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O que é Filosofia? Para que serve a Filosofia no mundo atual?


3 resposta(s)

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Jonas Dias

Há mais de um mês

O que é a filosofia?

Este questionamento vem desde a época grega provocando severas discussões, e embates solitários.  Ao longo dos séculos esta discussão ultrapassou as fronteiras das academias e alcançou o senso comum a ponto de ser confundida com mero ponto de vista. Tal é que o homem comum se apropriou do conceito e solta expressões “minha filosofia” ou “não é a minha filosofia”. Este apropriar-se do conceito filosofia busca enquadrar a própria filosofia na gaiola particular do pensamento das conveniências individuais.

Necessário é perceber que a resposta não será uníssona e nem unívoca. E a filosofia aceita discordâncias de pensamento. A filosofia que não aceita discordâncias de pensamento não pode ser chamada de filosofia. Sustento minha afirmação com a autoridade  de Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), que disse: Posso não concordar com o que tu dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo.

Esta aceitação de diferentes correntes filosóficas é que nos permite navegar pela História da Filosofia. A filosofia é etimologicamente o “amor pelo saber” , mas sabemos que ela vai além disto. Para não fugir da proposta, nos ateremos ao que diz ser a filosofia a partir do texto “Disciplina e experiência” , escrito em forma de entrevista concedida por Giuseppe Ferraro a Walter Omar Kohan. A entrevista aconteceu na livraria Travessa do Rio de Janeiro.

Ferraro declara que possui experiência no Ensino de Filosofia, transitando por diferentes personagens a saber: Crianças, adolescentes, universitários e prisões.  Um público amplo que acreditamos proporcionar de fato uma reflexão sobre o que é filosofia. A criança sem o medo de perguntar, posto que, o espírito pueril lhe dá a coragem necessária para querer saber porque o céu é azul. Os adolescentes com a sua mudança de personalidade que transita entre dois mundos, para quem o futuro é tão incerto quanto o do filósofo que caiu nas garras da intolerância. Os universitários com sua sede de descoberta acadêmica e por fim, o mais espinhoso acredito eu, os prisioneiros que mesmo tendo o seu corpo encarcerado descobre na filosofia a capacidade de voar livremente.

Não há como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. A filosofia é que leva o prisioneiro a desvencilhar-se das correntes, e é a mesma filosofia que o leva a ser agredido pelos outros prisioneiros. Uma experiência desta magnitude provoca vontade de “tocar” o pensador.

Para Ferraro, a filosofia é antes de tudo uma disciplina e não uma matéria, e é isto que a faz tão urgente. Como disciplina ela deve provocar a “apropriação pessoal de um saber”. E o professor de filosofia deve atentar para as peculiaridades de cada público. A filosofia é para Ferraro uma necessidade pessoal e social, uma exigência.  Concordo com a definição e encontro a explicação para a apropriação da filosofia realizada pelo homem comum (que mencionei no início). O senso comum apropria-se da filosofia a tal ponto de falar “minha filosofia” porque tem necessidade, tem exigência, de ter filosofia. E aprendo com Ferraro que a “filosofia de cada um é o sentido que se dá, na própria existência, à vida” Ainda na esteira de Ferraro, aprendemos que a exigência maior da filosofia, permanece imutável desde a época em que Sócrates compareceu no templo de Delfos e leu a inscrição no pórtico que é até hoje o maior aforismo da filosofia. “gnōthi seauton”. Conhece te a ti mesmo. Quando lembramos que este aforismo é um alerta para termos cuidado com a “doxa” (opinião, verdade óbvia) de uma multidão, percebemos o processo de apropriação da filosofia, como sendo um escape do que pensa o outro ou os outros em relação a determinado assunto, e então mesmo sem aperceber o homem comum diz que “esta não é minha filosofia”.

Quando Ferraro coloca como ponto de sustentação o questionamento “Como posso conhecer a mim mesmo?” e explica que a relação da filosofia é restabelecer o olhar com quem nos quer bem, avança na definição simplista de que a filosofia é amiga do saber. Ela (a filosofia) é o vínculo com algo que é caro. E ao “ensinador de filosofia” cabe desvendar este processo que é uma via de mão dupla, pois quando se descobre o que é caro ao outro refletimos sobre o que é caro para nós mesmos.

O que é a filosofia?

Este questionamento vem desde a época grega provocando severas discussões, e embates solitários.  Ao longo dos séculos esta discussão ultrapassou as fronteiras das academias e alcançou o senso comum a ponto de ser confundida com mero ponto de vista. Tal é que o homem comum se apropriou do conceito e solta expressões “minha filosofia” ou “não é a minha filosofia”. Este apropriar-se do conceito filosofia busca enquadrar a própria filosofia na gaiola particular do pensamento das conveniências individuais.

Necessário é perceber que a resposta não será uníssona e nem unívoca. E a filosofia aceita discordâncias de pensamento. A filosofia que não aceita discordâncias de pensamento não pode ser chamada de filosofia. Sustento minha afirmação com a autoridade  de Voltaire (Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), que disse: Posso não concordar com o que tu dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo.

Esta aceitação de diferentes correntes filosóficas é que nos permite navegar pela História da Filosofia. A filosofia é etimologicamente o “amor pelo saber” , mas sabemos que ela vai além disto. Para não fugir da proposta, nos ateremos ao que diz ser a filosofia a partir do texto “Disciplina e experiência” , escrito em forma de entrevista concedida por Giuseppe Ferraro a Walter Omar Kohan. A entrevista aconteceu na livraria Travessa do Rio de Janeiro.

Ferraro declara que possui experiência no Ensino de Filosofia, transitando por diferentes personagens a saber: Crianças, adolescentes, universitários e prisões.  Um público amplo que acreditamos proporcionar de fato uma reflexão sobre o que é filosofia. A criança sem o medo de perguntar, posto que, o espírito pueril lhe dá a coragem necessária para querer saber porque o céu é azul. Os adolescentes com a sua mudança de personalidade que transita entre dois mundos, para quem o futuro é tão incerto quanto o do filósofo que caiu nas garras da intolerância. Os universitários com sua sede de descoberta acadêmica e por fim, o mais espinhoso acredito eu, os prisioneiros que mesmo tendo o seu corpo encarcerado descobre na filosofia a capacidade de voar livremente.

Não há como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. A filosofia é que leva o prisioneiro a desvencilhar-se das correntes, e é a mesma filosofia que o leva a ser agredido pelos outros prisioneiros. Uma experiência desta magnitude provoca vontade de “tocar” o pensador.

Para Ferraro, a filosofia é antes de tudo uma disciplina e não uma matéria, e é isto que a faz tão urgente. Como disciplina ela deve provocar a “apropriação pessoal de um saber”. E o professor de filosofia deve atentar para as peculiaridades de cada público. A filosofia é para Ferraro uma necessidade pessoal e social, uma exigência.  Concordo com a definição e encontro a explicação para a apropriação da filosofia realizada pelo homem comum (que mencionei no início). O senso comum apropria-se da filosofia a tal ponto de falar “minha filosofia” porque tem necessidade, tem exigência, de ter filosofia. E aprendo com Ferraro que a “filosofia de cada um é o sentido que se dá, na própria existência, à vida” Ainda na esteira de Ferraro, aprendemos que a exigência maior da filosofia, permanece imutável desde a época em que Sócrates compareceu no templo de Delfos e leu a inscrição no pórtico que é até hoje o maior aforismo da filosofia. “gnōthi seauton”. Conhece te a ti mesmo. Quando lembramos que este aforismo é um alerta para termos cuidado com a “doxa” (opinião, verdade óbvia) de uma multidão, percebemos o processo de apropriação da filosofia, como sendo um escape do que pensa o outro ou os outros em relação a determinado assunto, e então mesmo sem aperceber o homem comum diz que “esta não é minha filosofia”.

Quando Ferraro coloca como ponto de sustentação o questionamento “Como posso conhecer a mim mesmo?” e explica que a relação da filosofia é restabelecer o olhar com quem nos quer bem, avança na definição simplista de que a filosofia é amiga do saber. Ela (a filosofia) é o vínculo com algo que é caro. E ao “ensinador de filosofia” cabe desvendar este processo que é uma via de mão dupla, pois quando se descobre o que é caro ao outro refletimos sobre o que é caro para nós mesmos.

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Pedro Pedreira Jumior

Há mais de um mês

Leia 02 livros considerados de "auto ajuda", mas que podem te dar uma noção da aplicaçãoprtaica da filosofia nas relações diárias do ser humamo: 1) Mais Platão e menos Prozac e Pergunte a Plataão, de lou marinof.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes