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como é a reparaçao de danos morais?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Dano moral é o dano causado a direitos extrapatrimoniais ou, ainda, aos direitos da personalidade.

Para caracterização dos danos morais, portanto, é prescindível a ocorrência de qualquer dano patrimonial, razão pela qual se mostram independentes.

O que ratifica o acima exposto é o art. 5º, V e X, da CRFB, que determinam o pagamento de danos materiais, morais ou à imagem, distinguindo-os.

Da mesma forma, a súmula 387 do STJ traz a independência dos danos morais e dos danos estéticos. Vejamos: “É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.”

Por fim, destacamos que os direitos da personalidade se encontram nos arts. 11 a 21 do Código Civil, bem como em dispositivos da CRFB/88 e constituem rol exemplificativo, ou seja, não se limitam apenas ao exposto nos diplomas citados.

Por exemplo, podemos citar direitos não expressos, como o direito ao esquecimento e o direito à felicidade.

O dano moral ocorre quando existe dano ao psíquico do ofendido, com ofensa a direitos da personalidade, como imagem, honra, integridade psíquica, dentre outros, acarretando sofrimento, angústia, frustração de expectativa legítima, tristeza, vexame, vergonha.

Entretanto, essa análise é subjetiva e varia de acordo com o caso concreto. Assim, para mitigar o dano moral, evitando banalização, os tribunais criaram o conceito de mero aborrecimento, que é aquele que causa mero desconforto, dissabor, desentendimento simples, dentre outros.

Em síntese, o dano moral seria o sofrimento mais grave, enquanto o mero aborrecimento seria mais brando, razão pela qual aquele gera o direito de reparação, enquanto este não gera qualquer direito patrimonial.

Como parâmetros, podemos averiguar a lesão a direitos da personalidade, a extensão do dano, as condições do autor do prejuízo e da vítima, bem como o dolo ou culpa presentes na ação, por exemplo.

São parâmetros que auxiliam na aferição do dano, mas por ser pessoal e subjetiva, deve ser aferida caso a caso.

Muito mais sobre o assunto você fica sabendo com os vídeos de Direito Civil produzidos por nossos especialistas do Passei Direto!

https://www.passeidireto.com/lista/40580753-atos-ilicitos/video/40580758-elementos-do-ato-ilicito-teoria

Dano moral é o dano causado a direitos extrapatrimoniais ou, ainda, aos direitos da personalidade.

Para caracterização dos danos morais, portanto, é prescindível a ocorrência de qualquer dano patrimonial, razão pela qual se mostram independentes.

O que ratifica o acima exposto é o art. 5º, V e X, da CRFB, que determinam o pagamento de danos materiais, morais ou à imagem, distinguindo-os.

Da mesma forma, a súmula 387 do STJ traz a independência dos danos morais e dos danos estéticos. Vejamos: “É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral.”

Por fim, destacamos que os direitos da personalidade se encontram nos arts. 11 a 21 do Código Civil, bem como em dispositivos da CRFB/88 e constituem rol exemplificativo, ou seja, não se limitam apenas ao exposto nos diplomas citados.

Por exemplo, podemos citar direitos não expressos, como o direito ao esquecimento e o direito à felicidade.

O dano moral ocorre quando existe dano ao psíquico do ofendido, com ofensa a direitos da personalidade, como imagem, honra, integridade psíquica, dentre outros, acarretando sofrimento, angústia, frustração de expectativa legítima, tristeza, vexame, vergonha.

Entretanto, essa análise é subjetiva e varia de acordo com o caso concreto. Assim, para mitigar o dano moral, evitando banalização, os tribunais criaram o conceito de mero aborrecimento, que é aquele que causa mero desconforto, dissabor, desentendimento simples, dentre outros.

Em síntese, o dano moral seria o sofrimento mais grave, enquanto o mero aborrecimento seria mais brando, razão pela qual aquele gera o direito de reparação, enquanto este não gera qualquer direito patrimonial.

Como parâmetros, podemos averiguar a lesão a direitos da personalidade, a extensão do dano, as condições do autor do prejuízo e da vítima, bem como o dolo ou culpa presentes na ação, por exemplo.

São parâmetros que auxiliam na aferição do dano, mas por ser pessoal e subjetiva, deve ser aferida caso a caso.

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Ríllary .

Há mais de um mês

Indenização. Nada mais é que uma reparação financeira, uma forma de compensar tudo aquilo que uma pessoa sofreu, em razão desses danos, através do recebimento de uma quantia financeira

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas