadrar em uma das mais modernas tendências do DIP: a sua democratização. É o homem pessoa internacional como é o Estado, apenas a sua capacidade jurídica de agir é bem mais limitada que a do Estado. Um bom exemplo disso são os Direitos Humanos”. (Celso Mello).

            A grande reivindicação dessa personalidade jurídica se dá por parte das empresas transnacionais. Seu objetivo básico é a evasão ao direito interno dos países com que se defrontam na exploração da atividade econômica. Tende a crescer com a pujança da empresa, a insuportabilidade, para ela, de uma idéia entretanto tão honesta quanto a de que um contrato, avençado entre um Estado soberano e uma sociedade mercantil, deve reger-se pelo direito interno daquele único dentre os dois pactuantes que possui uma ordem jurídica, ou seja, o Estado soberano.

            Verifica-se que os contratos assinados entre empresas e Estados costuma retirar do Poder Judiciário Estatal o direito de julgar litígios, passando-o à arbitragem.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes