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Criticas as teorias de Savigny e de Ihering diante da nova ordem funcional (constitucional)

Trabalho de civil V com o professor Juventino Gomes de Miranda Filho

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Direito Civil VPUC-MINAS

2 resposta(s)

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Yuri

Há mais de um mês

Para Savigny, autor da teoria subjetivista da posse, esta nasce como uma situação de fato que, ao ser protegida pelo Direito, acaba por se transformar em um direito. Segundo esta teoria é necessário, para a caracterização da posse, o elemento objetivo (corpus), isto é, a apreensão física direta da coisa, dentro da esfera de seu poder; e também o elemento subjetivo (animus domini), ou seja, vontade de ter a coisa como sua. (Orlando Gomes, Direitos Reais, Rio de Janeiro, Ed. Forense, 2004, 19ª Edição)

A teoria objetivista da posse, de autoria de Ihering se caracteriza por entender que o elemento objetivo da posse, citado por Savigny, é suficiente para comprovar a existência de posse. O autor vai além ainda ao explicar que a presença deste elemento objetivo pode ser detectado de maneira objetiva, pois segundo ele, a posse é a exteriorização da propriedade, sua parte visível.  O possuidor age em nome da coisa como se fosse o proprietário. Ao vislumbrar a posse, presume-se a propriedade.(IHERING, Rudolf von. Teoria Simplificada da posse. São Paulo: Edipro, 2002, 2a edição.)

O Código Civil atual, assim como já o fazia o de 1916, adotou predominantemente, a teoria objetiva de Ihering, apesar de ter se inspirado na teoria de Savigny. Consoante redação do seu art. 1196,  “considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade”. A principal crítica ou superação das teorias de Savigny e Ihering é que a interpretação desse artigo está sujeita ao princípio da função social da propriedade (envolvendo vários critérios abertos como justiça, necessidade e legitimidade), e que, portanto, os direitos reais não se exaurem meramente nos conceitos positivos de posse e propriedade.

Para Savigny, autor da teoria subjetivista da posse, esta nasce como uma situação de fato que, ao ser protegida pelo Direito, acaba por se transformar em um direito. Segundo esta teoria é necessário, para a caracterização da posse, o elemento objetivo (corpus), isto é, a apreensão física direta da coisa, dentro da esfera de seu poder; e também o elemento subjetivo (animus domini), ou seja, vontade de ter a coisa como sua. (Orlando Gomes, Direitos Reais, Rio de Janeiro, Ed. Forense, 2004, 19ª Edição)

A teoria objetivista da posse, de autoria de Ihering se caracteriza por entender que o elemento objetivo da posse, citado por Savigny, é suficiente para comprovar a existência de posse. O autor vai além ainda ao explicar que a presença deste elemento objetivo pode ser detectado de maneira objetiva, pois segundo ele, a posse é a exteriorização da propriedade, sua parte visível.  O possuidor age em nome da coisa como se fosse o proprietário. Ao vislumbrar a posse, presume-se a propriedade.(IHERING, Rudolf von. Teoria Simplificada da posse. São Paulo: Edipro, 2002, 2a edição.)

O Código Civil atual, assim como já o fazia o de 1916, adotou predominantemente, a teoria objetiva de Ihering, apesar de ter se inspirado na teoria de Savigny. Consoante redação do seu art. 1196,  “considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade”. A principal crítica ou superação das teorias de Savigny e Ihering é que a interpretação desse artigo está sujeita ao princípio da função social da propriedade (envolvendo vários critérios abertos como justiça, necessidade e legitimidade), e que, portanto, os direitos reais não se exaurem meramente nos conceitos positivos de posse e propriedade.

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Graduação

Há mais de um mês

 É possível constatar que diversas versões sobre a origem do conceito de posse são conhecidas, mas podem ser representadas, basicamente, por dois grupos, a teoria de Niebuhr, que é a teoria adotada por Savigny e pela teoria jurista de Ihering.

 

         A teoria de Niebuhr defende a tese de que a posse surgiu com a repartição de terras conquistadas pelos romanos, passando a ser um estado de fato protegido pelo interdito possessório. Enquanto para Ihering a posse é consequência do processo reivindicatório. (DINIZ, 2013. p.45 e 46, apud SANTOS NETO, 2016)

 

        A primeira é a teoria subjetiva, defendida por Savigny, é a junção do corpus (detenção física do bem) e do animus (elemento subjetivo, vontade de ter a coisa como sua), pois entende que a posse é um fato e um direito.

 

        A segunda é a teoria é objetiva, defendida por Ihering, basta apenas o corpus, ou seja, o exercício de fato dos poderes sobre a coisa. Entende que a posse é um direito. Todavia não é detenção física da coisa, mas a conduta de dono.

 




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