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Qual o conceito de erro de direito e erro de fato?

Livro do carlos Gonçalves, cap 3 , LINDB


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

Conceito: O erro consiste em uma falsa representação da realidade. Nessa modalidade de vicio do consentimento o agente engana-se sozinho. Ou seja, em relação a uma pessoa, negócio, objeto ou direito, que acomete a vontade de uma das partes que celebrou o negócio jurídico.

 

Código Civil equiparou o erro à ignorância, mas ambos expressam situações distintas. Enquanto no erro é a ideia falsa da realidade, na ignorância é o completo desconhecimento da realidade dos fatos ou da lei. Num e noutro caso, o agente é levado a praticar o ato ou a realizar o negócio que não celebraria por certo, ou que praticaria em circunstancias diversas, se estivesse devidamente esclarecido ³. Entretanto, o erro sé é considerado como causa de anulabilidade ou nulidade relativa do negocio jurídico se for: essencial ou substancial (art. 138, do CC), escusável ou perdoável e real.

O erro essencial ou substancial é aquele que incide sobre a causa do negócio que se prática, sem o qual este não teria se realizado. Um exemplo seria, uma pessoa compra um brinco achando que é de prata, mas na verdade é de bijuteria.

Para Leonardo de Andrade Costa “o erro de direito situa-se no conhecimento da norma, que inclui o conhecimento dos efeitos jurídicos que sua incidência produz” (2015, p. 16). Esclarece, ainda, em outras palavras, que:

[…] o erro de direito ocorre quando não seja aplicada a lei ou quando a má aplicação desta seja notória e indiscutível, enquanto a mudança de critério jurídico ocorre, basicamente, com a substituição, pelo órgão de aplicação do direito, de uma interpretação por outra, sem que se possa dizer que qualquer delas seja incorreta. (COSTA, 2015, p. 122).

Com relação ao erro de fato, Ricardo Lobo Torres, apud Leonardo de Andrade Costa, esclarece que o erro de fato seria o decorrente da inexata identificação da quaestio facti, isto é “do fato da vida real que se deva subsumir na hipótese abstrata prevista na norma”, afirmando ser “vã a tentativa de separar questão de fato da questão de direito, porque são interdependentes e o fato só pode ser qualificado sob a perspectiva da norma”. (2015, p. 46).

Sacha Calmon Navarro Coêlho, por sua vez, esclarece que “o erro de fato ou erro sobre o fato dar-se-ia no plano dos acontecimentos: dar por ocorrido o que não ocorreu. Valorar fato diverso daquele implicado na controvérsia ou no tema sob inspeção” (2009, p. 708).

Em outras palavras, pode-se verificar que o chamado erro de fato está no conhecimento fático, está na situação fática, independente de relevância jurídica, enquanto que o erro de Direito prevê o conhecimento da norma jurídica.

Referências

COSTA, Leonardo de Andrade. Processo Administrativo Tributário. FGV Rio. Disponível em: https://direitorio.fgv.br/sites/direitorio.fgv.br/files/u100/processo_administrativo_tributari
o_2015-2.pdf>.

Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito Tributário Brasileiro. 10ª ed. Forense: Rio de Janeiro, 2009.

MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 30ª ed. Malheiros: São Paulo,
2009.

MARTINS, Ives Gandra da Silva (coord). Curso de Direito Tributário. 14ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013.

VADE MECUM ACADÊMICO DE DIREITO. 2012 – 2º semestre. 15ª ed. São Paulo: Rideel, 2012.

 

Conceito: O erro consiste em uma falsa representação da realidade. Nessa modalidade de vicio do consentimento o agente engana-se sozinho. Ou seja, em relação a uma pessoa, negócio, objeto ou direito, que acomete a vontade de uma das partes que celebrou o negócio jurídico.

 

Código Civil equiparou o erro à ignorância, mas ambos expressam situações distintas. Enquanto no erro é a ideia falsa da realidade, na ignorância é o completo desconhecimento da realidade dos fatos ou da lei. Num e noutro caso, o agente é levado a praticar o ato ou a realizar o negócio que não celebraria por certo, ou que praticaria em circunstancias diversas, se estivesse devidamente esclarecido ³. Entretanto, o erro sé é considerado como causa de anulabilidade ou nulidade relativa do negocio jurídico se for: essencial ou substancial (art. 138, do CC), escusável ou perdoável e real.

O erro essencial ou substancial é aquele que incide sobre a causa do negócio que se prática, sem o qual este não teria se realizado. Um exemplo seria, uma pessoa compra um brinco achando que é de prata, mas na verdade é de bijuteria.

Para Leonardo de Andrade Costa “o erro de direito situa-se no conhecimento da norma, que inclui o conhecimento dos efeitos jurídicos que sua incidência produz” (2015, p. 16). Esclarece, ainda, em outras palavras, que:

[…] o erro de direito ocorre quando não seja aplicada a lei ou quando a má aplicação desta seja notória e indiscutível, enquanto a mudança de critério jurídico ocorre, basicamente, com a substituição, pelo órgão de aplicação do direito, de uma interpretação por outra, sem que se possa dizer que qualquer delas seja incorreta. (COSTA, 2015, p. 122).

Com relação ao erro de fato, Ricardo Lobo Torres, apud Leonardo de Andrade Costa, esclarece que o erro de fato seria o decorrente da inexata identificação da quaestio facti, isto é “do fato da vida real que se deva subsumir na hipótese abstrata prevista na norma”, afirmando ser “vã a tentativa de separar questão de fato da questão de direito, porque são interdependentes e o fato só pode ser qualificado sob a perspectiva da norma”. (2015, p. 46).

Sacha Calmon Navarro Coêlho, por sua vez, esclarece que “o erro de fato ou erro sobre o fato dar-se-ia no plano dos acontecimentos: dar por ocorrido o que não ocorreu. Valorar fato diverso daquele implicado na controvérsia ou no tema sob inspeção” (2009, p. 708).

Em outras palavras, pode-se verificar que o chamado erro de fato está no conhecimento fático, está na situação fática, independente de relevância jurídica, enquanto que o erro de Direito prevê o conhecimento da norma jurídica.

Referências

COSTA, Leonardo de Andrade. Processo Administrativo Tributário. FGV Rio. Disponível em: https://direitorio.fgv.br/sites/direitorio.fgv.br/files/u100/processo_administrativo_tributari
o_2015-2.pdf>.

Sacha Calmon Navarro. Curso de Direito Tributário Brasileiro. 10ª ed. Forense: Rio de Janeiro, 2009.

MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 30ª ed. Malheiros: São Paulo,
2009.

MARTINS, Ives Gandra da Silva (coord). Curso de Direito Tributário. 14ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013.

VADE MECUM ACADÊMICO DE DIREITO. 2012 – 2º semestre. 15ª ed. São Paulo: Rideel, 2012.

 

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Wenderson

Há mais de um mês

Erro de fato é aquele em que o agente erra por meio de uma falsa percepção da realidade.

Erro de direito o agente erra quanto o desconhecimento da lei, cuidado, ninguém poderá alegar desconhecimento da lei (Art. 3º, LINDB), em virtude disso, Desconhecimento da lei é desconhecer o diploma legalmente imposto, ou seja, o texto da lei, os preceitos que nos regem.

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César

Há mais de um mês

Erro de fato é quando o agente tem uma falsa percepção dos fatos.

Erro de direito é quando o agente comete o erro por desconhecer a lei.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas