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LEVIATÃ

Também gostaria do arquivo do livro Leviatã, esqueci agora o nome do Autor!


2 resposta(s)

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Aldemar

Há mais de um mês

No Leviatã, Hobbes trata basicamente da relação entre estado natural/estado social, direito natural/direito civil, do poder soberano, do contrato social e da constituição da sociedade e do Estado.

O estado de natureza é o eixo estruturador do pensamento de Hobbes. “O estado de natureza é o modo de ser que caracterizaria o homem antes de seu ingresso no estado social” (HOBBES, 2000: “Apresentação” In: Leviatã). No estado natural todos os homens são naturalmente livres e iguais, ou melhor, é uma igualdade baseada no desejo universal da autopreservação. Neste, os indivíduos (que viviam isolados) gozavam de igualdade para querer ou desejar o que quiser, e de liberdade para fazer aquilo que desejar. Além disso, os indivíduos eram movidos pelas suas paixões e desejos. Segundo Hobbes, a lei natural que existia entre eles era insuficiente para conter estas paixões, e era por este motivo que o estado natural não poderia oferecer segurança aos indivíduos. Hobbes, então, define o estado natural como um estado de insegurança onde o que predomina é a “guerra de todos contra todos”.

Hobbes, portanto, argumenta que a passagem do estado natural para o estado social move-se pelo desejo (de cada indivíduo) de conservação da vida. Ou seja, o contrato social estabelecido entre os indivíduos para entrarem no estado civil, servia para conservar a vida e limitar as paixões e o desejo de poder. Por isso, todos os homens foram levados a estabelecer contratos entre si. O contrato é “uma transferência mútua de direito”, e o pacto social é a “promessa de cumprir o contrato”.

Portanto, para Hobbes, os indivíduos estabelecem livremente o contrato e aceitam a limitação da igualdade e da liberdade e o controle dos direitos naturais, em troca da segurança garantida pelo Estado. Sendo assim, os homens transferem os direitos de governar (julgar, punir, lei) para o Estado. No estado civil, os indivíduos terão apenas a liberdade para fazer aquilo que a lei permitir, pois é o Estado que exerce o poder sobre todos. O Estado só não pode retirar os direitos naturais dos seus súditos, porque estes direitos já existiam antes do estado civil. Desse modo, apesar de o poder soberano caber ao Estado (pois no contrato os indivíduos já transferiram os seus poderes) o limite desse poder está nos direitos naturais. Isto supõe que o uso da força é essencial para garantir o contrato, mas que o poder soberano deve buscar certo grau de legitimidade.

No Leviatã, Hobbes trata basicamente da relação entre estado natural/estado social, direito natural/direito civil, do poder soberano, do contrato social e da constituição da sociedade e do Estado.

O estado de natureza é o eixo estruturador do pensamento de Hobbes. “O estado de natureza é o modo de ser que caracterizaria o homem antes de seu ingresso no estado social” (HOBBES, 2000: “Apresentação” In: Leviatã). No estado natural todos os homens são naturalmente livres e iguais, ou melhor, é uma igualdade baseada no desejo universal da autopreservação. Neste, os indivíduos (que viviam isolados) gozavam de igualdade para querer ou desejar o que quiser, e de liberdade para fazer aquilo que desejar. Além disso, os indivíduos eram movidos pelas suas paixões e desejos. Segundo Hobbes, a lei natural que existia entre eles era insuficiente para conter estas paixões, e era por este motivo que o estado natural não poderia oferecer segurança aos indivíduos. Hobbes, então, define o estado natural como um estado de insegurança onde o que predomina é a “guerra de todos contra todos”.

Hobbes, portanto, argumenta que a passagem do estado natural para o estado social move-se pelo desejo (de cada indivíduo) de conservação da vida. Ou seja, o contrato social estabelecido entre os indivíduos para entrarem no estado civil, servia para conservar a vida e limitar as paixões e o desejo de poder. Por isso, todos os homens foram levados a estabelecer contratos entre si. O contrato é “uma transferência mútua de direito”, e o pacto social é a “promessa de cumprir o contrato”.

Portanto, para Hobbes, os indivíduos estabelecem livremente o contrato e aceitam a limitação da igualdade e da liberdade e o controle dos direitos naturais, em troca da segurança garantida pelo Estado. Sendo assim, os homens transferem os direitos de governar (julgar, punir, lei) para o Estado. No estado civil, os indivíduos terão apenas a liberdade para fazer aquilo que a lei permitir, pois é o Estado que exerce o poder sobre todos. O Estado só não pode retirar os direitos naturais dos seus súditos, porque estes direitos já existiam antes do estado civil. Desse modo, apesar de o poder soberano caber ao Estado (pois no contrato os indivíduos já transferiram os seus poderes) o limite desse poder está nos direitos naturais. Isto supõe que o uso da força é essencial para garantir o contrato, mas que o poder soberano deve buscar certo grau de legitimidade.

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Rômulo

Há mais de um mês

Leviatã - Thomas Hobbes

 

baixar pdf ⇒ https://passeidireto.com/arquivo/3324219/leviata---thomas-hobbes

 

Bons estudos Samara!

 

bjs

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes