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Os tratados internacionais que versem sobre direitos humanos e não se submetem ao processo legislativo são normas supralegais?

Consoante orientação do STF, o Pacto de São José de Costa Rica foi recepcionado pelo ordenamento jurídico brasileiro como norma infraconstituconal geral - lex generalis. Destarte, não tem força para derrogar norma infraconstitucional especial, como a representada pela Lei n° 8.072/90 (Lei dos crimes hediondos) - lex specialis


4 resposta(s)

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Lyra

Há mais de um mês

A reposta para sua pergunta, fazendo interpretação declaratória, é não. Mas, estou vislumbrando que sua dúvida pode ser outra, então farei uma interpretação ampliativa. Tratados internacionais precisam ser ratificados pelo COngresso (isso é um processo legislativo), caso contrário não possuem obrgatoriedade para o direito interno. Mas, talvez sua pergunta seja em relação ao processo legislativo específico previsto no art 5, §3o, da CF. Obedecido o quorum de 3/5 e votação em 2 turnos..o TIDH tera status de emenda constitucional (ele não é uma emenda, mas ele tem valor juridico equiparado). Ingressando do ordenamento sem aquele quorum será norma supralegal (tertium genus entre COnstituição e leis). OBS: flávia piovesan e augusto cançado trindade (este último é um brilhante jurista mineiro que integra a Corte Interamericana de Direitos Humanos) defedem que todos os TIDH deveriam ter status constitucional, mas esta tese, embora muito respeitavel, não foi prestigiada pelo STF.

A reposta para sua pergunta, fazendo interpretação declaratória, é não. Mas, estou vislumbrando que sua dúvida pode ser outra, então farei uma interpretação ampliativa. Tratados internacionais precisam ser ratificados pelo COngresso (isso é um processo legislativo), caso contrário não possuem obrgatoriedade para o direito interno. Mas, talvez sua pergunta seja em relação ao processo legislativo específico previsto no art 5, §3o, da CF. Obedecido o quorum de 3/5 e votação em 2 turnos..o TIDH tera status de emenda constitucional (ele não é uma emenda, mas ele tem valor juridico equiparado). Ingressando do ordenamento sem aquele quorum será norma supralegal (tertium genus entre COnstituição e leis). OBS: flávia piovesan e augusto cançado trindade (este último é um brilhante jurista mineiro que integra a Corte Interamericana de Direitos Humanos) defedem que todos os TIDH deveriam ter status constitucional, mas esta tese, embora muito respeitavel, não foi prestigiada pelo STF.

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Fabiana Leibl

Há mais de um mês

Sugiro a leitura http://www.surjournal.org/conteudos/getArtigo18.php?artigo=18,artigo_11.htm

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Mateus Viana

Há mais de um mês

Observe o art. 5, §3o, "Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais." redação dada pela emenda constitucional 45/2004.

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