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Poem me ajudar caso concreto semana 7

Caso Concreto Jonas foi condenado às penas do art. 302 da Lei 9503/97 (CTB), em concurso formal próprio, por ter atropelado, na direção de veículo automotor, cinco pessoas que estavam paradas num ponto de ônibus. Considerando que Jonas já possuía em suas anotações criminais condenação transitada em julgado por crime de Latrocínio na forma tentada, cuja pena fora totalmente cumprida há dois anos, o juiz que o condenou pelos novos crimes cometidos, não substituiu sua pena privativa de liberdade definitiva por restritiva de direitos sob a fundamentação de se tratar de réu reincidente. Considerando o caso hipotético, analise a decisão do magistrado quanto ao seu fundamento
Direito Penal IIESTÁCIO

13 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

Concurso formal

Ocorre quando o autor da infração, mediante uma única conduta ou omissão, pratica dois ou mais delitos, iguais ou não. No concurso formal, caso ocorram crimes diversos, aplica-se ao agente a pena do crime mais grave, aumentada de um sexto até metade. No entanto, em se tratando de crimes idênticos, deverá ser aplicada a pena de apenas um deles, também acrescida de um sexto até metade. Caso, porém, os resultados obtidos decorram de desígnios autônomos, oriundos de condutas dolosas, aplicar-se-á cumulativamente as penas em que haja incorrido. Em não sendo este o caso, a pena aplicada jamais poderá exceder a somatória das penas dos delitos considerados individualmente.

A não substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, encontra guarida no artigo:

Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as
privativas de liberdade, quando:

 

I.aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;

II.o réu não for reincidente em crime doloso;

III.a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.

 

Desta forma muito bem fundamentada a decisão do magistrado.

Concurso formal

Ocorre quando o autor da infração, mediante uma única conduta ou omissão, pratica dois ou mais delitos, iguais ou não. No concurso formal, caso ocorram crimes diversos, aplica-se ao agente a pena do crime mais grave, aumentada de um sexto até metade. No entanto, em se tratando de crimes idênticos, deverá ser aplicada a pena de apenas um deles, também acrescida de um sexto até metade. Caso, porém, os resultados obtidos decorram de desígnios autônomos, oriundos de condutas dolosas, aplicar-se-á cumulativamente as penas em que haja incorrido. Em não sendo este o caso, a pena aplicada jamais poderá exceder a somatória das penas dos delitos considerados individualmente.

A não substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos, encontra guarida no artigo:

Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as
privativas de liberdade, quando:

 

I.aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer
que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;

II.o réu não for reincidente em crime doloso;

III.a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.

 

Desta forma muito bem fundamentada a decisão do magistrado.

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Gabriela

Há mais de um mês

A decisão está incorreta, a única reincidência que impede a substituição é em crime doloso da mesma espécie. Fundamento: art. 44, II, c/c §3º.

Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando:

II – o réu não for reincidente em crime doloso;

  • 3oSe o condenado for reincidente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime.
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Tatiana

Há mais de um mês

De acordo com Art. 44, § 3º Se o condenado for reincindente, o juiz poderá aplicar a substituição, desde que, em face de condenação anterior, a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da pratica do mesmo crime. 

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ANA

Há mais de um mês

Equivocou-Se o magistrado, uma vez que , o que impede a substituição é a reincidência em crime doloso, que não constitui a hipótese presente. ( crime culposo).

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas