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Qual a relação entre Unidades de Conservação e o SISNAMA?

Qual a relação entre as UCs e o SISNAMA e os conceitos de cada um?


2 resposta(s)

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Especialistas PD

Há mais de um mês

“O Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) é o conjunto de entes e órgãos da União, Estados, Distrito Federal, Municípios e suas respectivas administrações indiretas, responsáveis pela proteção, controle, monitoramento e melhoria da qualidade e da política ambiental no País. O Sisnama é uma criação da Política Nacional do Meio Ambiente (art. 6º da Lei nº 6.938/1981), regulamentado pelo Decreto nº 99.274/1990.

Estrutura-se em seis níveis fundamentais:

  1. órgão superior: o Conselho de Governo;
  2. órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama;
  3. órgão central: o Ministério do Meio Ambiente;
  4. órgão executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
  5. órgãos seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental;
  6. órgãos locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições.”

Art 6º - Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado:

 I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais; 

II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida;

III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente;  

IV - órgãos executores: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, com a finalidade de executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente, de acordo com as respectivas competências;

V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambienta

VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições; 

“A Lei do SNUC define unidade de conservação como “o espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção” (art. 2º, I).

Cada unidade de conservação é um espaço definido pelas suas características ambientais, em especial seus recursos naturais, em que o manejo deve ocorrer em bases sustentáveis para atender às presentes e futuras gerações.

O regime especial de administração, por sua vez, pressupõe a administração integrada e participativa do Poder Público e da sociedade civil em cada unidade, possibilitando que as normas e regras de seu manejo se definam em bases dialógicas e democráticas.

As unidades de conservação dividem-se em dois grupos:

  • unidades de proteção integral; e
  • unidades de uso sustentável.”

Art. 2o Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - unidade de conservação: espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção;

(Fabiano Melo. Direito Ambiental. 2ªed. e-book. pgs. 219-210 e 376.)

Apresentados os conceitos, pode-se dizer que a relação entre as Unidades de Conservação e o SISNAMA está nos órgãos responsáveis por gerir o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC. O art. 6º, da Lei 9985/2000 aduz:

Art. 6o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos, com as respectivas atribuições:

 I – Órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, com as atribuições de acompanhar a implementação do Sistema;

II - Órgão central: o Ministério do Meio Ambiente, com a finalidade de coordenar o Sistema; e

III - órgãos executores: o Instituto Chico Mendes e o Ibama, em caráter supletivo, os órgãos estaduais e municipais, com a função de implementar o SNUC, subsidiar as propostas de criação e administrar as unidades de conservação federais, estaduais e municipais, nas respectivas esferas de atuação.

Parágrafo único. Podem integrar o SNUC, excepcionalmente e a critério do Conama, unidades de conservação estaduais e municipais que, concebidas para atender a peculiaridades regionais ou locais, possuam objetivos de manejo que não possam ser satisfatoriamente atendidos por nenhuma categoria prevista nesta Lei e cujas características permitam, em relação a estas, uma clara distinção.

Diante do exposto, percebe-se que o SNUC é gerido pelos órgãos que compõem o SISNAMA, de modo que é possível afirmar que o SNUC está inserido no SISNAMA.

 

“O Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) é o conjunto de entes e órgãos da União, Estados, Distrito Federal, Municípios e suas respectivas administrações indiretas, responsáveis pela proteção, controle, monitoramento e melhoria da qualidade e da política ambiental no País. O Sisnama é uma criação da Política Nacional do Meio Ambiente (art. 6º da Lei nº 6.938/1981), regulamentado pelo Decreto nº 99.274/1990.

Estrutura-se em seis níveis fundamentais:

  1. órgão superior: o Conselho de Governo;
  2. órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama;
  3. órgão central: o Ministério do Meio Ambiente;
  4. órgão executor: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
  5. órgãos seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental;
  6. órgãos locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições.”

Art 6º - Os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, bem como as fundações instituídas pelo Poder Público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, constituirão o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, assim estruturado:

 I - órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República na formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos ambientais; 

II - órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo, diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida;

III - órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente;  

IV - órgãos executores: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, com a finalidade de executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para o meio ambiente, de acordo com as respectivas competências;

V - Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambienta

VI - Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições; 

“A Lei do SNUC define unidade de conservação como “o espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção” (art. 2º, I).

Cada unidade de conservação é um espaço definido pelas suas características ambientais, em especial seus recursos naturais, em que o manejo deve ocorrer em bases sustentáveis para atender às presentes e futuras gerações.

O regime especial de administração, por sua vez, pressupõe a administração integrada e participativa do Poder Público e da sociedade civil em cada unidade, possibilitando que as normas e regras de seu manejo se definam em bases dialógicas e democráticas.

As unidades de conservação dividem-se em dois grupos:

  • unidades de proteção integral; e
  • unidades de uso sustentável.”

Art. 2o Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por:

I - unidade de conservação: espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção;

(Fabiano Melo. Direito Ambiental. 2ªed. e-book. pgs. 219-210 e 376.)

Apresentados os conceitos, pode-se dizer que a relação entre as Unidades de Conservação e o SISNAMA está nos órgãos responsáveis por gerir o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC. O art. 6º, da Lei 9985/2000 aduz:

Art. 6o O SNUC será gerido pelos seguintes órgãos, com as respectivas atribuições:

 I – Órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, com as atribuições de acompanhar a implementação do Sistema;

II - Órgão central: o Ministério do Meio Ambiente, com a finalidade de coordenar o Sistema; e

III - órgãos executores: o Instituto Chico Mendes e o Ibama, em caráter supletivo, os órgãos estaduais e municipais, com a função de implementar o SNUC, subsidiar as propostas de criação e administrar as unidades de conservação federais, estaduais e municipais, nas respectivas esferas de atuação.

Parágrafo único. Podem integrar o SNUC, excepcionalmente e a critério do Conama, unidades de conservação estaduais e municipais que, concebidas para atender a peculiaridades regionais ou locais, possuam objetivos de manejo que não possam ser satisfatoriamente atendidos por nenhuma categoria prevista nesta Lei e cujas características permitam, em relação a estas, uma clara distinção.

Diante do exposto, percebe-se que o SNUC é gerido pelos órgãos que compõem o SISNAMA, de modo que é possível afirmar que o SNUC está inserido no SISNAMA.

 

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HENRIQUE

Há mais de um mês

                                                      Introdução

O meio ambiente ecologicamente equilibrado é um direito fundamental de todos, consagrado desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada pela ONU em 1972. Nesse sentido, dispõe a Constituição Federal Brasileira, em seu art. 225, que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo e um direito de todos os cidadãos, das gerações presentes e futuras, estando o Poder Público e toda coletividade obrigados a preservá-lo e defendê-lo. Em outras palavras, a tutela desse bem jurídico essencial à manutenção da vida humana se dará, entre outros, por meio de institutos que integrem a Administração pública e a sociedade organizada.

A gestão estatal ambiental, o controle dos recursos ambientais e a determinação de instrumentos econômicos capazes de incentivar as ações produtivas ambientalmente corretas, se manifestam por meio de políticas públicas ambientais. Afim de que houvesse uma integração e uma harmonização entre tais políticas ambientais a serem desenvolvidas pelos entes federativos, com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável, foi estabelecida a Política Nacional do Meio Ambiente mediante a edição da Lei nº 6.938/81. Essa lei definiu conceitos básicos como o de meio ambiente, de degradação e de poluição e determinou os objetivos, diretrizes e instrumentos de gerencia do Meio ambiente.

                                                         O SISNAMA

O principal arcabouço institucional de administração criado pela Política Nacional do Meio Ambiente foi o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), constituído pelos órgãos e instituições ambientais da União, dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal e pelas Fundações instituídas pelo Poder Público. O SISNAMA tem como papel o estabelecimento de padrões que tornem possível o desenvolvimento sustentável, através de mecanismos e instrumentos capazes de conferir ao meio ambiente uma maior proteção.

 

a) Estrutura

I – Órgão superior

Conselho de Governo – Órgão superior de assessoria ao Presidente da República na formulação das diretrizes e política nacional do meio ambiente.

II – Órgão consultivo e deliberativo

Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) – Assessora o Governo, delibera e estabelece normas e padrões federais compatíveis com o meio ambiente, que deverão ser observados pelos Estados e Municípios, os quais possuem liberdade para estabelecer critérios de acordo com suas realidades, desde que não sejam mais permissivos que os padrões federais. O CONAMA é composto por Câmaras Técnicas e pelo Plenário, sendo este integrado por representantes do Ministério, de todos os Estados e do Distrito Federal, entidades de classe e organizações não governamentais. As reuniões são trimestrais.

III – Órgão central

Ministério do Meio Ambiente (MMA) – Planeja, coordena, controla e supervisiona a política nacional e as diretrizes estabelecidas para o meio ambiente, congregando os vários órgãos e entidades que compõem o SISNAMA.

IV – Órgão executor

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) – Foi criado em 1989, resultado da fusão de quarto órgãos: Secretaria Especial do Meio Ambiente; Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestas; Superintendência da Pesca e Superintendência da Borracha. Formula, coordena, fiscaliza, controla, fomenta, executa e faz executar a política nacional do meio ambiente e da preservação e conservação dos recursos naturais.

Instituto Chico Mendes – Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, foi criado em 2007 e trabalha principalmente na administração de unidades de conservação (UC) federais.

 

V – Órgãos seccionais

São os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos, controle e fiscalização das atividades degradadoras do meio ambiente.

Em Minas Gerais:

- Órgão seccional coordenador – Secretaria de Estado de Meio Ambiente;

- Órgão colegiado – Conselho Estadual de Política Ambiental;

- Órgãos seccionais de apoio – Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM);

- Órgãos associados – Núcleo de Meio Ambiente nas Secretarias integrantes do COPAM e Polícia Militar de Minas Gerais.

VI – Órgãos locais

Órgãos municipais responsáveis pelo controle e fiscalização de atividades degradadoras; Prefeitura; Conselho Municipal de Meio Ambiente; Órgão técnico-administrativo municipal.

b) Estrutura da legislação ambiental

A norma federal cria a Politica Nacional do Meio Ambiente e esta define as Diretrizes Estaduais e Municipais de Meio Ambiente. A legislação ambiental federal é composta pela Constituição Federal, Leis Federais, Decretos e também pelas resoluções do CONAMA.

A legislação ambiental estadual é composta pela Constituição Estadual, Leis Estaduais, Decretos, e pelas Deliberações Normativas e Resoluções do COPAM. Em Minas Gerais todos devem obedecer, sob o aspecto ambiental, às legislações federal e estadual.

O município licencia e fiscaliza as atividades de impacto ambiental local por meio da sua estrutura administrativa e regulamentando as legislações dentro de seus instrumentos legais que são a Lei de Uso e Ocupação do Solo e a Lei de Parcelamento do Solo e do Plano Diretor.

 

c) Competência para o licenciamento ambiental

O critério para a identificação do órgão preponderantemente habilitado para o licenciamento é determinado pela área de influência direta do impacto ambiental. Se a atividade causa impacto ambiental em dois ou mais Estados, o licenciamento é de competência do IBAMA; se o impacto é regional deverá ser licenciada pela COPAM ou FEAM; e, por fim, cabe ao município por meio da Prefeitura, COMAM e SMMA, fornecer autorização ambiental às atividades de impacto local.

                                             Considerações finais

Além do SISNAMA, como lembra Paulo Bessa de Antunes, o Ministério Público, o Poder Judiciário e o Poder Legislativo também desempenham um importante papel na política ambiental. O Legislativo elabora as leis, o Judiciário tem o poder de rever os atos da Administração Publica, cabendo ao Ministério Público fazer o controle da legalidade.

Referências

FEAM – Fundação Estadual do Meio Ambiente. Iniciação ao desenvolvimento sustentável. Disponível em: <http://www.feam.br&gt;.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes