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Qual diferença entre representação e assistência?

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2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

Novo Código de Processo Civil em nada alterou a matéria. As disposições que tratam especificamente da capacidade processual podem ser encontradas no artigo 70 e seguintes; a capacidade em geral continua a ser disciplinada pelo Código Civil.

 

A respeito dos incapazes, absoluta ou relativamente, limita-se o artigo 71 do NCPC a dizer que poderão ser representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei.

 

A regra é clara: os menores de dezesseis anos serão sempre representados; os maiores de dezesseis e menores de dezoito serão assistidos.

Mas, em termos práticos, qual é a diferença entre representação e assistência?

Aqueles que são representados – os absolutamente incapazes, denominados menores impúberes – têm sua vida gerida pelo representante, que pode manifestar sua vontade em juízo, celebrar negócios em seu nome etc., desde que atendidos os pressupostos legais para fazê-lo e respeitados os interesses do representado. Na representação, é a figura do incapaz que se vislumbra através do representante.

Por sua vez, os assistentes caminham lado a lado com os assistidos (menores púberes), de modo que uma presença não substitui a outra. A figura do assistente está ali para assegurar-se da regularidade dos atos praticados ou negócios celebrados pelo assistido, bem como do respeito aos direitos deste.

O menor representado em juízo não precisa (e não pode) firmar instrumento de procuração, o que deve ser feito pelo seu representante. O menor assistido deve assinar procuração, na qual constará também a assinatura do assistente.

Nas ações que versam sobre interesses de menores absolutamente incapazes (representados) ou relativamente incapazes (assistidos) é obrigatória a atuação do Ministério Público na condição de fiscal da lei, sob pena de nulidade dos atos processuais.

A representação e assistência dos filhos menores será preferencialmente realizada pelos pais, nos termos do artigo 1.690 do Código Civil.

Novo Código de Processo Civil em nada alterou a matéria. As disposições que tratam especificamente da capacidade processual podem ser encontradas no artigo 70 e seguintes; a capacidade em geral continua a ser disciplinada pelo Código Civil.

 

A respeito dos incapazes, absoluta ou relativamente, limita-se o artigo 71 do NCPC a dizer que poderão ser representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei.

 

A regra é clara: os menores de dezesseis anos serão sempre representados; os maiores de dezesseis e menores de dezoito serão assistidos.

Mas, em termos práticos, qual é a diferença entre representação e assistência?

Aqueles que são representados – os absolutamente incapazes, denominados menores impúberes – têm sua vida gerida pelo representante, que pode manifestar sua vontade em juízo, celebrar negócios em seu nome etc., desde que atendidos os pressupostos legais para fazê-lo e respeitados os interesses do representado. Na representação, é a figura do incapaz que se vislumbra através do representante.

Por sua vez, os assistentes caminham lado a lado com os assistidos (menores púberes), de modo que uma presença não substitui a outra. A figura do assistente está ali para assegurar-se da regularidade dos atos praticados ou negócios celebrados pelo assistido, bem como do respeito aos direitos deste.

O menor representado em juízo não precisa (e não pode) firmar instrumento de procuração, o que deve ser feito pelo seu representante. O menor assistido deve assinar procuração, na qual constará também a assinatura do assistente.

Nas ações que versam sobre interesses de menores absolutamente incapazes (representados) ou relativamente incapazes (assistidos) é obrigatória a atuação do Ministério Público na condição de fiscal da lei, sob pena de nulidade dos atos processuais.

A representação e assistência dos filhos menores será preferencialmente realizada pelos pais, nos termos do artigo 1.690 do Código Civil.

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Charlison Nadur

Há mais de um mês

Na assistência, a tutela do interesse do assistido é feita, mediante manifestação de sua vontade, em conjunto com o assistente; na representação, a tutela do interesse do representado é feita exclusivamente pelo representante, em seu nome.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas