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O fato de uma sentença ser anulada interrompe o marco prescricional? Por quê?


1 resposta(s)

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Mayara

Há mais de um mês

Se o juiz absolve ou impronuncia e o Tribunal reforma, a data interruptiva é o julgamento pelo Tribunal. Se o Tribunal reforma a pronúncia, dizem alguns doutrinadores, esta deixa de ser marco interruptivo. Tal entendimento é bastante discutível e Damásio entende que não. Pois a lei não exige que haja o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, da mesma forma como ocorre com a sentença penal condenatória. Assim, pois, no caso de reforma da decisão, permanece a pronúncia (primeiro grau) como marco interruptivo da prescrição. Diferentemente é o caso quando a decisão é anulada pelo segundo grau, pois, nesse caso, em razão de que o nulo não gera efeitos, a decisão anulada deixa de ser marco interruptivo da prescrição.

A sentença absolutória não interrompe a prescrição, mas se o Tribunal condena, o acórdão interrompe a prescrição, o que ocorre na data da sessão de julgamento.

 

Se o juiz absolve ou impronuncia e o Tribunal reforma, a data interruptiva é o julgamento pelo Tribunal. Se o Tribunal reforma a pronúncia, dizem alguns doutrinadores, esta deixa de ser marco interruptivo. Tal entendimento é bastante discutível e Damásio entende que não. Pois a lei não exige que haja o trânsito em julgado da decisão de pronúncia, da mesma forma como ocorre com a sentença penal condenatória. Assim, pois, no caso de reforma da decisão, permanece a pronúncia (primeiro grau) como marco interruptivo da prescrição. Diferentemente é o caso quando a decisão é anulada pelo segundo grau, pois, nesse caso, em razão de que o nulo não gera efeitos, a decisão anulada deixa de ser marco interruptivo da prescrição.

A sentença absolutória não interrompe a prescrição, mas se o Tribunal condena, o acórdão interrompe a prescrição, o que ocorre na data da sessão de julgamento.

 

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