A maior rede de estudos do Brasil

QUAIS OS JUSPENSADORES QUE PENSAVAM CONTRA O SISTEMA MONISTA?

Filosofia do DireitoUNIDERP - ANHANGUERA

1 resposta(s)

User badge image

Concurseira

Há mais de um mês

Olá, esoero que ajude, copiei e colei do livro da Ana Lucia Sabadell,podem ser citados diversos pensadores, entre eles:  5.2 Teorias do pluralismo jurídico Podemos dizer que, na nossa época, reapareceu o fenômeno do pluralismo dos ordenamentos jurídicos? No âmbito da sociologia jurí- dica encontramos uma forte corrente que sustenta esta tese (“juridicidadc policêntriea”). Os seus adeptos adotam um conceito sociológico do direito, muito mais vasto do que o conceito do positivismo jurídico, que identifica o Direito com o Estado. Esta opção teórica foi exprimida pelo sociólogo do direito francês Jean Carbonnier (1908-), em forma de um #
teorema: “o direito é maior do que as fontes formais do direito”.5 Isto significa que, na perspectiva sociológica do pluralismo jurídi- co, o direito não depende da sanção do Estado, ou seja, não se encontra exclusivamente nas fontes oficiais do direito oficial-estatal (constitui- ção, leis, decretos). O direito é considerado como manifestação de eficácia de um sistema de regras e sanções, que podem ser observadas na prática social e na consciência dos indivíduos: “Sendo embora o direito estatal o modo de juridicidade dominante, ele coexiste na soci- edade com outros modos dejuridicidade, outros direitos que com ele se articulam” (Santos, 1986, p. 27). Poderíamos, por exemplo, estudar no Brasil, além do direito oficial, as normas de comportamento e as sanções aplicadas no âmbito de vários grupos ou organizações sociais: prisões, igrejas, comunidades indíge- nas, “direito dos coronéis”, “direito do cangaço”, “direito das multina- cionais” etc. ~“ J. Carbonnier, As hipóteses fundamentais da sociologia jurídica, in Souto e Falcão, 2001, p. 45; Carbonriier, 1979, pp. 177 e ss., 213 e as, 120 MANUAL DE SOCIOLOG1A JURÍDICA LEGITIMIDADE E DIREITO 121 .

5.2.1 Teorias tradicionais do pluralismo jurídico A corrente do pturalismo jurídico parte da obra do jurista alemão Otto von Gierke (1841-1921). Este autor analisou o direito das várias organizações sociais (“corporações” — Genossenschaften) na Alema- nha, sustentando que cada organização possui vontade e consciência e cria suas próprias regras jurídicas. Alguns juristas do início do século XX estudaram os conflitos que surgiram entre o sistemajurídico imposto pelos europeus e as regras das comunidades indígenas durante o processo de colonização. O estudo destes casos de “aculturação jurídica” (Lição 4, 3.4.2) permitiu desen- volver teorias sobre o pluralismo jurídico. Precursor destes estudos é o jurista holandês Cornelis van Vollenhoven (1874-1933) que estudou o direito “adat” dos povos da Indonésia colonizados pelos holandeses (Fasseur, 1992). Na mesma linha colocam-se outros estudiosos que fizeram uma leitura sociológiea do sistema jurídico. Entre eles podemos lembrar Eugen Ehrlieh, que estudou as manifestações do “direito vivo” nas comunidades camponesas da região de Bukowina (Europa central). Estas comunidades continuavam aplicando o antigo direito costumeiro, ignorando o Código Civil do Império Austro-Húngaro que oficialmente vigorava nesta região. Ehrlieh concluiu que o direito vivo, apesar de não
ser escrito, “domina a vida” (1986, p. 378). Este surge em determinados grupos sociais (“associações sociais”), que exercem um constrangimen- to psicológico sobre o indivíduo, levando-o a respeitar o direito inde- pendentemente da sanção estatal. Assim sendo, a obrigatoriedade do direito é uma decorrência do grau de aceitação social de suas regras. Esta conclusão foi exprimida na seguinte definição do direito: “As normas agem através da força social, a qual lhes é dada através do reconhecimento por parte de uma associação social (...). O direito é uma ordem interna de associações sociais (...). Nunca existiu uma época em #
que o direito proclamado pelo Estado tivesse sido o único direito” (Ehrlich, 1986, pp. 18, 47, 131).

Olá, esoero que ajude, copiei e colei do livro da Ana Lucia Sabadell,podem ser citados diversos pensadores, entre eles:  5.2 Teorias do pluralismo jurídico Podemos dizer que, na nossa época, reapareceu o fenômeno do pluralismo dos ordenamentos jurídicos? No âmbito da sociologia jurí- dica encontramos uma forte corrente que sustenta esta tese (“juridicidadc policêntriea”). Os seus adeptos adotam um conceito sociológico do direito, muito mais vasto do que o conceito do positivismo jurídico, que identifica o Direito com o Estado. Esta opção teórica foi exprimida pelo sociólogo do direito francês Jean Carbonnier (1908-), em forma de um #
teorema: “o direito é maior do que as fontes formais do direito”.5 Isto significa que, na perspectiva sociológica do pluralismo jurídi- co, o direito não depende da sanção do Estado, ou seja, não se encontra exclusivamente nas fontes oficiais do direito oficial-estatal (constitui- ção, leis, decretos). O direito é considerado como manifestação de eficácia de um sistema de regras e sanções, que podem ser observadas na prática social e na consciência dos indivíduos: “Sendo embora o direito estatal o modo de juridicidade dominante, ele coexiste na soci- edade com outros modos dejuridicidade, outros direitos que com ele se articulam” (Santos, 1986, p. 27). Poderíamos, por exemplo, estudar no Brasil, além do direito oficial, as normas de comportamento e as sanções aplicadas no âmbito de vários grupos ou organizações sociais: prisões, igrejas, comunidades indíge- nas, “direito dos coronéis”, “direito do cangaço”, “direito das multina- cionais” etc. ~“ J. Carbonnier, As hipóteses fundamentais da sociologia jurídica, in Souto e Falcão, 2001, p. 45; Carbonriier, 1979, pp. 177 e ss., 213 e as, 120 MANUAL DE SOCIOLOG1A JURÍDICA LEGITIMIDADE E DIREITO 121 .

5.2.1 Teorias tradicionais do pluralismo jurídico A corrente do pturalismo jurídico parte da obra do jurista alemão Otto von Gierke (1841-1921). Este autor analisou o direito das várias organizações sociais (“corporações” — Genossenschaften) na Alema- nha, sustentando que cada organização possui vontade e consciência e cria suas próprias regras jurídicas. Alguns juristas do início do século XX estudaram os conflitos que surgiram entre o sistemajurídico imposto pelos europeus e as regras das comunidades indígenas durante o processo de colonização. O estudo destes casos de “aculturação jurídica” (Lição 4, 3.4.2) permitiu desen- volver teorias sobre o pluralismo jurídico. Precursor destes estudos é o jurista holandês Cornelis van Vollenhoven (1874-1933) que estudou o direito “adat” dos povos da Indonésia colonizados pelos holandeses (Fasseur, 1992). Na mesma linha colocam-se outros estudiosos que fizeram uma leitura sociológiea do sistema jurídico. Entre eles podemos lembrar Eugen Ehrlieh, que estudou as manifestações do “direito vivo” nas comunidades camponesas da região de Bukowina (Europa central). Estas comunidades continuavam aplicando o antigo direito costumeiro, ignorando o Código Civil do Império Austro-Húngaro que oficialmente vigorava nesta região. Ehrlieh concluiu que o direito vivo, apesar de não
ser escrito, “domina a vida” (1986, p. 378). Este surge em determinados grupos sociais (“associações sociais”), que exercem um constrangimen- to psicológico sobre o indivíduo, levando-o a respeitar o direito inde- pendentemente da sanção estatal. Assim sendo, a obrigatoriedade do direito é uma decorrência do grau de aceitação social de suas regras. Esta conclusão foi exprimida na seguinte definição do direito: “As normas agem através da força social, a qual lhes é dada através do reconhecimento por parte de uma associação social (...). O direito é uma ordem interna de associações sociais (...). Nunca existiu uma época em #
que o direito proclamado pelo Estado tivesse sido o único direito” (Ehrlich, 1986, pp. 18, 47, 131).

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes