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Obrigação propter rem

Em razão dos danos causados por infiltração em seu apartamento, CAIUS foi condenado a indenizar ALAGADUS, dono do apartamento situado logo abaixo do seu. Sabendo-se que ALADUS alienou o imóvel durante o curso do processo, pergunta se: CAIUS ainda será obrigado a indenizar ALAGADUS?

Direito Civil VFACULDADES DOCTUM

2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Se a ação é indenizatória, se depreende que Alagadus gastou valores para a reparação da infiltração. Do contrário, se trataria de ação de obrigação de fazer.

Naquela primeira (indenizatória), o valor continua sendo devido a ALAGADUS, pois o dano material foi por ele sofrido, não se tratando de obrigação propter rem.

Se o caso fosse de obrigação de fazer, o direito seria do novo proprietário, pois a obrigação seguiria a coisa.

Se a ação é indenizatória, se depreende que Alagadus gastou valores para a reparação da infiltração. Do contrário, se trataria de ação de obrigação de fazer.

Naquela primeira (indenizatória), o valor continua sendo devido a ALAGADUS, pois o dano material foi por ele sofrido, não se tratando de obrigação propter rem.

Se o caso fosse de obrigação de fazer, o direito seria do novo proprietário, pois a obrigação seguiria a coisa.

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Adriana

Há mais de um mês

Não, O novo proprietário é responsável pela dívida. Se for réu em ação judicial de cobrança, pode mover uma outra ação contra o inquilino (e, conseqüentemente, contra o fiador) para receber de volta a quantia.

Nesta questão temos o caso de Obrigação propter rem que compete à requerida, devendo a ré arcar com os reparos do apartamento da autora, independente de serem os vazamentos anteriores à posse do seu imóvel

Fica nítido que a obrigação perpetua enquanto existe o exercício do poder sobre a coisa. Caso esta coisa seja transmitida para outrem essa referida obrigação passará para o adquirente, ou se houver renúncia do mesmo a referida obrigação passará a inexistir. Todavia, esta não tem efeito erga omnes, pois não interessa a terceiros, mas tão somente ao titular do direito real. 

 

Art. 1.345. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomínio, inclusive multas e juros moratórios.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas