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Qual a aplicabilidade do princípio da dignidade da pessoa humana ?

Qual a real aplicabilidade do princípio da pessoa humana? Como fazer menção a este princípio no caso concreto ?


6 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

O princípio da dignidade da pessoa humana traz um critério unificador de todos os direitos fundamentais ao qual todos os direitos humanos e do homem se reportam, em maior ou menor grau, apesar de poder ser relativizado, na medida em que nenhum direito ou princípio se apresenta de forma absoluta.

Por um lado, podemos ver o princípio como um valor que orienta todos os demais princípios, direitos, deveres e atos, sendo a pedra angular do direito. Pode ser visto também como um limite de tolerabilidade, onde há uma linha divisória imaginária que delimita até onde certo fato ou condição é tolerável por determinada coletividade.

Segundo Artur Rodrigues Motta, "a dignidade da pessoa humana se correlaciona diretamente ao conceito de mínimo existencial abordado por diversos autores, ou seja, a certos bens, oportunidades ou direitos cuja privação é considerada intolerável na medida em que se aviltaria a existência do ser."

Segundo Kildare Gonçalves Carvalho, "a dignidade da pessoa humana é o fundamento de todo o sistema dos direitos fundamentais, no sentido de que estes constituem exigências, concretizações e desdobramentos da dignidade da pessoa e que com base nesta é que devem aqueles ser interpretados."

Para ele, portanto, a dignidade da pessoa humana é o fundamento dos direitos fundamentais.

Segundo Ingo Sarlet, "a dignidade da pessoa humana, na condição de valor fundamental, atrai o conteúdo de todos os direitos fundamentais, exige e pressupõe o reconhecimento e proteção dos direitos fundamentais de todas as dimensões. Assim, sem que se reconheçam à pessoa humana os direitos fundamentais que lhes são inerentes, em verdade estar-se-á negando-lhe a própria dignidade."

Para Sarlet, portanto, a dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais fazem uma via de mão dupla. Enquanto a dignidade exige o reconhecimento dos direitos fundamentais, os direitos fundamentais deve buscar a dignidade.

O princípio deve ser utilizado em casos concretos onde se entenda haver uma situação intolerável, ofensiva a dignidade de alguém.

Fonte:

http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=14054

O princípio da dignidade da pessoa humana traz um critério unificador de todos os direitos fundamentais ao qual todos os direitos humanos e do homem se reportam, em maior ou menor grau, apesar de poder ser relativizado, na medida em que nenhum direito ou princípio se apresenta de forma absoluta.

Por um lado, podemos ver o princípio como um valor que orienta todos os demais princípios, direitos, deveres e atos, sendo a pedra angular do direito. Pode ser visto também como um limite de tolerabilidade, onde há uma linha divisória imaginária que delimita até onde certo fato ou condição é tolerável por determinada coletividade.

Segundo Artur Rodrigues Motta, "a dignidade da pessoa humana se correlaciona diretamente ao conceito de mínimo existencial abordado por diversos autores, ou seja, a certos bens, oportunidades ou direitos cuja privação é considerada intolerável na medida em que se aviltaria a existência do ser."

Segundo Kildare Gonçalves Carvalho, "a dignidade da pessoa humana é o fundamento de todo o sistema dos direitos fundamentais, no sentido de que estes constituem exigências, concretizações e desdobramentos da dignidade da pessoa e que com base nesta é que devem aqueles ser interpretados."

Para ele, portanto, a dignidade da pessoa humana é o fundamento dos direitos fundamentais.

Segundo Ingo Sarlet, "a dignidade da pessoa humana, na condição de valor fundamental, atrai o conteúdo de todos os direitos fundamentais, exige e pressupõe o reconhecimento e proteção dos direitos fundamentais de todas as dimensões. Assim, sem que se reconheçam à pessoa humana os direitos fundamentais que lhes são inerentes, em verdade estar-se-á negando-lhe a própria dignidade."

Para Sarlet, portanto, a dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais fazem uma via de mão dupla. Enquanto a dignidade exige o reconhecimento dos direitos fundamentais, os direitos fundamentais deve buscar a dignidade.

O princípio deve ser utilizado em casos concretos onde se entenda haver uma situação intolerável, ofensiva a dignidade de alguém.

Fonte:

http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=14054

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Fabiano

Há mais de um mês

Todos cidadãos tem a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”. A dignidade do homem é intangível. Os poderes públicos estão obrigados  a respeitá-la  e protegê-la, os direitos invioláveis que lhe são inerentes, o livre desenvolvimento da personalidade, o respeito pela lei e pelos direitos dos outros são fundamentos da ordem política e da paz social. A dignidade, como espécie de principio fundamental, serve de base para todos os demais princípios e normas constitucionais, inclusive as normas infraconstitucionais.

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Manoel

Há mais de um mês

Princípio da Dignidade da Pessoa Humana serve pra tudo. Se "a testemunha é a prostituta das provas", mutatis mutandis, o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana é a dos princípios. Fundamenta teses contrárias.

Quanto à sua forma de aplicação, deve-se ter em conta que é necessário, tanto para o Advogado, quanto para o Juiz e o Promotor, estabelecer o que o se entende por esse princípio, e o porquê dele se aplicar àquele caso em apreço.

Espero ter ajudado.

Manoel Urbano.

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Miki

Há mais de um mês

Matéria complexa. Dá para pegar a abordagem do Sarlet e considerar como uma ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana toda vez que o núcleo essencial deste princípio é afetado. Se tu quiser uma boa discussão tem a súmula vinculante 11 do STF. O artigo quinto do pacto de são jose também permite um ponto de partida objetivo para definir o núcleo essencial da dignidade da pessoa humana. 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas