A maior rede de estudos do Brasil

O que é tradição, concentração, confusão e resolver a obrigação?

Perguntas básicas de Direito das Obrigações. ;)


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

Passei Direto

Há mais de um mês

Para responder essa questão, primeiramente precisamos entender o conceito de obrigações.  

Obrigação é o vínculo jurídico que alguém (sujeito passivo) se propõe a dar, fazer, ou
não fazer qualquer coisa (objeto) em favor de outrem(sujeito ativo).

É vinculo jurídico: porque vem disciplinado por lei e acompanhado de
sanção e tem dois elementos: dívida e responsabilidade.

As partes da relação obrigatória: - devedor e – credor.

Prestação: dar, fazer, ou não fazer. 

O direito obrigacional possui uma data de criação e de extinção (a de extinção é estabelecida no momento da criação). Dependendo do negócio jurídico poderão surgir outros sujeitos, além do ativo e passivo (credor e devedor), por exemplo, o terceiro interessado.

Terceiro interessado: é aquele que estava presente no nascimento da obrigação, e participou das tratativas e discutiu o contrato (leu, deu opinião e etc.). Além disso, o terceiro interessado também assinou o contrato e está no nível dos demais sujeitos (ex. Na locação o Fiador).

Dependendo do negócio jurídico poderá aparecer o terceiro não interessado. É o sujeito que não participou da criação do contrato, porém a lei determina que o sujeito cumpra a obrigação. Ex.: avô que tem a obrigação de pagar alimentos para bisneto, pois neto não tem condições.

Ademais, poderá ainda aparecer o sujeito indeterminado (art. 467 CC): é o sujeito previsto em cláusula contratual, que poderá ou não aparecer no negócio jurídico. Ex.: direito imobiliário.

 

Obrigação natural (quem paga, paga o que deve): é a obrigação que, embora desprovida de ação, o seu adimplemento (cumprir, executar, completar) constitui verdadeiro pagamento, e não mera liberalidade, conferindo ao credor a soluti retentio, de modo que, quem a cumpriu, não tem direito de reclamar a restituição. Ex.: pagamento de dívida de jogo. Contudo há alguns jogos que são regulamentados, os quais a dívida é exigível. Entendendo o conceito passamos a discorrer cada um dos elementos:

O que é resolver a obrigação: Significa colocar as partes na situação em que se encontravam antes de se obrigarem.

Tradição

É a entrega da coisa ao adquirente, com a intenção de lhe transferir a sua propriedade ou a posse. Conforme regula o “caput”, do artigo 1.267, do diploma civil, "a propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição". Nota-se, portanto, que contratos como a compra e venda e a doação, por si só, não têm o condão de gerar a aquisição da propriedade móvel, o que somente ocorre com a entrega da coisa.

Concentração.

Conceito: processo de escolha da coisa devida, de média qualidade, feita via de regra pelo devedor (244). A concentração implica também em separação, pesagem, medição, contagem e expedição da coisa, conforme o caso. As partes podem combinar que a escolha será feita pelo credor,  ou por um terceiro, tratando-se este artigo 244 de uma norma supletiva, que apenas completa a vontade das partes em caso de omissão no contrato entre elas.

Após a concentração a coisa incerta se torna certa (245). Antes da concentração a coisa devida não se perde pois genus nunquam perit (o gênero nunca perece). Se João deve cem laranjas a José não pode deixar de cumprir a obrigação alegando que as laranjas se estragaram, pois cem laranjas são cem laranjas, e se a plantação de João se perdeu ele pode comprar as frutas em outra fazenda (246).

Todavia, após a concentração, caso as laranjas se percam (ex: incêndio no armazém) a obrigação se extingue, voltando as partes ao estado anterior, devolvendo-se eventual preço pago, sem se exigir perdas e danos (234, 389, 402).  Pela importância da concentração, o credor deve ser cientificado quando o devedor for realizá-la, até para que o credor fiscalize a qualidade média da coisa a ser escolhida.

 

Confusão

A confusão é, no direito das obrigações, uma forma de extinção de obrigação, e consiste em confundir-se, na mesma pessoa, as qualidades de credor e devedor. Ocorre por meio de fato Jurídico onde o crédito e o débito se unem em uma só pessoa, extinguindo a obrigação.

Referências

Para responder essa questão, primeiramente precisamos entender o conceito de obrigações.  

Obrigação é o vínculo jurídico que alguém (sujeito passivo) se propõe a dar, fazer, ou
não fazer qualquer coisa (objeto) em favor de outrem(sujeito ativo).

É vinculo jurídico: porque vem disciplinado por lei e acompanhado de
sanção e tem dois elementos: dívida e responsabilidade.

As partes da relação obrigatória: - devedor e – credor.

Prestação: dar, fazer, ou não fazer. 

O direito obrigacional possui uma data de criação e de extinção (a de extinção é estabelecida no momento da criação). Dependendo do negócio jurídico poderão surgir outros sujeitos, além do ativo e passivo (credor e devedor), por exemplo, o terceiro interessado.

Terceiro interessado: é aquele que estava presente no nascimento da obrigação, e participou das tratativas e discutiu o contrato (leu, deu opinião e etc.). Além disso, o terceiro interessado também assinou o contrato e está no nível dos demais sujeitos (ex. Na locação o Fiador).

Dependendo do negócio jurídico poderá aparecer o terceiro não interessado. É o sujeito que não participou da criação do contrato, porém a lei determina que o sujeito cumpra a obrigação. Ex.: avô que tem a obrigação de pagar alimentos para bisneto, pois neto não tem condições.

Ademais, poderá ainda aparecer o sujeito indeterminado (art. 467 CC): é o sujeito previsto em cláusula contratual, que poderá ou não aparecer no negócio jurídico. Ex.: direito imobiliário.

 

Obrigação natural (quem paga, paga o que deve): é a obrigação que, embora desprovida de ação, o seu adimplemento (cumprir, executar, completar) constitui verdadeiro pagamento, e não mera liberalidade, conferindo ao credor a soluti retentio, de modo que, quem a cumpriu, não tem direito de reclamar a restituição. Ex.: pagamento de dívida de jogo. Contudo há alguns jogos que são regulamentados, os quais a dívida é exigível. Entendendo o conceito passamos a discorrer cada um dos elementos:

O que é resolver a obrigação: Significa colocar as partes na situação em que se encontravam antes de se obrigarem.

Tradição

É a entrega da coisa ao adquirente, com a intenção de lhe transferir a sua propriedade ou a posse. Conforme regula o “caput”, do artigo 1.267, do diploma civil, "a propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição". Nota-se, portanto, que contratos como a compra e venda e a doação, por si só, não têm o condão de gerar a aquisição da propriedade móvel, o que somente ocorre com a entrega da coisa.

Concentração.

Conceito: processo de escolha da coisa devida, de média qualidade, feita via de regra pelo devedor (244). A concentração implica também em separação, pesagem, medição, contagem e expedição da coisa, conforme o caso. As partes podem combinar que a escolha será feita pelo credor,  ou por um terceiro, tratando-se este artigo 244 de uma norma supletiva, que apenas completa a vontade das partes em caso de omissão no contrato entre elas.

Após a concentração a coisa incerta se torna certa (245). Antes da concentração a coisa devida não se perde pois genus nunquam perit (o gênero nunca perece). Se João deve cem laranjas a José não pode deixar de cumprir a obrigação alegando que as laranjas se estragaram, pois cem laranjas são cem laranjas, e se a plantação de João se perdeu ele pode comprar as frutas em outra fazenda (246).

Todavia, após a concentração, caso as laranjas se percam (ex: incêndio no armazém) a obrigação se extingue, voltando as partes ao estado anterior, devolvendo-se eventual preço pago, sem se exigir perdas e danos (234, 389, 402).  Pela importância da concentração, o credor deve ser cientificado quando o devedor for realizá-la, até para que o credor fiscalize a qualidade média da coisa a ser escolhida.

 

Confusão

A confusão é, no direito das obrigações, uma forma de extinção de obrigação, e consiste em confundir-se, na mesma pessoa, as qualidades de credor e devedor. Ocorre por meio de fato Jurídico onde o crédito e o débito se unem em uma só pessoa, extinguindo a obrigação.

Referências

User badge image

Samara Moura

Há mais de um mês

- Tradição é o momento da entrega do objeto que deu ensejo a relação jurídica.

- Concentração é o momento da escolha, na obrigação de dar coisa incerta, salvo disposição em contrário essa escolha cabe ao devedor.

- Confusão é modo diverso de adimplemento de relação obrigacional. Acontece quando a a figura de credor e devedor se confundem na mesma pessoa.

- Resolver a obrigação é termo utilizado para dizer que a relação já foi adimplida, desfazendo - se assim o vínculo jurídico existente.

User badge image

Karine Mathias

Há mais de um mês

No Direito das obrigações é a tecnica da escolha. Após a concentração da coisa incerta, ela passa a ser certa. A concentração ocorre primeiro que a tradição. Se a concentração pertence ao devedor, este deve optar pela coisa de qualidade mediana, não poderá entregar coisa pior, e também não necessita entregar a coisa de melhor qualidade. E se a concentração pertencer ao credor, este poderá selecionar a coisa de melhor qualidade e rejeitar a de pior qualidade.

User badge image

Ezequiel Flamenguista

Há mais de um mês

No Direito Civil, o termo "Tradição" remete à entrega, ou seja na relação de compra e venda, por exemplo, o comprador (devedor de pagamento em espécie) ao efetuar o pagamento passa a ser credor do vendedor do produto/mercadoria/serviço pelo qual pagou, então ocorre a tradição - entrega do produto pelo qual foi negociando mediante valor previamente fixado.

princípio da concentração prega que, em regra, todas as provas devem ser oferecidas em um único momento, por exemplo, na audiência de instrução e julgamento. A concentração exige que os atos processuais sejam exauridos em seus respectivos momentos, quando oportunizados. Assim é que na contestação o réu deve abordar toda a matéria de defesa que pretenda se valer até o final da discussão judicial; na apresentação de quesitos, por exemplo, o interessado deve esgotar os questionamentos que deseja ver respondidos pelos (perito)s, concentrando toda a sua atuação na oportunidade processual que lhe é oferecida, sob pena de preclusão.

confusão é, no Direito das obrigações, uma forma de extinção de obrigação, e consiste em confundir-se, na mesma pessoa, as qualidades de credor e devedor .

Resolver a obigação é finalizar, pagar, não ter mais nada com aquela obrigação, terminar o todo.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas