A maior rede de estudos do Brasil

Qual a relação entre o instituto da fraude à execução e a fraude contra credores nos contratos de mutuo bancário?

Qual a  relação entre o instituto da fraude à execução e a fraude contra credores nos contratos de mutuo bancarios coma alienação de bens móveis


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

Júnior Oliveira Verified user icon

Há mais de um mês

A fraude à execução é um instituto de direito processual e é declarada incidentalmente. Alem disso, para sua existência, não é relevante haver ou não expectativa do autor para que a sentença seja  favorável, ou, se é portador de título executivo extrajudicial que enseja processo de execução. Sendo reconhecida a fraude à execução, os atos praticados serão declarados  ineficazes, podendo os bens serem alcançados por atos de apreensão judicial, independentemente de qualquer açã, seja de natureza declaratória ou constitutiva.

Já a fraude contra credores é instituto de direito material. São os atos praticados pelo devedor, proprietário de bens ou direitos, a título gratuito ou oneroso que visam ao prejuízo do credor. Nesses casos, o credor ainda não ingressou em juízo, pois a obrigação pode ainda não ser exigível. O credor deve provar a intenção do devedor de prejudicar (eventum damni) e o acordo entre o devedor alienante e o adquirente (consilium fraudis). Os atos praticados em fraude contra credores são passiveis de anulação, mas não por incidente, mas sim pelo manejo de ação pauliana:

CC/02

Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.

§ 1o Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.

§ 2o Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.

Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.

Art. 161. A ação, nos casos dos arts. 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé.

A fraude à execução é um instituto de direito processual e é declarada incidentalmente. Alem disso, para sua existência, não é relevante haver ou não expectativa do autor para que a sentença seja  favorável, ou, se é portador de título executivo extrajudicial que enseja processo de execução. Sendo reconhecida a fraude à execução, os atos praticados serão declarados  ineficazes, podendo os bens serem alcançados por atos de apreensão judicial, independentemente de qualquer açã, seja de natureza declaratória ou constitutiva.

Já a fraude contra credores é instituto de direito material. São os atos praticados pelo devedor, proprietário de bens ou direitos, a título gratuito ou oneroso que visam ao prejuízo do credor. Nesses casos, o credor ainda não ingressou em juízo, pois a obrigação pode ainda não ser exigível. O credor deve provar a intenção do devedor de prejudicar (eventum damni) e o acordo entre o devedor alienante e o adquirente (consilium fraudis). Os atos praticados em fraude contra credores são passiveis de anulação, mas não por incidente, mas sim pelo manejo de ação pauliana:

CC/02

Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.

§ 1o Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.

§ 2o Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.

Art. 159. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.

Art. 161. A ação, nos casos dos arts. 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé.

User badge image

Claudio

Há mais de um mês

https://drive.google.com/drive/folders/0B74y2ZgTU6McWGVHY0l3dXVKZWM

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas