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O que é ativismo judicial?

Comente a sua importância nos Estados Unidos, na forma do judicial review.


6 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

Ainda segundo Luís Roberto Barroso, "o ativismo judicial tem origem na jurisprudência norteamericana. Registre-se que o ativismo foi, em um primeiro momento, de natureza conservadora (...) e nos 6 primeiros anos da Corte Burger (até 1973), produziu jurisprudência progressista em matéria de direitos fundamentais, sobretudo envolvendo negros (Brown v. Board of Education, 1954), acusados em processo criminal (Miranda v. Arizona, 1966) e mulheres (Richardson v. Frontiero, 1973).

Ainda segundo Luís Roberto Barroso, "o ativismo judicial tem origem na jurisprudência norteamericana. Registre-se que o ativismo foi, em um primeiro momento, de natureza conservadora (...) e nos 6 primeiros anos da Corte Burger (até 1973), produziu jurisprudência progressista em matéria de direitos fundamentais, sobretudo envolvendo negros (Brown v. Board of Education, 1954), acusados em processo criminal (Miranda v. Arizona, 1966) e mulheres (Richardson v. Frontiero, 1973).

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Rodrigo

Há mais de um mês

Segundo o Ministro Luis Roberto Barroso,

"A idéia de ativismo judicial está associada a uma participação mais ampla e intensa do Judiciário na concretização dos valores e fins constitucionais, com maior interferência no espaço de atuação dos outros dois Poderes. A postura ativista se manifesta por meio de diferentes condutas, que incluem: (i) a aplicação direta da Constituição a situações não expressamente contempladas em seu texto e independentemente de manifestação do legislador ordinário; (ii) a declaração de inconstitucionalidade de atos normativos emanados do legislador, com base em critérios menos rígidos que os de patente e ostensiva violação da Constituição; (iii) a imposição de condutas ou de abstenções ao Poder Público, notadamente em matéria de políticas públicas." (Judicialização, Ativismo Judicial e legitimidade democrática, disponível em http://www.oab.org.br/editora/revista/users/revista/1235066670174218181901.pdf)

E, ainda, continua:

"O Judiciário, no Brasil recente, tem exibido, em determinadas situações, uma posição claramente ativista. Não é difícil ilustrar a tese. Veja-se, em primeiro lugar, um caso de aplicação direta da Constituição a situações não expressamente contempladas em seu texto e independentemente de manifestação do legislador ordinário: o da fidelidade partidária. O STF, em nome do princípio democrático, declarou que a vaga no Congresso pertence ao partido político. Criou, assim, uma nova hipótese de perda de mandato parlamentar, além das que se encontram expressamente previstas no texto constitucional. Por igual, a extensão da vedação do nepotismo aos Poderes Legislativo e Executivo, com a expedição de súmula vinculante, após o julgamento de um único caso, também assumiu uma conotação quase-normativa. O que a Corte fez foi, em nome dos princípios da moralidade e da impessoalidade, extrair uma vedação que não estava explicitada em qualquer regra constitucional ou infraconstitucional expressa."

 

Não gosto muito de simplismente colocar um texto e dá-lo em respostas, no entanto, acho que por mais que eu escreva, não conseguiria descrever (e ensinar) tão bem quanto as palavras acima expostas.

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Bruna

Há mais de um mês

O ativismo é um dos temas mais debatidos pelos constitucionalistas, porém ainda temos pouca doutrina.

 

sem muitas delongas, afirmo-te que o ativismo no brasil, com destaque ao praticado pelo STF, consiste em um conjunto diversificado de meios e práticas interpretativas e decisórias, que são todas, igualmente expansiva de seu novo espaço constitucional atribuído pela CRFB/88. O QUE PERMITE, ao STF Alem de suprir lacunas 

, expandir os significados as normas e o alcance de enunciados normativos constitucionais indeterminados.

Dessa forma, o Supremo altera o sentindo das leis e de outros atos normativos infraconstitucionais sobre o argumento de adequá-los a Constituição, ampliando assim, os próprios poderes processuais e os efeitos de suas decisões, interferindo na formulação e na aplicação das políticas públicas. Isso é o que chamamos de ativismo judicial e como é utilizado no âmbito da mais alta corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal.

 

TEXTO DA MINHA MONOGRAFIA - (reprodução sem os devidos créditos é fraude).

 

O ATIVISMO DEVE SER ESTUDADO DE FORMA MINUCIOSA.

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Alexsandro

Há mais de um mês

Por ativismo judicial pode-se entender a atuação do poder judiciário no reconhecimento e concretização de Direitos e Valores que deveriam ser reconhecidos pelos outros poderes, especialmente pelo poder Legislativo, já que cabe a este, por meio de leis, reconhecer direitos, principalmente em se tratando de direitos das minorias, e transforma-los em leis para que as mesmas sejam aplicadas pelo poder Judiciário. Vejo como salutar muitas investidas do Judiciário nessa ceára, visto que por exemplo, no caso das relações homoafetivas, esperar que o Congresso Nacional edite lei reconhecendo tais relações é utópico, já que 80% da população brasileira declara-se como catáolica, por óbvio que um projeto de lei com essa temática soaria muito impopular ao político que ousasse apresentar tal projeto, portanto o STF como côrte máxima do Direito Brasileiro teve que se posicionar a respeito para que tal direito fosse acolhido. Outro exemplo, é a questão do nepotismo na Adm. Pública, começou com o CNJ editanto resolução proibindo a prática no poder judiciário, e depois disso, vem o STF e edita a SV nº 13, porque esperar que o Congresso Nacional editasse lei proibindo tal prática, ai sim seria a maior das utopias.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas