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Alguém tem coisa relacionada a renúncia dos Direitos Humanos?

Alguém tem algum material de renúncia do Direitos humanos?

4 resposta(s)

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Amanda Gouveia

Há mais de um mês

Irrenunciabilidade: não é possível a renúncia dos direitos humanos, pois, como são direitos inerentes à condição humana, ninguém pode abrir mão de sua própria natureza.

Dessa característica decorre que eventual manifestação de vontade da pessoa em abdicar de sua dignidade não terá valor jurídico, sendo reputada nula.

Um exemplo é o famoso caso francês do "arremesso de anões", espécie de "entretenimento" outrora adotado em bares franceses, consistente em arremessarem anões em direção a uma "pista" de colchões, como se fossem dardos humanos.

No caso, as pessoas se reuniam nos bares para disputar torneios de "arremesso de anões", ganhando a disputa aquele que conseguisse arremessar o anão mais longe na "pista de colchões". Em uma cidade francesa, a Prefeitura proibiu a prática, interditando um bar que promovia as disputas, e o caso foi parar na justiça, chegando até o Conselho de Estado, instancia máxima da justiça administrativa francesa, e o órgão entendeu adequada a postura do poder público.

O grande detalhe é que a interdição foi questionada por iniciativa de um anão, que alegava que a prática representava, para ele, uma forma de trabalho, importante para a sua sobrevivência, e que a ordem jurídica francesa tutelava o direito ao trabalho.

O anão chegou a levar o caso até o Comitê de Direitos Humanos da ONU, que concordou com a decisão da jurisdição francesa, afirmando que a prática violaria a dignidade da pessoa humana.

A irrenunciabilidade dos direitos humanos suscita importantes discussões envolvendo o direito à vida, como eutanásia, aborto e a recusa em receber transfusão de sangue. O questionamento base é o seguinte: se a vida é irrenunciável, como validar eutanásia e aborto? Havendo risco de morte, a manifestação de vontade da pessoa em não aceitar a transfusão de sangue deve ser considerada?

A resposta a essas perguntas passa pela compreensão da relatividade dos direitos humanos e da necessidade de harmonizá-los com outros valores; deve ser ponderado que, apesar de irrenunciáveis, os direitos humanos podem ser relativizados num caso concreto ante a necessidade de harmonizá-los com outros valores.

(https://gabrielwilney.jusbrasil.com.br/artigos/308324852/caracteristica-dos-direitos-humanos)

Irrenunciabilidade: não é possível a renúncia dos direitos humanos, pois, como são direitos inerentes à condição humana, ninguém pode abrir mão de sua própria natureza.

Dessa característica decorre que eventual manifestação de vontade da pessoa em abdicar de sua dignidade não terá valor jurídico, sendo reputada nula.

Um exemplo é o famoso caso francês do "arremesso de anões", espécie de "entretenimento" outrora adotado em bares franceses, consistente em arremessarem anões em direção a uma "pista" de colchões, como se fossem dardos humanos.

No caso, as pessoas se reuniam nos bares para disputar torneios de "arremesso de anões", ganhando a disputa aquele que conseguisse arremessar o anão mais longe na "pista de colchões". Em uma cidade francesa, a Prefeitura proibiu a prática, interditando um bar que promovia as disputas, e o caso foi parar na justiça, chegando até o Conselho de Estado, instancia máxima da justiça administrativa francesa, e o órgão entendeu adequada a postura do poder público.

O grande detalhe é que a interdição foi questionada por iniciativa de um anão, que alegava que a prática representava, para ele, uma forma de trabalho, importante para a sua sobrevivência, e que a ordem jurídica francesa tutelava o direito ao trabalho.

O anão chegou a levar o caso até o Comitê de Direitos Humanos da ONU, que concordou com a decisão da jurisdição francesa, afirmando que a prática violaria a dignidade da pessoa humana.

A irrenunciabilidade dos direitos humanos suscita importantes discussões envolvendo o direito à vida, como eutanásia, aborto e a recusa em receber transfusão de sangue. O questionamento base é o seguinte: se a vida é irrenunciável, como validar eutanásia e aborto? Havendo risco de morte, a manifestação de vontade da pessoa em não aceitar a transfusão de sangue deve ser considerada?

A resposta a essas perguntas passa pela compreensão da relatividade dos direitos humanos e da necessidade de harmonizá-los com outros valores; deve ser ponderado que, apesar de irrenunciáveis, os direitos humanos podem ser relativizados num caso concreto ante a necessidade de harmonizá-los com outros valores.

(https://gabrielwilney.jusbrasil.com.br/artigos/308324852/caracteristica-dos-direitos-humanos)

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Paula Cardoso

Há mais de um mês

"MANUAL DE DIREITOS HUMANOS" da Bruna Pinotti
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Benedito Ignacio

Há mais de um mês

Os Direitos Humanos são também irrevogáveis, intransmissíveis e irrenunciáveis. Eles não podem ser abolidos, cedidos para outras pessoas ou renunciados pelo dono do Direito.
Com excessão do direito de imagem "por tempo determinado" caso por uma temporada em um BBB. Voltando a ser irrenunciável em final de contrato que pode ser somente por um período. Fora isso não existe em nenhum outro a possibilidade de negociação.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes