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Prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor

Um senhor de 79 anos e analfabeto procurou uma loja para saber se seu nome estava no SPC. O vendedor da loja informou que só forneceria tal informação se ele comprasse algo (produto ou serviço). O idoso comprou um ventilador cujo valor original era de 209 reais, mas com um desconto acabou comprando por 189 reais. No entanto, ao se verificar o carnê, as parcelas somadas (18 x r$ 36,19) totalizavam 651 reais e 49 centavos, 3 vezes a mais do valor originalmente informado. Este caso configura prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Sim.

Configura-se prática abusiva, vedada pelo CDC:

"Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;"

Sim.

Configura-se prática abusiva, vedada pelo CDC:

"Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;"

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Tuany

Há mais de um mês

Sim, o código do consumidor prevê todas as garantias para o indivíduo nessa situação. Ele poderá ingressar no judiciário para resolver a lide, pois, obviamente o vendedor agiu com má fé, podendo ainda inverter o ônus da prova, visto que o consumidor é a parte vulnerável dessa relação podendo ainda ser classificado como hipossuficiente (como normalmente é), sujeito a análise do juiz. É bom dar uma olhada no art. 4, CDC para entender melhor essa parte.

Espero ter ajudado!!

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Lilian

Há mais de um mês

Devemos considerar que o indivíduo, deste caso, é visivelmente hipossuficiente e mediante a expertise e sagacidade da loja (representada pelo vendedor), foi "coagido" a comprar um produto para obter o serviço que gostaria. Feriram profundamente o Código de Defesa do Consumidor em diversos artigos, mas gostaria de ressaltar o que está no artigo 39, incisos I, IV, V, X, do CDC, pois trata-se claramente de práticas abusivas e inaceitáveis.

Abraços

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