A maior rede de estudos do Brasil

Qual é a concepção aristotélica sobre justiça e injustiça?

Qual é a relação com o âmbito jurídico contemporâneo?


3 resposta(s)

User badge image

Raissa Sales

Há mais de um mês

Esse é um resumo apresentado no artigo da Andréa Rodrigues de Oliveira Munhoz que achei muito bom para estudar.



RESUMO


Este artigo analisa o tema “à justiça é à injustiça na verdade de Aristóteles”
com base no Livro V Capítulos 1 a 5 da obra “Ética a Nicômaco” e procura estudar
os conceitos e ideias contidos nessa pequena fração da vasta produção do filósofo.
Nesse Livro o filósofo fala da justiça e injustiça, sendo a justiça uma virtude completa
e a injustiça o vício inteiro e aponta duas espécies de justiça: a geral e a particular.
Verifica a proporcionalidade da justiça, e também que o injusto viola tal proporção.
Aponta as espécies de justiça correlata, onde não importa se um homem bom lesou
um homem mau, ou se o contrário aconteceu, pois quem decidirá quem lesou e
quem sofreu a lesão será o juiz exercendo papel de mediador. Destaca que a função
da justiça deve ser apenas de reciprocidade, no sentido de não privilegiar ninguém,
sendo apenas a base da convivência humana.

 

Disponiobilizei o artigo aqui se interessar em ler todo: http://www.passeidireto.com/arquivo/3095825/a-justica-e-a-injustica-na-verdade-de-aristoteles

Esse é um resumo apresentado no artigo da Andréa Rodrigues de Oliveira Munhoz que achei muito bom para estudar.



RESUMO


Este artigo analisa o tema “à justiça é à injustiça na verdade de Aristóteles”
com base no Livro V Capítulos 1 a 5 da obra “Ética a Nicômaco” e procura estudar
os conceitos e ideias contidos nessa pequena fração da vasta produção do filósofo.
Nesse Livro o filósofo fala da justiça e injustiça, sendo a justiça uma virtude completa
e a injustiça o vício inteiro e aponta duas espécies de justiça: a geral e a particular.
Verifica a proporcionalidade da justiça, e também que o injusto viola tal proporção.
Aponta as espécies de justiça correlata, onde não importa se um homem bom lesou
um homem mau, ou se o contrário aconteceu, pois quem decidirá quem lesou e
quem sofreu a lesão será o juiz exercendo papel de mediador. Destaca que a função
da justiça deve ser apenas de reciprocidade, no sentido de não privilegiar ninguém,
sendo apenas a base da convivência humana.

 

Disponiobilizei o artigo aqui se interessar em ler todo: http://www.passeidireto.com/arquivo/3095825/a-justica-e-a-injustica-na-verdade-de-aristoteles

User badge image

Tiago Falconieri

Há mais de um mês

Recomendo a leitura dos livros I, II, IV, V e VII da "Ética a Nicômaco" de Aristóteles.

 

Aristóteles aborda a justiça enquanto coisa em si e a justiça enquanto virtude (Virtude em Aristóteles equivale à ação enquanto HÁBITO desejável). A justiça enquanto coisa em si é tratada como satisfação daquilo que é NECESSÁRIO, logo, a coisa justa é aquilo que não é nem demasiado e nem insuficiente. Contudo a questão da necessidade em Aristóteles não é universal, o Estagiríta compreende que há diversas necessidades cada qual com sua própria especificidade, por tanto, define que para a justiça, deve-se levar em conta, também, o critério de proporcionalidade, isso equivale dizer que para Aristóteles Justiça NÃO EQUIVALE à igualdade.
    Em outro sentido, O filósofo analisa a justiça enquanto virtude. Por este aspecto, é importante ressaltar a definição de VIRTUDE. Para Aristóteles a virtude é uma prática habitual, isso significa que não é algo intrínseco à natureza humana, mas é algo adquirido e aprendido. Sendo assim compreendida, a virtude é decorrente de seu próprio ETHOS, isto é, ela varia de sociedade para sociedade e mesmo de subgrupo para subgrupo.

      Isso parece ir contra o princípio deontológico que permeia o âmbito jurídico contemporâneo, uma vez que a justiça, entendida pela perspectiva jurídica, é a aplicação da lei que parte de um universal (objetivo) para um particular (subjetivo). Está, portanto, aparentemente diametralmente contra a perspectiva aristotélica de justiça posto que, ignora o principio da proporcionalidade, ou em outras palavras não parte da análise das necessidades subjetivas conforme defendido por Aristóteles.

 

User badge image

Paulo Reis

Há mais de um mês

Um autor que é voltado inteiramente à Ética aristotélica é Michael Sandel, de Harvard.
"Justiça - O que é fazer a coisa certa?"
Ao meu ver é leitura obrigatória para estudante de direito.

Forte Abraço!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes