A maior rede de estudos do Brasil

BEM DE FAMÍLIA!

O único bem imóvel residencial do devedor é penhorável, desde que esteja desocupado.


4 resposta(s)

User badge image

Renatta

Há mais de um mês

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 486, com o seguinte teor: “É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família”. A Súmula, precedida por vários julgados do STJ e de diversos outros tribunais que seguiam o mesmo rumo, sepulta em definitivo a controvérsia sobre a correta interpretação a atribuir ao art. 1º da Lei n. 8.009/1990, que contém os seguintes dizeres: “O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei”. Uma leitura gramatical do dispositivo ensejaria a interpretação de que apenas o imóvel efetivamente ocupado para fins de moradia do devedor ou de sua família estaria a salvo da execução por dívidas. Prevaleceu, contudo, a interpretação teleológica da norma: dispensa-se a necessidade de utilização do bem para fins de residência própria da entidade familiar, bastando que o imóvel sirva como fonte para a subsistência do devedor e da sua família. Deste modo, caso a locação do bem consista na fonte de renda primordial para a mantença do devedor, será reconhecida a impenhorabilidade. Este entendimento corresponde àquele esposado pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial n. 1005546. Naquela ocasião, decretou-se que o único imóvel pertencente a determinada família, desde que esteja desocupado, poderá ser penhorado para o pagamento de dívidas. Isto significa que o mero fato de o bem ser o único imóvel pertencente ao devedor é irrelevante para fins de proteção contra a penhora por dívidas: somente fica a salvo da execução o imóvel unitário que sirva ou como residência do devedor ou de sua família ou como fonte de rendimentos indispensáveis para prover as suas necessidades mais triviais. Releva, pois, analisar se o imóvel é utilizado em prol da família, como bem determinou a Ministra do STJ, Nancy Andrighi, ao relatar o Recurso Especial já referido: “a jurisprudência do STJ a respeito do tema se firmou considerando a necessidade de utilização do imóvel em proveito da família, como, por exemplo, a locação para garantir a subsistência da entidade familiar ou o pagamento de dívidas”.

 

Blog do Professor Adriano Godinho

http://www.blogger.com/profile/12046765068380301052

 

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 486, com o seguinte teor: “É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família”. A Súmula, precedida por vários julgados do STJ e de diversos outros tribunais que seguiam o mesmo rumo, sepulta em definitivo a controvérsia sobre a correta interpretação a atribuir ao art. 1º da Lei n. 8.009/1990, que contém os seguintes dizeres: “O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei”. Uma leitura gramatical do dispositivo ensejaria a interpretação de que apenas o imóvel efetivamente ocupado para fins de moradia do devedor ou de sua família estaria a salvo da execução por dívidas. Prevaleceu, contudo, a interpretação teleológica da norma: dispensa-se a necessidade de utilização do bem para fins de residência própria da entidade familiar, bastando que o imóvel sirva como fonte para a subsistência do devedor e da sua família. Deste modo, caso a locação do bem consista na fonte de renda primordial para a mantença do devedor, será reconhecida a impenhorabilidade. Este entendimento corresponde àquele esposado pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do Recurso Especial n. 1005546. Naquela ocasião, decretou-se que o único imóvel pertencente a determinada família, desde que esteja desocupado, poderá ser penhorado para o pagamento de dívidas. Isto significa que o mero fato de o bem ser o único imóvel pertencente ao devedor é irrelevante para fins de proteção contra a penhora por dívidas: somente fica a salvo da execução o imóvel unitário que sirva ou como residência do devedor ou de sua família ou como fonte de rendimentos indispensáveis para prover as suas necessidades mais triviais. Releva, pois, analisar se o imóvel é utilizado em prol da família, como bem determinou a Ministra do STJ, Nancy Andrighi, ao relatar o Recurso Especial já referido: “a jurisprudência do STJ a respeito do tema se firmou considerando a necessidade de utilização do imóvel em proveito da família, como, por exemplo, a locação para garantir a subsistência da entidade familiar ou o pagamento de dívidas”.

 

Blog do Professor Adriano Godinho

http://www.blogger.com/profile/12046765068380301052

 

User badge image

Cibele

Há mais de um mês

Na verdade não, até onde se pode ver na lei do bem de família mesmo.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8009.htm

é impenhorável o bem de família, não sendo condicionado se ele está ocupado ou não, havendo inclusive na lei determinação a respeito de imóvel locado, conforme se lê.

Exceção que torna penhorável o bem de família é a do caso em que se chega na busca de bens do fiador para a penhora, conforme se sabe e se pode ver em acórdão recente do STF aqui http://www.migalhas.com.br/arquivo_artigo/art20130812-08.pdf 

Bem, no geral é isso que se tem de usual quanto ao bem de família, se a questão não foi bem repondida, não compreendi bem os elementos da sua pergunta.

Espero ter ajudado.

User badge image

Joyce

Há mais de um mês

Ana Carolina, acho que estamos respondendo a mesma ficha de questões, e segundo as informações que obtive o bem de família pode sim ser penhorado se estiver desocupado, pois o dono do imóvel sujeito à penhora pode estar morando em imovel alugado; Logo, existe a possibilidade de penhorabilidade do bem.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes