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Quando utilizar a fluido terapia ?


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Estudante PD

Há mais de um mês

FLUIDOTERAPIA

  • Diferentes formas de manter a hidratação do paciente interno;
  • É um tratamento de suporte, que tem várias formas de ser realizado, para tratar paciente que pode estar desidratado por diversos motivos.

Correção de:

  • Distúrbio hídrico;
  • Distúrbio eletrolítico;
  • Distúrbio ácido-básico;
  • Restaurar volemia (desidratação causa hipovolemia);
  • Manter a homeostase corporal para que se recupere o mais rápido possível.

A partir dos objetivos sabemos que toda vez que pensamos em fluidoterapia, devemos pensar em etapas:

  • Reposição volêmica;
  • Distribuir fluido através dos líquidos corporais (intracelular/extracelular);
  • Repor a volemia;
  • Manter a distribuição de liquido corporal para manutenção da homeostase.

1ª Etapa:

  • REPOSIÇÃO VOLÊMICA
  • Repor o volume de sangue que o paciente perdeu;
  • Distribuir entre os compartimentos;
  • Manter o paciente bem para que ele se recupere da doença que está causando a desidratação.

Reposição Volêmica ocorre nos pacientes que manifestam sinais de hipovolemia (como definir que paciente está hipovolêmica = alteração do exame físico – TPC, mucosas (cor e ressecamento), pulso, FC + exames complementares rápidos = lactato alto, hiperlactatemia (lactato vem da glicólise anaeróbica, é o produto final, se tem aumento é porque a oxigenação está baixa);

  • Administração de grandes volumes em curto espaço de tempo.
  • Definir se o paciente está em choque (a hipovolemia causou um choque hipovolêmico?).

2ª Etapa:

  • DISTRIBUIÇÃO
  • Distribuir todo o líquido para os espaços extracelulares e intracelulares = hidratar
  • Distribuição + manutenção;
  • Manter a homeostase – equilíbrio corporal = se recuperar de forma mais rápida.

Detalhe importante: paciente em rotina clínica normovolêmico, normotenso e não bebe agua = vai direto para manutenção, não necessariamente precisa passar por todas as etapas, tudo depende do exame físico.

Exceções:

  • Paciente hipovolêmico associado à mucosa muito hipocorada (anêmico) + HT super alto = não pode fazer reposição pois vai diluir ainda mais e piorar a situação = ir direto para a manutenção.
  • Paciente com hipoalbuminemia – não vai para reposição volêm                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 ica pois   vai encharcar paciente inteiro.

Indicações para fluido:

  • Paciente com hemorragia para manter a volemia, porém tem que avaliar a volemia e a necessidade da hemoterapia (associada a fluido) para o paciente.
  • Casos de desidratação é a maior indicação para fluidoterapia– maior rotina clínica, para recuperar a hidratação do paciente (desidratado = esgotamento de água), causas: paciente que não bebe água por diversas causas, vomito, sudorese, poliuria, diarreia ou qualquer situação que cause perda de fluidos corporais.

Para definir que paciente está desidratado avaliar elasticidade cutânea (gradil torácico), ressecamento de mucosas, posição do globo ocular (enoftalmia – olho profundo), FC, pulso e TPC.

Classificações: por tabela, para calcular o volume de fluido necessário.

  • Discreta, moderada, intensa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Soluções que podem ser utilizadas:

  • Cristaloides;
  • Colóides (muitas contraindicações) à associado à maior taxa de mortalidade na SIRS, pode predispor!

O que usa para repor a desidratação: CRISTALÓIDES.

  • Base da fluidoterapia;
  • Soluções baratas;
  • Penetram em todos os compartimentos;
  • São isotônicos = tonicidade do plasma;
  • Hiper ou hipo;
  • Quantidade de soluto em relação ao plasma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Exemplo de solução hipertônica = cloreto de sódio a 7% (frasco ampola);
  • Solução fisiológica 0,45% = hipotônica.
  • Pra repor desidratação usa soluções ISO e HIPO.
  • Glicose = água com açúcar = se usa quando tem desidratação hipertônica = muito soluto e precisa diluir (rara).
  • Ringer com Lactato (sódio + cloro + potássio) = não usar em pacientes oncológicos, insuficiência hepática (CADA AFECÇÃO TEM UMA INDICAÇÃO);
  • Doente renal crônico = pode usar ringer com lactato.
  • Existem situações que o ph esta ácido e precisa alcalinizar = ringer com lactato (só o uso do cristaloide pode ser suficiente).

Diferenças entre os cristaloides e colóides  - vantagens e desvantagens

Pontos importantes:

  • Colóides são maléficos para algumas afecções pois podem precipitar distúrbios de coagulação, reações alérgicas e insuficiência renal aguda;
  • Coloides mais usados nos EUA e Europa: não sintéticos (ex: albumina canina), pois sintéticos como Voluvem são os principais causadores das contraindicações.
  • Administração de plasma fresco = coloides são usados para manter a pressão oncótica, coisa que o plasma fresco faz, além de fornecer albumina.
  • Muito usado o cristaloide e o hemoderivado (plasma fresco).
  • Em algumas situações devemos obrigatoriamente usar os COLÓIDES (apesar das contraindicações), exemplo: paciente com pancreatite aguda e albumina muito baixa. Precisaria de plasma fresco.

Volume de fluido:

 

 

 

 

  • Manutenção várias possibilidades diferentes.

 

 

 

 

  • Pra repor e calcular volume de fluido a base é a realização do cálculo, que é baseado no exame físico, para definir a % e na sequencia manter o paciente hidratado até que se recupere.
  • A hidratação deve ser corrigida num período mais rápido possível. Se estiver hipovolêmico entra em outro cálculo – 15 minutos de início até 1 hora.
  • Se o paciente não estiver hipovolêmico mas com 7, 8 de desidratação – repor a desidratação em 4 a 6 horas – manter hidratado até fechar 24h.
  • Cuidar com o que o excesso de fluido pode gerar.

CÁLCULO DE FLUIDO:

Existem muitas formas e fórmulas diversas.

Velocidade:

  • Pode ser administrado o volume total em 24h (mais usado);
  • Dependendo da afeição administrar em 1h.
  • Reposição volêmica normalmente em 15 minutos + monitoração. (durante 1h a cada 15min) – pode ir de 20 a 90ml/h.
  • Pode ser consequências se administrar volumes muito altos – usar doses intermediárias – 15 min e avaliar resposta terapêutica do paciente + medir lactato a cada 15 min.

Detalhe importante: parar fluido quando ausência de sinais clínicos, avaliar produção urinária (cateterização, sondagem v/ml/kg/h), peso.

  • Se o paciente estiver recebendo dieta úmida ou liquida espera-se que o peso seja de 1kg a mais.
  • Pressão arterial sistólica – normotenso + avaliação do lactato.

Problemas com a fluido:

  • Edema pulmonar;
  • Sinais de inquietação;
  • Secreção nasal;
  • Crepitação pulmonar.

Paciente internado:

  • Monitoração constante;
  • Exame físico e complementares constantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FLUIDOTERAPIA

  • Diferentes formas de manter a hidratação do paciente interno;
  • É um tratamento de suporte, que tem várias formas de ser realizado, para tratar paciente que pode estar desidratado por diversos motivos.

Correção de:

  • Distúrbio hídrico;
  • Distúrbio eletrolítico;
  • Distúrbio ácido-básico;
  • Restaurar volemia (desidratação causa hipovolemia);
  • Manter a homeostase corporal para que se recupere o mais rápido possível.

A partir dos objetivos sabemos que toda vez que pensamos em fluidoterapia, devemos pensar em etapas:

  • Reposição volêmica;
  • Distribuir fluido através dos líquidos corporais (intracelular/extracelular);
  • Repor a volemia;
  • Manter a distribuição de liquido corporal para manutenção da homeostase.

1ª Etapa:

  • REPOSIÇÃO VOLÊMICA
  • Repor o volume de sangue que o paciente perdeu;
  • Distribuir entre os compartimentos;
  • Manter o paciente bem para que ele se recupere da doença que está causando a desidratação.

Reposição Volêmica ocorre nos pacientes que manifestam sinais de hipovolemia (como definir que paciente está hipovolêmica = alteração do exame físico – TPC, mucosas (cor e ressecamento), pulso, FC + exames complementares rápidos = lactato alto, hiperlactatemia (lactato vem da glicólise anaeróbica, é o produto final, se tem aumento é porque a oxigenação está baixa);

  • Administração de grandes volumes em curto espaço de tempo.
  • Definir se o paciente está em choque (a hipovolemia causou um choque hipovolêmico?).

2ª Etapa:

  • DISTRIBUIÇÃO
  • Distribuir todo o líquido para os espaços extracelulares e intracelulares = hidratar
  • Distribuição + manutenção;
  • Manter a homeostase – equilíbrio corporal = se recuperar de forma mais rápida.

Detalhe importante: paciente em rotina clínica normovolêmico, normotenso e não bebe agua = vai direto para manutenção, não necessariamente precisa passar por todas as etapas, tudo depende do exame físico.

Exceções:

  • Paciente hipovolêmico associado à mucosa muito hipocorada (anêmico) + HT super alto = não pode fazer reposição pois vai diluir ainda mais e piorar a situação = ir direto para a manutenção.
  • Paciente com hipoalbuminemia – não vai para reposição volêm                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 ica pois   vai encharcar paciente inteiro.

Indicações para fluido:

  • Paciente com hemorragia para manter a volemia, porém tem que avaliar a volemia e a necessidade da hemoterapia (associada a fluido) para o paciente.
  • Casos de desidratação é a maior indicação para fluidoterapia– maior rotina clínica, para recuperar a hidratação do paciente (desidratado = esgotamento de água), causas: paciente que não bebe água por diversas causas, vomito, sudorese, poliuria, diarreia ou qualquer situação que cause perda de fluidos corporais.

Para definir que paciente está desidratado avaliar elasticidade cutânea (gradil torácico), ressecamento de mucosas, posição do globo ocular (enoftalmia – olho profundo), FC, pulso e TPC.

Classificações: por tabela, para calcular o volume de fluido necessário.

  • Discreta, moderada, intensa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Soluções que podem ser utilizadas:

  • Cristaloides;
  • Colóides (muitas contraindicações) à associado à maior taxa de mortalidade na SIRS, pode predispor!

O que usa para repor a desidratação: CRISTALÓIDES.

  • Base da fluidoterapia;
  • Soluções baratas;
  • Penetram em todos os compartimentos;
  • São isotônicos = tonicidade do plasma;
  • Hiper ou hipo;
  • Quantidade de soluto em relação ao plasma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Exemplo de solução hipertônica = cloreto de sódio a 7% (frasco ampola);
  • Solução fisiológica 0,45% = hipotônica.
  • Pra repor desidratação usa soluções ISO e HIPO.
  • Glicose = água com açúcar = se usa quando tem desidratação hipertônica = muito soluto e precisa diluir (rara).
  • Ringer com Lactato (sódio + cloro + potássio) = não usar em pacientes oncológicos, insuficiência hepática (CADA AFECÇÃO TEM UMA INDICAÇÃO);
  • Doente renal crônico = pode usar ringer com lactato.
  • Existem situações que o ph esta ácido e precisa alcalinizar = ringer com lactato (só o uso do cristaloide pode ser suficiente).

Diferenças entre os cristaloides e colóides  - vantagens e desvantagens

Pontos importantes:

  • Colóides são maléficos para algumas afecções pois podem precipitar distúrbios de coagulação, reações alérgicas e insuficiência renal aguda;
  • Coloides mais usados nos EUA e Europa: não sintéticos (ex: albumina canina), pois sintéticos como Voluvem são os principais causadores das contraindicações.
  • Administração de plasma fresco = coloides são usados para manter a pressão oncótica, coisa que o plasma fresco faz, além de fornecer albumina.
  • Muito usado o cristaloide e o hemoderivado (plasma fresco).
  • Em algumas situações devemos obrigatoriamente usar os COLÓIDES (apesar das contraindicações), exemplo: paciente com pancreatite aguda e albumina muito baixa. Precisaria de plasma fresco.

Volume de fluido:

 

 

 

 

  • Manutenção várias possibilidades diferentes.

 

 

 

 

  • Pra repor e calcular volume de fluido a base é a realização do cálculo, que é baseado no exame físico, para definir a % e na sequencia manter o paciente hidratado até que se recupere.
  • A hidratação deve ser corrigida num período mais rápido possível. Se estiver hipovolêmico entra em outro cálculo – 15 minutos de início até 1 hora.
  • Se o paciente não estiver hipovolêmico mas com 7, 8 de desidratação – repor a desidratação em 4 a 6 horas – manter hidratado até fechar 24h.
  • Cuidar com o que o excesso de fluido pode gerar.

CÁLCULO DE FLUIDO:

Existem muitas formas e fórmulas diversas.

Velocidade:

  • Pode ser administrado o volume total em 24h (mais usado);
  • Dependendo da afeição administrar em 1h.
  • Reposição volêmica normalmente em 15 minutos + monitoração. (durante 1h a cada 15min) – pode ir de 20 a 90ml/h.
  • Pode ser consequências se administrar volumes muito altos – usar doses intermediárias – 15 min e avaliar resposta terapêutica do paciente + medir lactato a cada 15 min.

Detalhe importante: parar fluido quando ausência de sinais clínicos, avaliar produção urinária (cateterização, sondagem v/ml/kg/h), peso.

  • Se o paciente estiver recebendo dieta úmida ou liquida espera-se que o peso seja de 1kg a mais.
  • Pressão arterial sistólica – normotenso + avaliação do lactato.

Problemas com a fluido:

  • Edema pulmonar;
  • Sinais de inquietação;
  • Secreção nasal;
  • Crepitação pulmonar.

Paciente internado:

  • Monitoração constante;
  • Exame físico e complementares constantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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