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O Direito Penal tem a finalidade de proteger direitos fundamentais, só intervindo como direito de ultima ratio. A partir dessa premissa, faça a

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O Direito Penal tem a finalidade de proteger direitos fundamentais, só intervindo como direito de ultima ratio. A partir dessa premissa, faça a distinção entre ilícito civil e ilícito penal, explicando no que consiste o princípio constitucional da fragmentariedade do direito penal.

Direito Penal IFIAETPP

3 resposta(s)

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Lyra

Há mais de um mês

existem fatos...os fatos podem, ou não, ter relevância jurídica. dentre os fatos com relevância jurídica existem aqueles licitos e aqueles ilícitos. o direito penal, de acordo com o principio da intervenção minima, só deve se preucupar com parcela desses ilícitos. Na verdade,não exste uma diferença substantiva entre o ilícito penal e o ilicito civil, a diferença é a consequencia jurídica, que é fruto de uma opção política do legislador criminal. esta caracteristica do direito penal, de ser " uma ilha dentro de um oceano de ilicitudes" é a fragmentariedade.

existem fatos...os fatos podem, ou não, ter relevância jurídica. dentre os fatos com relevância jurídica existem aqueles licitos e aqueles ilícitos. o direito penal, de acordo com o principio da intervenção minima, só deve se preucupar com parcela desses ilícitos. Na verdade,não exste uma diferença substantiva entre o ilícito penal e o ilicito civil, a diferença é a consequencia jurídica, que é fruto de uma opção política do legislador criminal. esta caracteristica do direito penal, de ser " uma ilha dentro de um oceano de ilicitudes" é a fragmentariedade.

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Lyra

Há mais de um mês

a doutrina do direito penal cosntitucional sustenta que esta opção política do legislador, de etiquetar ou criminalizar determinadas condutas, só é legitima quando tme por fundamento a proteção de um bem jurídico de status constitucional.

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Breno

Há mais de um mês

A denominação ultima ratio (última razão ou recurso) quer dizer que o Direito Penal não deve se importar com todas as condutas humanas, ainda que lesivas, mas tão somente com aquelas que atingem os bens jurídicos mais importantes, aqueles que precisam de tutela máxima do Estado. De forma que, quando o bem jurídico não é de grande importância, e existindo outras vias para se solucionar o impasse (civil, administrativa, etc.), não há que se falar em intervenção do Direito Penal.

É disso que se trata o princípio da fragmentariedade: nem todas as lesões a bens jurídicos protegidos devem ser tuteladas e punidas pelo direito penal. Apenas alguns bens jurídicos devem ser penalmente tutelados, apenas alguns FRAGMENTOS, os mais importantes e cuja lesão traz consequências mais mais graves.

 

Estabelece o art. 186 do Código Civil que "Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". Não há diferenciação entre ato ilícito civil e ato ilícito penal, em essência. A diferença se dá no sujeito passivo da relação processual (que no ilícito civil é o particular, e no penal é a própria sociedade) e nas consequências (a reparação do dano no âmbito civil, e o cumprimento de sanção no âmbito penal).

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes