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Álvaro acendeu um rojão que atinjiu a motocicleta de Milo que estava estacionada, isolada, em um loteamento ainda em fase de implantação. Questiona-se

1. Considerando-se que a motocicleta foi destruída pelo fogo, mas que não era essa a intenção de Álvaro, mas sim comemorar  fato de que havia adquirido um lote no local, haveria  cometimento de algum crime? Justifique.

2. Se Álvaro tivesse direcionado o rojão em direção à motocicleta, querendo destruí-la, já que invejava o fat de Milo a possuir e ele não, a resposta à questão acima sofreria alguma alteração? Por que?

3. Acaso haja algum crime em qualquer das hipóteses acima, qual a ação penal cabível? Fundamente e justifique a resposta.


1 resposta(s)

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José

Há mais de um mês

1) Nessa situação, não há que se falar em cometimento de crime. A conduta de Álvaro foi culposa, ele não agiu com dolo quanto a produção do evento danoso. O Código Penal traz a seguinte redação: "Salvo nos casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente". Considerando que o crime de dano previsto no art. 163 do CP não prevê modalidade culposa, o agente não responderia pelo crime por ausência de previsão legal. Assim, a situação deveria ser resolvida perante o juízo cível.

2) Aqui a situação é diferente, Álvaro agiu dolosamente, com consciência e vontade, visando à prática do crime de dano. Assim, o agente praticaria o crime de dano, descrito no art. 163 do CP, incidindo a qualificadora do "motivo egoístico", por conta do motivo pelo qual Álvarou causou dano à motocicleta de Milo. Portanto, na segunda hipótese haveria punição, considerando-se a presença do dolo, o qual estava ausente na primeira situação.

3) A ação penal a ser proposta na segunda situação é a ação penal privada. Isso porque o art. 167 do CP estabelece de maneira expressa que nos casos de dano simples da modalidade do caput ou qualificado por motivo egoístico a ação penal somente se procede mediante queixa, ou seja, trata-se de ação penal privada.

1) Nessa situação, não há que se falar em cometimento de crime. A conduta de Álvaro foi culposa, ele não agiu com dolo quanto a produção do evento danoso. O Código Penal traz a seguinte redação: "Salvo nos casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente". Considerando que o crime de dano previsto no art. 163 do CP não prevê modalidade culposa, o agente não responderia pelo crime por ausência de previsão legal. Assim, a situação deveria ser resolvida perante o juízo cível.

2) Aqui a situação é diferente, Álvaro agiu dolosamente, com consciência e vontade, visando à prática do crime de dano. Assim, o agente praticaria o crime de dano, descrito no art. 163 do CP, incidindo a qualificadora do "motivo egoístico", por conta do motivo pelo qual Álvarou causou dano à motocicleta de Milo. Portanto, na segunda hipótese haveria punição, considerando-se a presença do dolo, o qual estava ausente na primeira situação.

3) A ação penal a ser proposta na segunda situação é a ação penal privada. Isso porque o art. 167 do CP estabelece de maneira expressa que nos casos de dano simples da modalidade do caput ou qualificado por motivo egoístico a ação penal somente se procede mediante queixa, ou seja, trata-se de ação penal privada.

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