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Amicus curiae

o Amicus curiae possuia a função de perito? seu diagnóstico é vinculante?


7 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Segundo Scarpinella, não "parece nem um pouco despropositado equiparar o amicus curiaea uma das funções que, entre nós, o Ministério Público sempre exerceu e continua a exercer, a de fiscal da lei (custos legis) e, em menor escala, ao perito ou, mais amplamente, a um mecanismo de prova no sentido de ser uma das variadas formas de levar ao Magistrado, assegurada, por definição, sua imparcialidade, elementos que, direta ou indiretamente, são relevantes para o proferimento de uma decisão”.

Suas manifestações, no entanto, não são vinculantes.

Disponível em: http://www.scarpinellabueno.com.br/Textos/Amicus%20curiae.pdf

Segundo Scarpinella, não "parece nem um pouco despropositado equiparar o amicus curiaea uma das funções que, entre nós, o Ministério Público sempre exerceu e continua a exercer, a de fiscal da lei (custos legis) e, em menor escala, ao perito ou, mais amplamente, a um mecanismo de prova no sentido de ser uma das variadas formas de levar ao Magistrado, assegurada, por definição, sua imparcialidade, elementos que, direta ou indiretamente, são relevantes para o proferimento de uma decisão”.

Suas manifestações, no entanto, não são vinculantes.

Disponível em: http://www.scarpinellabueno.com.br/Textos/Amicus%20curiae.pdf

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Carlos Henrique

Há mais de um mês

Há algumas divergências por parte da Doutrina acerca da calcificação do Amicus Curiae, se seria ou não, denominado "auxiliar da justiça", no entanto a maioria dos Doutrinadores entende que sim, o "amigo da corte" se trata de um auxiliar da justiça. Fredie Didier Jr. é um dos autores que tem mais destaque quando se trata do assunto, de acordo com o seu entendimento, no que tange o auxílio em questões técnico-jurídicas, não se pode confundir amicus curiae com a figura do perito, pois, amicus curiae além de não receber honorários para as informações prestadas, estas não servem como meio de prova para uso do juízo, mas sim como uma forma de auxiliar o magistrado na compreensão, na hermenêutica. A contra ponto, está o perito, ao cabe a atuar produzindo provas necessárias, de modo a auxiliar a decisão do juiz e não somente facilitar sua interpretação. [1]

Dito isso, conclui-se que, sob o prisma de auxílio à compreensão do juízo, não toma caráter obrigatório (ou vinculante, como é exposto na pergunta) as informações prestadas pelo Amicus Curiae, ou seja, as mesmas ensejam no princípio do livre convencimento do juiz.

De acordo com as pesquisas feitas sobre o assunto, estas foram as conclusões que tirei. Espero que outras pessoas também colaborem, que possam corrigir eventuais equívocos por mim cometido.

Abraço!

 

Notas

1 DIDIER JR. Fredie. Curso de Direito Processual Civil. Teoria Geral do Processo e Processo do conhecimento, p. 406

 

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Carlos Henrique

Há mais de um mês

Por nada camarada, fico contente em ajudar (y)

se possível aprove a minha resposta, somar pontos para nos, é um dos estimulos que temos em ajudar os outros estudantes que deixam suas peguntas aqui.

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Romário

Há mais de um mês

O Amicus Cure, ou Amigo da Corte, é um especialista em determinado assunto que atua como assistente em determinado processo, sua opinião não é vinculante. Sobre o tema há divergências na doutrina.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas