A maior rede de estudos do Brasil

Quais as várias situações em que os leucócitos trazem lesão ao tecido normal?

A resposta do sistema imunológico a um agente agressor pode levar a dano em células parenquimatosas normais...

Patologia I

FAESF/UNEF


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

Os mediadores químicos da inflamação derivados de células podem estar pré-formados em grânulos no interior das células, ou então, podem ser sintetizados localmente no sítio da inflamação quando há um estímulo. Dentre as células capazes de produzir e liberar diferentes mediadores químicos no local da inflamação estão os macrófagos teciduais, os mastócitos, as células endoteliais, os leucócitos recrutados da corrente sanguínea em direção ao sítio da inflamação.


Este grupo de mediadores químicos influi as aminas vasoativas (histamina e serotonina) os metabólitos do ácido araquidônico (prostaglandinas, leucotrienos e lipoxinas), as citocinas (fator de necrose tumoral, interleucina-1 e quimiocinas), as espécies reativas do oxigênio (ERO), o óxido nítrico (NO), as enzimas lisossômicas dos leucócitos e os neuropeptídeos (substância P).


Aminas Vasoativas: São duas as aminas vasoativas: histamina e serotonina. Ambas encontram-se pré-formadas em grânulos citoplasmáticos de células.

  • A histamina é sintetizada por diferentes tipos celulares, especialmente pelos mastócitos adjacentes aos vasos, pelos basófilos e plaquetas circulantes. Esse mediador é liberado das células em resposta a um estímulo, como lesão física, reações imunes e na presença de outros mediadores químicos, como citocinas, anafilatoxinas e neuropeptídeos. Esta molécula leva à dilatação arteriolar, aumentando a permeabilidade do vaso e, consequentemente, facilitando a saída de leucócitos para o sítio inflamatório.
  • A serotonina, também chamada de 5-hidroxitriptamina, apresenta efeitos similares aos da histamina. É encontrado primariamente em grânulos plaquetários e liberada durante a agregação das plaquetas.

Metabólitos do Ácido Araquidônico (AA): Os metabólitos do ácido araquidônico, também chamados de eicosanoides, podem mediar, praticamente, cada etapa do processo inflamatório agudo. Sua produção é intensificada nos locais da resposta inflamatória. As principais células fontes de metabólitos do AA na inflamação são os leucócitos, mastócitos, células endoteliais e plaquetas.


Citocinas: Consistem em polipeptídeos sintetizados por diferentes tipos celulares, que estão envolvidas na resposta inflamatória imune inata a estímulos nocivos e nas respostas imunes adaptativas aos microrganismos.

As principais citocinas envolvidas na resposta inflamatória aguda são:

  • Fator de necrose tumoral (TNF) e interleucina-1 (IL-1): sintetizados por macrófagos ativados, mastócitos, células endoteliais, dentre outras células. Necessitam de um estímulo para serem liberadas, como endotoxinas bacterianas, imunocomplexos e produtos dos linfóticos T gerados durante as respostas imunes. O principal papel destes mediadores químicos é a ativação endotelial.
  • Quimiocinas: atuam primariamente como quimioatraentes para diversos leucócitos para o local da inflamação. Esta citocina ativa os leucócitos, aumentando a afinidade das integrinas presentes na superfície dessas células e das células endoteliais.

Espécies Reativas do Oxigênio (ERO): São enzimas sintetizadas através da via NADPH-oxidase, sendo liberadas dos macrófagos ativados e neutrófilos na presença de estímulos como bactérias, imunocomplexos, citocinas e diversos estímulos inflamatórios.

Quando produzidos no interior dos lisossomos dos neutrófilos e macrófagos, atuam destruindo microrganismos fagocitados e células necróticas. Quando liberados das células em baixos níveis podem aumentar a expressão das moléculas de adesão e citocinas, amplificando, deste modo, a cascata de mediadores químicos. Quando em concentrações maiores, esses mediadores podem levar à lesão endotelial e de outros tipos de células.


Óxido Nítrico (NO): O NO consiste em um gás radical livre, solúvel, de curta duração, sintetizado por diferentes tipos de células. Os macrófagos usam o NO como um metabólito citotóxico, visando destruir microrganismos e células neoplásicas. Quando sintetizados pelas células endoteliais, levam ao relaxamento do músculo liso dos vasos e consequente vasodilatação.


Enzimas Lisossômicas dos Leucócitos: Os neutrófilos e os monócitos possuem grânulos nos quais estão contidas muitas moléculas que participam do processo inflamatório agudo. Costumam ser liberados após a morte dessas células, bem como por extravasamento durante a formação do fagossomo, ou durante as tentativas frustradas de fagocitar superfícies grandes.

As enzimas lisossômicas mais importantes são:

  • Proteases ácidas: possuem pH ótimo e normalmente são ativas somente no interior dos fagolisossomos.
  • Proteases neutras: costumam ser ativas na matriz extracelular e levam à lesão destrutiva e deformante por degradarem elastina, colágeno e membrana basal.

Neuropeptídeos: Consistem em diminutas proteínas, capazes de iniciar as respostas inflamatórias. Um exemplo é a substância P, responsável por transmitir os sinais dolorosos, regular o tônus do vaso sanguíneo e modular a permeabilidade vascular. As fibras nervosas que liberam neuropeptídeos são abundantes no pulmão e trato gastrointestinal.

Os mediadores químicos da inflamação derivados de células podem estar pré-formados em grânulos no interior das células, ou então, podem ser sintetizados localmente no sítio da inflamação quando há um estímulo. Dentre as células capazes de produzir e liberar diferentes mediadores químicos no local da inflamação estão os macrófagos teciduais, os mastócitos, as células endoteliais, os leucócitos recrutados da corrente sanguínea em direção ao sítio da inflamação.


Este grupo de mediadores químicos influi as aminas vasoativas (histamina e serotonina) os metabólitos do ácido araquidônico (prostaglandinas, leucotrienos e lipoxinas), as citocinas (fator de necrose tumoral, interleucina-1 e quimiocinas), as espécies reativas do oxigênio (ERO), o óxido nítrico (NO), as enzimas lisossômicas dos leucócitos e os neuropeptídeos (substância P).


Aminas Vasoativas: São duas as aminas vasoativas: histamina e serotonina. Ambas encontram-se pré-formadas em grânulos citoplasmáticos de células.

  • A histamina é sintetizada por diferentes tipos celulares, especialmente pelos mastócitos adjacentes aos vasos, pelos basófilos e plaquetas circulantes. Esse mediador é liberado das células em resposta a um estímulo, como lesão física, reações imunes e na presença de outros mediadores químicos, como citocinas, anafilatoxinas e neuropeptídeos. Esta molécula leva à dilatação arteriolar, aumentando a permeabilidade do vaso e, consequentemente, facilitando a saída de leucócitos para o sítio inflamatório.
  • A serotonina, também chamada de 5-hidroxitriptamina, apresenta efeitos similares aos da histamina. É encontrado primariamente em grânulos plaquetários e liberada durante a agregação das plaquetas.

Metabólitos do Ácido Araquidônico (AA): Os metabólitos do ácido araquidônico, também chamados de eicosanoides, podem mediar, praticamente, cada etapa do processo inflamatório agudo. Sua produção é intensificada nos locais da resposta inflamatória. As principais células fontes de metabólitos do AA na inflamação são os leucócitos, mastócitos, células endoteliais e plaquetas.


Citocinas: Consistem em polipeptídeos sintetizados por diferentes tipos celulares, que estão envolvidas na resposta inflamatória imune inata a estímulos nocivos e nas respostas imunes adaptativas aos microrganismos.

As principais citocinas envolvidas na resposta inflamatória aguda são:

  • Fator de necrose tumoral (TNF) e interleucina-1 (IL-1): sintetizados por macrófagos ativados, mastócitos, células endoteliais, dentre outras células. Necessitam de um estímulo para serem liberadas, como endotoxinas bacterianas, imunocomplexos e produtos dos linfóticos T gerados durante as respostas imunes. O principal papel destes mediadores químicos é a ativação endotelial.
  • Quimiocinas: atuam primariamente como quimioatraentes para diversos leucócitos para o local da inflamação. Esta citocina ativa os leucócitos, aumentando a afinidade das integrinas presentes na superfície dessas células e das células endoteliais.

Espécies Reativas do Oxigênio (ERO): São enzimas sintetizadas através da via NADPH-oxidase, sendo liberadas dos macrófagos ativados e neutrófilos na presença de estímulos como bactérias, imunocomplexos, citocinas e diversos estímulos inflamatórios.

Quando produzidos no interior dos lisossomos dos neutrófilos e macrófagos, atuam destruindo microrganismos fagocitados e células necróticas. Quando liberados das células em baixos níveis podem aumentar a expressão das moléculas de adesão e citocinas, amplificando, deste modo, a cascata de mediadores químicos. Quando em concentrações maiores, esses mediadores podem levar à lesão endotelial e de outros tipos de células.


Óxido Nítrico (NO): O NO consiste em um gás radical livre, solúvel, de curta duração, sintetizado por diferentes tipos de células. Os macrófagos usam o NO como um metabólito citotóxico, visando destruir microrganismos e células neoplásicas. Quando sintetizados pelas células endoteliais, levam ao relaxamento do músculo liso dos vasos e consequente vasodilatação.


Enzimas Lisossômicas dos Leucócitos: Os neutrófilos e os monócitos possuem grânulos nos quais estão contidas muitas moléculas que participam do processo inflamatório agudo. Costumam ser liberados após a morte dessas células, bem como por extravasamento durante a formação do fagossomo, ou durante as tentativas frustradas de fagocitar superfícies grandes.

As enzimas lisossômicas mais importantes são:

  • Proteases ácidas: possuem pH ótimo e normalmente são ativas somente no interior dos fagolisossomos.
  • Proteases neutras: costumam ser ativas na matriz extracelular e levam à lesão destrutiva e deformante por degradarem elastina, colágeno e membrana basal.

Neuropeptídeos: Consistem em diminutas proteínas, capazes de iniciar as respostas inflamatórias. Um exemplo é a substância P, responsável por transmitir os sinais dolorosos, regular o tônus do vaso sanguíneo e modular a permeabilidade vascular. As fibras nervosas que liberam neuropeptídeos são abundantes no pulmão e trato gastrointestinal.

User badge image

Rodrigo Irikura

Há mais de um mês

Inflamação crônica, doença autoimunes, tuberculose...

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas