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o que é a teoria tridimensional

Direito Constitucional IUNIDERP - ANHANGUERA

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Segundo a teoria tridimensional, elaborada por Miguel Reale, o Direito se compõe da conjugação harmônica dos três aspectos básicos e primordiais:

  • o aspecto fático (fato) ou seja, o seu nicho social e histórico;
  • o aspecto axiológico (valor) ou seja, os valores buscados pela sociedade, como a Justiça; e
  • o aspecto normativo (norma) ou seja, o aspecto de ordenamento do Direito.

O fato vem a ser um acontecimento social que envolve interesses básicos para o homem e que por isso se enquadra no conjunto de assuntos regulados pela ordem jurídica. Miguel Reale chama a atenção para a distinção existente entre as duas acepções que a palavra “fato” comporta na teoria tridimensional: o direito como fato histórico-cultural, um fenômeno social e como dimensão do direito. Importa distinguir o fato do direito, global e unilateralmente entendido como um acontecimento histórico, e quanto ao fato enquanto fator ou dimensão daquela experiência. – O fato indica uma circunstancia de cada momento no desenrolar do processo jurídico. Bem, fato nestas acepções, é tudo aquilo que naquele determinado meio do direito, corresponde ao já dado ou ao já posto no meio social e que valorativamente se integra na unidade ordenada da norma jurídica, dando resultado a dialeticidade dos três fatores.

O valor corresponde ao elemento moral do direito. Se toda obra humana é impregnada de valores, igualmente o direito, ele protege e procura realizar valores ou bens fundamentais e vida social.

A norma consiste no comportamento ou organização social imposto aos indivíduos.

A conjugação proposta por Reale pressupõe uma constante comunicação entre o primeiro e o segundo aspectos, que origina e também se relaciona com terceiro. Esta comunicação é denominada pelo próprio autor como a "dialética de implicação-polaridade", ou, "dialética de complementariedade". Esta dialética consiste na percepção de que fatos e valores estão constantemente relacionados na sociedade de maneira irredutível (polaridade) e de mútua dependência (implicação).

Tal teoria fora revolucionária e inovadora à época, vez que, anteriormente, o direito positivo e o jurisdicional deixavam o direito apenas como algo parcial, incompleto e, portanto, ineficiente, tratando-o como uma norma, apenas.

Miguel Reale, entretanto, não foi o primeiro jurisfilósofo a postular uma teoria tríplice, sendo que autores como Emil Lask, Gustav Radbruch, Roscoe Pound Wilhelm Sauer e Werner Goldschmidt já tinham, em suas obras, abordado, ainda que de forma superficial, a tridimensionalidade jurídica.

Segundo a teoria tridimensional, elaborada por Miguel Reale, o Direito se compõe da conjugação harmônica dos três aspectos básicos e primordiais:

  • o aspecto fático (fato) ou seja, o seu nicho social e histórico;
  • o aspecto axiológico (valor) ou seja, os valores buscados pela sociedade, como a Justiça; e
  • o aspecto normativo (norma) ou seja, o aspecto de ordenamento do Direito.

O fato vem a ser um acontecimento social que envolve interesses básicos para o homem e que por isso se enquadra no conjunto de assuntos regulados pela ordem jurídica. Miguel Reale chama a atenção para a distinção existente entre as duas acepções que a palavra “fato” comporta na teoria tridimensional: o direito como fato histórico-cultural, um fenômeno social e como dimensão do direito. Importa distinguir o fato do direito, global e unilateralmente entendido como um acontecimento histórico, e quanto ao fato enquanto fator ou dimensão daquela experiência. – O fato indica uma circunstancia de cada momento no desenrolar do processo jurídico. Bem, fato nestas acepções, é tudo aquilo que naquele determinado meio do direito, corresponde ao já dado ou ao já posto no meio social e que valorativamente se integra na unidade ordenada da norma jurídica, dando resultado a dialeticidade dos três fatores.

O valor corresponde ao elemento moral do direito. Se toda obra humana é impregnada de valores, igualmente o direito, ele protege e procura realizar valores ou bens fundamentais e vida social.

A norma consiste no comportamento ou organização social imposto aos indivíduos.

A conjugação proposta por Reale pressupõe uma constante comunicação entre o primeiro e o segundo aspectos, que origina e também se relaciona com terceiro. Esta comunicação é denominada pelo próprio autor como a "dialética de implicação-polaridade", ou, "dialética de complementariedade". Esta dialética consiste na percepção de que fatos e valores estão constantemente relacionados na sociedade de maneira irredutível (polaridade) e de mútua dependência (implicação).

Tal teoria fora revolucionária e inovadora à época, vez que, anteriormente, o direito positivo e o jurisdicional deixavam o direito apenas como algo parcial, incompleto e, portanto, ineficiente, tratando-o como uma norma, apenas.

Miguel Reale, entretanto, não foi o primeiro jurisfilósofo a postular uma teoria tríplice, sendo que autores como Emil Lask, Gustav Radbruch, Roscoe Pound Wilhelm Sauer e Werner Goldschmidt já tinham, em suas obras, abordado, ainda que de forma superficial, a tridimensionalidade jurídica.

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Kenia Serena

Há mais de um mês

A Teoria Tridimensional do Direito, de Miguel Reale, trata do fenômeno do nascimento do Direito. Cuida da tríade que legitima o Direito e sua aplicação na sociedade. Tal sistema é composto pelo fato (fato social), valor (valor moral) e norma (regra). Um fato que tem valoração em sentido amplo tende a se tornar norma. E é justamente esse caminho percorrido que reveste de legitimidade a norma jurídica. Ela advém da própria vivência do homem em sociedade, através da consolidação de valores por meio dos quais analisamos os fatos sociais.
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Kenia Serena

Há mais de um mês

Que se confirmam abstratos, heterônomos, coercitivos.
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Tales

Há mais de um mês

Maurício, a teoria Tridimensional do Direito existe (segundo Reale) pra explicar a existência de determinada norma jurídica. É composta pela tríade: FATO (acontecimento natural ou não que tenha relevância social), VALOR (o que a sociedade acha daquele fato. Qual a valoração imputada? Negativa ou Positiva?) e NORMA. Assim, em cada caso concreto, você poderá visualizar estes três pontos. EXemplificando, imagine um caso de estupro. O fato seria o ato em si, o "valor" estaria em a sociedade repudiar tal atitude e a norma seria o reflexo disso, uma norma jurídica que tipifica tal fato como sendo criminoso.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas