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Compare o regime jurídico que o CC/16 aplicava aos bens imóveis por acessão intelectual com o regime jurídico que o atual código aplica ás pertenças.

Ao explicar, conceitue os dois institutos.


1 resposta(s)

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Paulo

Há mais de um mês

Achei um texto que me fez aprender sobre este tema, e creio que também você vai gostar, segue abaixo:

"O novo Código Civil adotou o conceito de pertenças enquanto bens acessórios, diante do que se
questionou sobre a subsistência dos bens imóveis por acessão intelectual ou por destinação do
proprietário. Também se questionou acerca da consagrada regra de direito civil segundo a qual o bem
acessório segue o principal, mormente considerando que o Código Civil, ao contrário do Código Civil
de 1916, não trouxe disposição expressa neste sentido. A importância prática da existência ou não da
categoria dos bens imóveis por acessão intelectual ou por destinação do proprietário está relacionada
a conseqüências de natureza fiscal bem como na extensão do objeto dos negócios jurídicos. Os
tribunais, com base na classificação dos bens, soluciona matéria atinente à incidência de impostos.
Por exemplo, se é devido o imposto sobre a transmissão de imóveis ou o imposto sobre circulação de
mercadorias na venda de uma fábrica em que o negócio foi realizado separando-se o imóvel do
maquinário. A adoção do conceito de pertenças também implica na possibilidade de alienação de um
bem sem o acompanhamento das mesmas. Aqueles bens que se destinam de modo duradouro ao
uso, ao serviço, ou ao aformoseamento de um imóvel não adquirem a natureza de imóvel, trata-se,
em verdade, de pertenças, diante de que, ao contrário do que ocorria durante a vigência do Código
Civil anterior, não estão compreendidos nos negócios jurídicos relacionados ao principal. O debate em
torno da matéria resultou em aprovação de enunciado durante a jornada de direito civil realizada, em
Brasília, pelo Superior Tribunal de Justiça e Conselho da Justiça Federal. Neste trabalho, procura-se
demonstrar, primordialmente, pelo método dedutivo, que o legislador intencionalmente suprimiu os
bens imóveis por acessão intelectual, o que contou com o referendo da doutrina vez que esta, traz
como exemplos de pertenças, aqueles mesmos bens considerados imóveis por acessão intelectual
durante a vigência do Código Civil de 1916. Incidentalmente, afirma-se que a exceção à regra
segundo a qual o bem acessório segue a sorte do principal ocorrerá somente no caso das pertenças." Referências - http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewArticle/1110

Espero que sane suas duvidas, se gostou da contribuição não deixa de aprovar, obrigado!

Achei um texto que me fez aprender sobre este tema, e creio que também você vai gostar, segue abaixo:

"O novo Código Civil adotou o conceito de pertenças enquanto bens acessórios, diante do que se
questionou sobre a subsistência dos bens imóveis por acessão intelectual ou por destinação do
proprietário. Também se questionou acerca da consagrada regra de direito civil segundo a qual o bem
acessório segue o principal, mormente considerando que o Código Civil, ao contrário do Código Civil
de 1916, não trouxe disposição expressa neste sentido. A importância prática da existência ou não da
categoria dos bens imóveis por acessão intelectual ou por destinação do proprietário está relacionada
a conseqüências de natureza fiscal bem como na extensão do objeto dos negócios jurídicos. Os
tribunais, com base na classificação dos bens, soluciona matéria atinente à incidência de impostos.
Por exemplo, se é devido o imposto sobre a transmissão de imóveis ou o imposto sobre circulação de
mercadorias na venda de uma fábrica em que o negócio foi realizado separando-se o imóvel do
maquinário. A adoção do conceito de pertenças também implica na possibilidade de alienação de um
bem sem o acompanhamento das mesmas. Aqueles bens que se destinam de modo duradouro ao
uso, ao serviço, ou ao aformoseamento de um imóvel não adquirem a natureza de imóvel, trata-se,
em verdade, de pertenças, diante de que, ao contrário do que ocorria durante a vigência do Código
Civil anterior, não estão compreendidos nos negócios jurídicos relacionados ao principal. O debate em
torno da matéria resultou em aprovação de enunciado durante a jornada de direito civil realizada, em
Brasília, pelo Superior Tribunal de Justiça e Conselho da Justiça Federal. Neste trabalho, procura-se
demonstrar, primordialmente, pelo método dedutivo, que o legislador intencionalmente suprimiu os
bens imóveis por acessão intelectual, o que contou com o referendo da doutrina vez que esta, traz
como exemplos de pertenças, aqueles mesmos bens considerados imóveis por acessão intelectual
durante a vigência do Código Civil de 1916. Incidentalmente, afirma-se que a exceção à regra
segundo a qual o bem acessório segue a sorte do principal ocorrerá somente no caso das pertenças." Referências - http://intertemas.unitoledo.br/revista/index.php/ETIC/article/viewArticle/1110

Espero que sane suas duvidas, se gostou da contribuição não deixa de aprovar, obrigado!

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