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Comente sobre a classificação dos fatos jurídicos segundo Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald.


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

  • Fatos jurídicos lícitos: concretizados em conformidade com a ordem jurídica.
  • Fatos jurídicos em sentido amplo: acontecimentos, dependentes ou não da vontade humana, que tem potencialidade para iniciar, modificar ou extinguir direitos;
    • Sentido stricto: acontecimento involuntário, sem elemento volitivo, que produz efeitos jurídicos (causados pela natureza). Pode haver eventual participação humana, mas é desnecessária para sua composição
      (exemplo: a morte, mesmo que provocada, é natural).
    • Ato jurídico em sentido amplo: há necessária presença da vontade humana
      • Sentido stricto: Há mera aderência aos efeitos estabelecidos pelo ordenamento. Assim, a vontade humana existe apenas para aderir a efeitos jurídicos já estabelecidos em norma jurídica anterior (e.g. reconhecimento de paternidade - o pai reconhece, mas os efeitos estão na lei)..
      • Negócios jurídicos: há vontade criadora, tanto na aderência quanto nos efeitos, podendo ser unilateral ou bilateral, inter vivos ou mortis causae.
    • Atos-fatos jurídicos: ato humano é essencial, mas a vontade humana é irrelevante para produção de efeitos. Exemplo: ao achar coisa perdida, o descobridor que a restituir passa a fazer jus à recompensa,
      tenha querido ou não adquirir tal direito.
  • Fatos ilícitos: uma vez concretizados, violam as normas.

(Baseado em resumo que fiz durante meus estudos de Direito Civil, utilizando o Curso de Direito Civil, de Nelson Rosenvald e Cristiano Chaves de Farias, 2014 - tenho a versão impressa).

  • Fatos jurídicos lícitos: concretizados em conformidade com a ordem jurídica.
  • Fatos jurídicos em sentido amplo: acontecimentos, dependentes ou não da vontade humana, que tem potencialidade para iniciar, modificar ou extinguir direitos;
    • Sentido stricto: acontecimento involuntário, sem elemento volitivo, que produz efeitos jurídicos (causados pela natureza). Pode haver eventual participação humana, mas é desnecessária para sua composição
      (exemplo: a morte, mesmo que provocada, é natural).
    • Ato jurídico em sentido amplo: há necessária presença da vontade humana
      • Sentido stricto: Há mera aderência aos efeitos estabelecidos pelo ordenamento. Assim, a vontade humana existe apenas para aderir a efeitos jurídicos já estabelecidos em norma jurídica anterior (e.g. reconhecimento de paternidade - o pai reconhece, mas os efeitos estão na lei)..
      • Negócios jurídicos: há vontade criadora, tanto na aderência quanto nos efeitos, podendo ser unilateral ou bilateral, inter vivos ou mortis causae.
    • Atos-fatos jurídicos: ato humano é essencial, mas a vontade humana é irrelevante para produção de efeitos. Exemplo: ao achar coisa perdida, o descobridor que a restituir passa a fazer jus à recompensa,
      tenha querido ou não adquirir tal direito.
  • Fatos ilícitos: uma vez concretizados, violam as normas.

(Baseado em resumo que fiz durante meus estudos de Direito Civil, utilizando o Curso de Direito Civil, de Nelson Rosenvald e Cristiano Chaves de Farias, 2014 - tenho a versão impressa).

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ABC

Há mais de um mês

Savigny definia os fatos jurídicos como os acontecimentos em virtude dos quais as relações de direito nascem e se extinguem. 

Todos os fatos que ocorrem no mundo, previstos pelo ordenamento jurídico e capazes de produzir eficácia jurídica, constituem os fatos jurídicos.

A maioria dos autores admite a idéia de fato jurídico como sendo o meio previsto pelo direito positivo capaz de originar, modificar ou extinguir uma relação jurídica. Conseqüentemente, sem fato jurídico não ha relação jurídica, por ser condição de sua origem, modificação ou extinção.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas