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Quais os requisitos para configurar crime continuado e crime continuado específico? Fundamente a resposta.

Sobre crime continuado


2 resposta(s)

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Fellipe Miranda

Há mais de um mês

O crime continuado (comum): mediante duas ou mais ações ou omissões, incorre na prática de dois ou mais crimes, que, observada a semelhança mediante condições de tempo, lugar, modo de execução e outra característica que venha a trazer similaridade entre as condutas praticadas, podem ser consideradas um único delito agravado pelo aumento de pena (art. 71 Código Penal. As condutas não podem ser autônomas e isoladas e os delitos devem possuir a mesma natureza).
Estabelece-se a seguinte regra para esta classificação: aplica-se uma vez a pena do tipo (como se estivesse punindo um só crime), aumentada de um sexto a dois terços (de acordo com a gravidade, reprovação, número de ações ou omissões e os resultados gerados), se a pena estabelecida no tipo for igual para todos os delitos praticados. Se houver, mediante as condutas, tipo com pena maior que a dos outros, aplica-se apenas a deste, aumentada também de um sexto a dois terços (utilizando a mesma lógica de reprovabilidade do exposto acima).

Crime continuado específico: tal denominação advém da doutrina. Os requisitos para poder tornar um crime continuado em específico estão no parágrafo único do art. 71 (reunir simultaneamente três requisitos: dolo na conduta omissiva ou comissiva, praticar contra vítimas diferentes e com emprego de violência ou grave ameaça à pessoa). Ou seja, fazendo uma comunhão entre art. 71 e seu parágrafo único, é possível se chegar aos crimes continuados específicos.
Configurado o crime como continuado e observados os requisitos do parágrafo único do referido artigo, estaremos diante da possibilidade de um crime continuado específico, que dependerá da apreciação do magistrado. O juiz tem o poder, considerando o histórico do autor do fato (conduta social, antecedentes, personalidade, motivos, circunstâncias, grau de culpabilidade etc.), para decidir se é viável ou não a aplicação mais gravosa estabelecida no parágrafo único.
Se chegar a conclusão de que a medida aplicável é a do art. 71, parágrafo único do Código Penal, será aplicada uma vez a pena do tipo (como se estivesse punindo um só crime), amentada até o triplo (limite para multiplicação do aumento), se a pena estabelecida no tipo for igual para todos os delitos praticados e, se houver, mediante as condutas, tipo com pena maior que a dos outros, aplica-se apenas a deste, com a possibilidade de ser aumentada até o triplo também.

O crime continuado (comum): mediante duas ou mais ações ou omissões, incorre na prática de dois ou mais crimes, que, observada a semelhança mediante condições de tempo, lugar, modo de execução e outra característica que venha a trazer similaridade entre as condutas praticadas, podem ser consideradas um único delito agravado pelo aumento de pena (art. 71 Código Penal. As condutas não podem ser autônomas e isoladas e os delitos devem possuir a mesma natureza).
Estabelece-se a seguinte regra para esta classificação: aplica-se uma vez a pena do tipo (como se estivesse punindo um só crime), aumentada de um sexto a dois terços (de acordo com a gravidade, reprovação, número de ações ou omissões e os resultados gerados), se a pena estabelecida no tipo for igual para todos os delitos praticados. Se houver, mediante as condutas, tipo com pena maior que a dos outros, aplica-se apenas a deste, aumentada também de um sexto a dois terços (utilizando a mesma lógica de reprovabilidade do exposto acima).

Crime continuado específico: tal denominação advém da doutrina. Os requisitos para poder tornar um crime continuado em específico estão no parágrafo único do art. 71 (reunir simultaneamente três requisitos: dolo na conduta omissiva ou comissiva, praticar contra vítimas diferentes e com emprego de violência ou grave ameaça à pessoa). Ou seja, fazendo uma comunhão entre art. 71 e seu parágrafo único, é possível se chegar aos crimes continuados específicos.
Configurado o crime como continuado e observados os requisitos do parágrafo único do referido artigo, estaremos diante da possibilidade de um crime continuado específico, que dependerá da apreciação do magistrado. O juiz tem o poder, considerando o histórico do autor do fato (conduta social, antecedentes, personalidade, motivos, circunstâncias, grau de culpabilidade etc.), para decidir se é viável ou não a aplicação mais gravosa estabelecida no parágrafo único.
Se chegar a conclusão de que a medida aplicável é a do art. 71, parágrafo único do Código Penal, será aplicada uma vez a pena do tipo (como se estivesse punindo um só crime), amentada até o triplo (limite para multiplicação do aumento), se a pena estabelecida no tipo for igual para todos os delitos praticados e, se houver, mediante as condutas, tipo com pena maior que a dos outros, aplica-se apenas a deste, com a possibilidade de ser aumentada até o triplo também.

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Lyra

Há mais de um mês

obs: a jurisprudência do STF e STJ aponta que os crimes cometidos em lapso superior a 30 dias não sao continuados

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes