A maior rede de estudos do Brasil

Direito Romano, Positivista ou Jusnaturalista?

Com base na Sentença de Jesus Cristo, é possível afirmar que o direito romano era positivista? Se não, era Jusnaturalista?

História do DireitoHumanas / Sociais

4 resposta(s)

User badge image

Ana Clara

Há mais de um mês

Boa Tarde Pedro! O direito romano é positivista, preocupado principalmente com a forma, com o que está escrito, definindo a prudência como uma preocupação com os efeitos colaterais que uma decisão jurídica pode causar na prática. Se distingue do direito grego, esse sim é um direito jusnaturalista, pois seu conceito de prudência está relaciodado à teoria, metafísica, onde o jurista deve imaginar o direito(escrito) como se fosse um ideal a ser alcançado e projeta na vida real, na tentativa de aproximar ambas as dimensões. É no jusnaturalismo que a legitimidade do direito é garantida e os romanos, no entanto, garantiam a legitimidade do seu direito pela força. Logo é possível perceber a distinção de ambos os direitos pela divergência entre seus conceitos de prudência.

Espero ter ajudado!

Boa Tarde Pedro! O direito romano é positivista, preocupado principalmente com a forma, com o que está escrito, definindo a prudência como uma preocupação com os efeitos colaterais que uma decisão jurídica pode causar na prática. Se distingue do direito grego, esse sim é um direito jusnaturalista, pois seu conceito de prudência está relaciodado à teoria, metafísica, onde o jurista deve imaginar o direito(escrito) como se fosse um ideal a ser alcançado e projeta na vida real, na tentativa de aproximar ambas as dimensões. É no jusnaturalismo que a legitimidade do direito é garantida e os romanos, no entanto, garantiam a legitimidade do seu direito pela força. Logo é possível perceber a distinção de ambos os direitos pela divergência entre seus conceitos de prudência.

Espero ter ajudado!

User badge image

Bruno

Há mais de um mês

Pedro, 

O Direito Romano foi o primeiro a codificar e sistematizar suas leis. Ele forneceu a ideia do que hoje é aplicado de forma corriqueira ex:

 

Art. 3o  Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

 

Art. 4o  Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

 

Art. 5o  Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.

 

 

Cezar Roberto Bitencourt apregoa em sua obra que “O primeiro Código Romano escrito foi a Lei das XII Tábuas, contendo ainda as normas do Talião e da composição, que resultou da luta entre patrícios e plebeus. Essa lei inicia o período dos diplomas legais”.6

O mesmo Bitencourt prossegue em sua opinião lecionando “O Direito Romano oferece o ciclo jurídico completo, constituindo até hoje a maior fonte originária de inúmeros institutos jurídicos. Roma é tida como a síntese da sociedade antiga, representando um elo entre o mundo antigo e o mundo moderno”.7

Na época do enfoque principal desta obra, a época em que viveu Cristo, o poder jurisdicional era depositado nas mãos do governador por transmissão do Imperador. O governador passou a ter o chamado ius gladii, ou seja, o poder da vida e da morte.

Quem tomava assento na governança no período do julgamento era Pilatos.

Pôncio Pilatos foi governador da Judéia entre 26 a 37 d.C.. Foi o responsável pela coleta de impostos e de taxas que eram usadas para atender as necessidades locais e para serem enviadas a Roma. Inclusive, certa vez foi acusado pela turba judaica de ter se apropriado ilegalmente do tesouro do Templo. A história narra que, certa vez, sem dinheiro em caixa, Pilatos havia mandado soldados saquearem o Templo para roubar o tesouro com o fim de construir um aqueduto para a cidade de Jerusalém. Pilatos era muito mal visto pelos judeus devido a seus atos de crueldade e traição. Numa ocasião mandou soldados romanos se vestirem de judeus e espalhou-os na multidão judia. A um comando só, todos os soldados golpearam e massacraram centenas de judeus despreparados. Filon, historiador, descreve Pilatos como arrogante, orgulhoso e irônico. Em sua obra “Legatio ad Gaium”, Filon narra um episódio de afronta de Pilatos em relação aos costumes religiosos judeus, e acrescenta dizendo que neste episódio Pilatos havia sido inflexível e intransigente. Ressaltou ainda que Pilatos costumava mandar executar prisioneiros sem nenhum processo formal, somente para saciar sua crueldade e intolerância. Totalmente diferente dos relatos Evangélicos que lemos. Nos Evangelhos encontramos um Pilatos paciente, compreensivo, cortês, contemporizador, etc.

Por ser codificado o Direito Romano é positivo. Ele se rege por leis. Cum igitur hominum causa omne ius constitutum sit.

Já o Direito grego por ser abstrato não era codificado e baseava-se na lei natural( Deus/Deuses )

Espero ter ajudado

 

User badge image

Pedro Henrique

Há mais de um mês

Certo, então o direito Romano segui o que está positivado, somado a moral e bons costume, medindo o resultado final. Já o Grego segue ao pé da letra o que está na lei?!

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes