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A qual tipo de ato se aplica os gastos (eleitor simpatizante), que se refere o art. 27 da Lei 9.504/97?

LEI Nº 9.504, DE 30 DE SETEMBRO DE 1997.

Art. 27. Qualquer eleitor poderá realizar gastos, em apoio a candidato de sua preferência, até a quantia equivalente a um mil UFIR, não sujeitos a contabilização, desde que não reembolsados.


2 resposta(s)

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Especialistas PD

Há mais de um mês

A legislação não é clara sobre o assunto.

Há quem entenda que o art. 27 se aplica a qualquer gasto com exceção daqueles arrolados no art. 26, cujas hipóteses seriam de contabilização obrigatória.

Outra corrente, no entanto, entende que o art. 27 aplica-se inclusive aos casos do art. 26, desde que respeitado o limite de mil UFIR.

A Lei das Eleições comentada pelo TER-RJ também não se aprofunda nessa discussão, limitando-se a dizer que “Trata-se de uma exceção à regra da contabilização das despesas eleitorais. Sua existência, longe de trazer qualquer benefício para o processo eleitoral, dificulta ainda mais a auditabilidade das contas de campanha. Trata-se de mais um dispositivo que está a merecer alteração legislativa, contribuindo para a prática de despesas não contabilizadas de campanha, que tanto mal fazem à lisura dos processos eleitorais. De acordo com o art. 4°, parágrafo único, da Portaria Conjunta n° 74/2006, editada pelo Tribunal Superior Eleitoral e pela Secretaria da Receita Federal a SRF informará ao TSE qualquer infração ao disposto neste artigo.”

José Jairo Gomes, cita um exemplo interessante de aplicação desse artigo:

“nada impede que simpatizante de certo candidato ultime por conta própria, para seu uso pessoal, propaganda em bem que lhe pertença. Mesmo porque o artigo 27 da Lei no 9.504/97 autoriza eleitor a realizar gastos, em apoio a candidato de sua preferência, até a quantia equivalente a um mil UFIR. É o que ocorre, e. g., quando, por serigrafia (silkscreen), o eleitor faz  imprimir em camiseta desenhos ou inscrições que aludam ao candidato que apoia. Tal se inscreve no direito fundamental de manifestação do pensamento.”

Fonte:

http://www.tre-rj.gov.br/site/gecoi_arquivos/201710131601_arq_079147.pdf

José Jairo Gomes. Direito Eleitoral. 12ª Ed.

A legislação não é clara sobre o assunto.

Há quem entenda que o art. 27 se aplica a qualquer gasto com exceção daqueles arrolados no art. 26, cujas hipóteses seriam de contabilização obrigatória.

Outra corrente, no entanto, entende que o art. 27 aplica-se inclusive aos casos do art. 26, desde que respeitado o limite de mil UFIR.

A Lei das Eleições comentada pelo TER-RJ também não se aprofunda nessa discussão, limitando-se a dizer que “Trata-se de uma exceção à regra da contabilização das despesas eleitorais. Sua existência, longe de trazer qualquer benefício para o processo eleitoral, dificulta ainda mais a auditabilidade das contas de campanha. Trata-se de mais um dispositivo que está a merecer alteração legislativa, contribuindo para a prática de despesas não contabilizadas de campanha, que tanto mal fazem à lisura dos processos eleitorais. De acordo com o art. 4°, parágrafo único, da Portaria Conjunta n° 74/2006, editada pelo Tribunal Superior Eleitoral e pela Secretaria da Receita Federal a SRF informará ao TSE qualquer infração ao disposto neste artigo.”

José Jairo Gomes, cita um exemplo interessante de aplicação desse artigo:

“nada impede que simpatizante de certo candidato ultime por conta própria, para seu uso pessoal, propaganda em bem que lhe pertença. Mesmo porque o artigo 27 da Lei no 9.504/97 autoriza eleitor a realizar gastos, em apoio a candidato de sua preferência, até a quantia equivalente a um mil UFIR. É o que ocorre, e. g., quando, por serigrafia (silkscreen), o eleitor faz  imprimir em camiseta desenhos ou inscrições que aludam ao candidato que apoia. Tal se inscreve no direito fundamental de manifestação do pensamento.”

Fonte:

http://www.tre-rj.gov.br/site/gecoi_arquivos/201710131601_arq_079147.pdf

José Jairo Gomes. Direito Eleitoral. 12ª Ed.

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Amanda

Há mais de um mês

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Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes