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O que são os vícios redibitórios?

Quais os seus requisitos e efeitos e quais as ações que podem ser propostas caso sejam constatados? Como a matéria é tratada no Codigo de Defesa do Consumidor?  


2 resposta(s)

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Aurelio Rios

Há mais de um mês

Segundo Carlos Roberto Gonçalves, vícios redibitórios "são defeitos ocultos em coisa recebida em virtude de contrato
comutativo, que a tornam imprópria ao uso a que se destina, ou lhe diminuam o valor." Os requisitos são: que a natureza do contrato seja comutativo, ou se trate de doação onerosa; o defeito seja genuinamente oculto, ou seja, um mecânico não pode alegar defeito oculto em um carro como um leigo alegaria, por exemplo; que os defeitos existam no momento da contratação e que existam até o momento reclamatório; que os defeitos sejam desconhecidos pelo adquirente, um anuncio que diz: - "vendo a coisa no estado que se encontra", não presume desconhecimento; e por fim, que os defeitos sejam grave a ponto de haver diminuição considerável no valor da coisa ou prejudicar o uso desta. Em se tratatando dos efeitos alguns podem ser considerados: o defeito oculto não pereceptível de forma simplória pelo adquirente pode este rejeitar a coisa ou pedir diminuição do preço;  deve se verificar a boa-fé ou má-fé do alienante, sendo neste último caso, haver reparação por perdas e danos além do abatimento no preço, ou no caso de devolução da coisa do preço total.
As ações cabíveis são: ação redibitória que consiste na rescisão contratual voltando ao "status quo"; ação quanti minoris ou estimatória, em que o adquirente fica com a coisa porém reclama abatimento no preço, sendo esta ação não aplicável para o caso de perecimento da coisa por causa do defeito oculto; e ainda ações edílicas.
Tratando-se de vendas regidas pelo Código de Defesa do Consumidor, tanto os defeitos ocultos quanto os defeitos de fácil detecção devem ser considerados. Há uma maior proteção ao hipossuficiente, responsabilizando também o fabricante para que este troque o produto por outro de mesma espécie (boa-fé objetiva e responsabilidade objetiva).

Segundo Carlos Roberto Gonçalves, vícios redibitórios "são defeitos ocultos em coisa recebida em virtude de contrato
comutativo, que a tornam imprópria ao uso a que se destina, ou lhe diminuam o valor." Os requisitos são: que a natureza do contrato seja comutativo, ou se trate de doação onerosa; o defeito seja genuinamente oculto, ou seja, um mecânico não pode alegar defeito oculto em um carro como um leigo alegaria, por exemplo; que os defeitos existam no momento da contratação e que existam até o momento reclamatório; que os defeitos sejam desconhecidos pelo adquirente, um anuncio que diz: - "vendo a coisa no estado que se encontra", não presume desconhecimento; e por fim, que os defeitos sejam grave a ponto de haver diminuição considerável no valor da coisa ou prejudicar o uso desta. Em se tratatando dos efeitos alguns podem ser considerados: o defeito oculto não pereceptível de forma simplória pelo adquirente pode este rejeitar a coisa ou pedir diminuição do preço;  deve se verificar a boa-fé ou má-fé do alienante, sendo neste último caso, haver reparação por perdas e danos além do abatimento no preço, ou no caso de devolução da coisa do preço total.
As ações cabíveis são: ação redibitória que consiste na rescisão contratual voltando ao "status quo"; ação quanti minoris ou estimatória, em que o adquirente fica com a coisa porém reclama abatimento no preço, sendo esta ação não aplicável para o caso de perecimento da coisa por causa do defeito oculto; e ainda ações edílicas.
Tratando-se de vendas regidas pelo Código de Defesa do Consumidor, tanto os defeitos ocultos quanto os defeitos de fácil detecção devem ser considerados. Há uma maior proteção ao hipossuficiente, responsabilizando também o fabricante para que este troque o produto por outro de mesma espécie (boa-fé objetiva e responsabilidade objetiva).

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Matheus Leonardo

Há mais de um mês

Vícios redibitórios são defeitos ocultos em coisa recebida, em decorrência de contrato comutativo, que tornam a coisa adquirida imprópria ao uso a que se destina ou lhe diminuam o valor. 
Descobertos os vícios ocultos, ocorrerá a redibição da coisa, ou seja, torna-se sem efeito o contrato, acarretando-lhe a resolução, com a restituição da coisa defeituosa ao seu antigo dono ou sendo concedido um abatimento no preço, se preferir o adquirente. 
A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. 
Elementos caracterizadores 

Para que seja caracterizado o vício redibitório, há de estarem presentes os seguintes requisitos: 

a) que a coisa tenha sido adquirida em virtude de contrato comutativo, ou de doação com encargo; 

b) que esteja presente vício ou defeito prejudicial à sua utilização, ou lhe diminuam o valor; 

c) que estes defeitos sejam ocultos; 

d) que os defeitos sejam graves; 

e) que o defeito já existia no momento da celebração do contrato e que perdure até o instante da reclamação

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes