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preciso comparar a literatura poética de Aristóteles da literatura moderna.

discorra sobre a formação da teoria dos gêneros literários, em sua visão aristotélica e que reflita, de maneira argumentativa, a respeito da ruptura das mesmas na literatura moderna e contemporânea. Em que medida não cabe mais a aplicação dessa linguagem e estrutura na contemporaneidade? Exemplifique com textos atuais que contenham aspectos dos gêneros lírico, épico e dramático.

LiteraturaUFMT

1 resposta(s)

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Julieth

Há mais de um mês

Bom dia Luiz,

Vamos lá, A poética de Aristóteles observa a obra como um reflexo da realidade, coisa que deixa muito a desejar, porque se olhamos desde o ponto de vista da verossimilhança, segundo Aristóteles é uma representação do mundo, existindo um reflexo à realidade natural e baseando-se sobre uma série de condutas regidas por sistemas de regras gerais, que estabelecem justificativas à narrativa e às personagens. Agora a diferença que tem a poética aristotélica à modernidade, podemos pegar um teórico chamado Genette, que estabelece a verossimilhança como uma construção cultural que se importa pouco com as regras estabelecidas, obedecendo ou seguindo regras que a própria narrativa ou obra cria, estabelecendo desta forma uma verossimilhança artificial. Pois segundo Genette a verossimilhança muda segundo a cultura, época e até muda de gênero para gênero literário; já que nos diferentes gêneros literários podemos observar distintos posicionamentos segundo o estilo, exemplo conto de fadas, vc poderá observar atos fantásticos, que talvez para uma verossimilhança clássica (visão de Aristóteles) não seja verossímil, mas para uma verossimilhança artificial (visão de Genette) sim, pois ela cria suas próprias regras e coloca supostas inverossimilhanças como fundamentais para o desenvolvimento da obra, ou seja se justifica que tenha uma suposta inverossimilhança, digo suposta porque para Genette é quase inexistente a inverossimilhança . O que ele quer com o estudo é que se deixe de observar a obra literária como um mero senso comum, que os preconceitos e posicionamentos de regras que se tem estabelecido há anos, não sejam fundamentais para a criação ou crítica de uma obra.

Eu espero ter ajudado um pouco, porém acho que seria bom ler Verossímil e motivação de Genette. Pois a questão de verossimilhança é mais complexa. 

Bom dia Luiz,

Vamos lá, A poética de Aristóteles observa a obra como um reflexo da realidade, coisa que deixa muito a desejar, porque se olhamos desde o ponto de vista da verossimilhança, segundo Aristóteles é uma representação do mundo, existindo um reflexo à realidade natural e baseando-se sobre uma série de condutas regidas por sistemas de regras gerais, que estabelecem justificativas à narrativa e às personagens. Agora a diferença que tem a poética aristotélica à modernidade, podemos pegar um teórico chamado Genette, que estabelece a verossimilhança como uma construção cultural que se importa pouco com as regras estabelecidas, obedecendo ou seguindo regras que a própria narrativa ou obra cria, estabelecendo desta forma uma verossimilhança artificial. Pois segundo Genette a verossimilhança muda segundo a cultura, época e até muda de gênero para gênero literário; já que nos diferentes gêneros literários podemos observar distintos posicionamentos segundo o estilo, exemplo conto de fadas, vc poderá observar atos fantásticos, que talvez para uma verossimilhança clássica (visão de Aristóteles) não seja verossímil, mas para uma verossimilhança artificial (visão de Genette) sim, pois ela cria suas próprias regras e coloca supostas inverossimilhanças como fundamentais para o desenvolvimento da obra, ou seja se justifica que tenha uma suposta inverossimilhança, digo suposta porque para Genette é quase inexistente a inverossimilhança . O que ele quer com o estudo é que se deixe de observar a obra literária como um mero senso comum, que os preconceitos e posicionamentos de regras que se tem estabelecido há anos, não sejam fundamentais para a criação ou crítica de uma obra.

Eu espero ter ajudado um pouco, porém acho que seria bom ler Verossímil e motivação de Genette. Pois a questão de verossimilhança é mais complexa. 

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