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Qual o impacto dos princípios da boa fé objetiva e função social sobre o principio da autonomia da vontade?

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Direito Civil V

Humanas / Sociais


1 resposta(s)

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Giovana Soares Carneiro

Há mais de um mês

De acordo com Venosa (2004), o princípio considerado fundamental na seara dos contratos foi tido muito tempo como o da autonomia da vontade, haja vista que, em se tratando de parte do Direito Privado, nada mais natural que deixar às partes a liberdade de exercer a sua vontade. Salienta-se, contudo, que não se trata de a autonomia da vontade tenha deixado de ser essencial e sim ocorreu uma valorização do aspecto ligado ao social, isto é, passou-se a considerar como de suma importância a questão do impacto da vontade das partes no meio social. Aparece, então, o princípio da função social do contrato como norma no novo Código Civil, influenciando também no princípio da obrigatoriedade dos contratos. Dessa forma, abriu-se a possibilidade de rever os contratos regidos pela égide da nova lei civil com vistas ao alcance de um equilíbrio contratual.

Ao lado da função social do contrato, vem para a parte geral da disciplina contratual no Código Civil o princípio da boa fé objetiva, que traz imbuído o mesmo espírito de uma preocupação mais social, onde se vê deveres anexos de lealdade, cooperação etc. O papel do magistrado, por sua vez, recebeu maior incumbência a partir da nova lei civil e de seus princípios, uma vez que atuará no restabelecimento do equilíbrio contratual quando do pedido de revisão à luz da função social deste e da boa fé objetiva das partes envolvidas.


REFERÊNCIA

VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: contratos em espécie. São Paulo: Atlas, 2004.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com Venosa (2004), o princípio considerado fundamental na seara dos contratos foi tido muito tempo como o da autonomia da vontade, haja vista que, em se tratando de parte do Direito Privado, nada mais natural que deixar às partes a liberdade de exercer a sua vontade. Salienta-se, contudo, que não se trata de a autonomia da vontade tenha deixado de ser essencial e sim ocorreu uma valorização do aspecto ligado ao social, isto é, passou-se a considerar como de suma importância a questão do impacto da vontade das partes no meio social. Aparece, então, o princípio da função social do contrato como norma no novo Código Civil, influenciando também no princípio da obrigatoriedade dos contratos. Dessa forma, abriu-se a possibilidade de rever os contratos regidos pela égide da nova lei civil com vistas ao alcance de um equilíbrio contratual.

Ao lado da função social do contrato, vem para a parte geral da disciplina contratual no Código Civil o princípio da boa fé objetiva, que traz imbuído o mesmo espírito de uma preocupação mais social, onde se vê deveres anexos de lealdade, cooperação etc. O papel do magistrado, por sua vez, recebeu maior incumbência a partir da nova lei civil e de seus princípios, uma vez que atuará no restabelecimento do equilíbrio contratual quando do pedido de revisão à luz da função social deste e da boa fé objetiva das partes envolvidas.


REFERÊNCIA

VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: contratos em espécie. São Paulo: Atlas, 2004.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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