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Órgão transplantado pode ser doao novamente?

Olá, não sei se estou fazendo a minha pergunta no lugar certo. Sou da engenharia, mas uma dúvida apareceu em minha mente e acho que vocês podem me ajudar.

A dúvida é!

Uma pessoa precisou de um transplante de coração (poderia ser outro órgão também, mas enfim), ok ela conseguiu e viveu cerca de 70 anos. Após sua morte foi constatado que ela era doadora de órgãos. E aí? O coração que já foi de um primeiro e segundo ser, poderia ser de um terceiro ser e assim sucessivamente?

Até quando esse órgão duraria? Existe algum procedimento quanto a isso?

 


5 resposta(s)

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Rômulo C Ar

Há mais de um mês

O coração particularmente possui uma característica bem específica do orgão quanto ao seu processo de envelhecimento.

Em corações mais jovens, há menos ramificações de vasos do que em corações de idosos por exemplo, o que torna os jovens bem mais susceptíveis ao Infarto Agudo do Miocárdio fulminante do que os idosos. Pois imagine uma cidade com poucas vias de acesso. Se ocorrer um engarrafamento em uma via haverá menos possibilidade de fluxo o que levará à um rush generalizado no trânsito. Agora pense em uma cidade mais antiga com inúmeras vias de acesso alternativo. Mesmo que haja congestionamento em uma, haverá mais possibilidade de que o trânsito continue fluíndo como um todo através das outras demais vias de acesso. Por isso o IAM costuma ser bem mais fatal em jovens, tornando com isto o coração de um idoso tão bom quanto ou até melhor. Ou seja, a idade do orgão em sí não interfere muito neste aspecto.

Por definição não há nenhuma restrição absoluta, exceto para doenças cardíacas, ou seja, no próprio orgão (ou outro orgão do qual se trate a questão) e pacientes com doenças infectocontagiosas que impeçam impreterivelmente a doação.

Digamos que o referido idoso de 70 anos que evoluiu à obito tenha sido transplantado dois anos antes e tenha recebido um coração saudável. A resposta é sim. O coração dele poderá novamente ser transplantado sem acarratar nenhum tipo de problema.

Abçs

O coração particularmente possui uma característica bem específica do orgão quanto ao seu processo de envelhecimento.

Em corações mais jovens, há menos ramificações de vasos do que em corações de idosos por exemplo, o que torna os jovens bem mais susceptíveis ao Infarto Agudo do Miocárdio fulminante do que os idosos. Pois imagine uma cidade com poucas vias de acesso. Se ocorrer um engarrafamento em uma via haverá menos possibilidade de fluxo o que levará à um rush generalizado no trânsito. Agora pense em uma cidade mais antiga com inúmeras vias de acesso alternativo. Mesmo que haja congestionamento em uma, haverá mais possibilidade de que o trânsito continue fluíndo como um todo através das outras demais vias de acesso. Por isso o IAM costuma ser bem mais fatal em jovens, tornando com isto o coração de um idoso tão bom quanto ou até melhor. Ou seja, a idade do orgão em sí não interfere muito neste aspecto.

Por definição não há nenhuma restrição absoluta, exceto para doenças cardíacas, ou seja, no próprio orgão (ou outro orgão do qual se trate a questão) e pacientes com doenças infectocontagiosas que impeçam impreterivelmente a doação.

Digamos que o referido idoso de 70 anos que evoluiu à obito tenha sido transplantado dois anos antes e tenha recebido um coração saudável. A resposta é sim. O coração dele poderá novamente ser transplantado sem acarratar nenhum tipo de problema.

Abçs

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Alison Borges

Há mais de um mês

Hmm que interessante! Muito obrigado pela resposta Rômulo!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes